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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Graça Comum: Deus é o maestro que criou e que rege toda a sinfonia da criação!


Bem sabemos que depois da queda, o homem foi dominado pelo pecado(Rm 3.23), tornando-se escravo de suas próprias paixões e morto espiritualmente, sendo esta a doutrina já discutida aqui em outro texto, a Depravação Total. No entanto, tal perspectiva nos deixa diante de um sério dilema: em meio à tamanha corrupção espiritual, como pode haver uma sociedade ordenada com princípios éticos, e relações de afeto? Como as estruturas da sociedade não foram devoradas pelo desejo insano do coração dos homens? A resposta dada pelo Calvinismo é só uma: a graça comum de Deus.

Essa questão me foi esclarecida durante a leitura do excelente livro Calvinismo de Abraham Kuyper, teólogo holandês do século passado, onde ele afirma que assim como o homem domestica os animais, e prende ou controla seres selvagens, assim também Deus limita a maldade dos homens, extraindo até mesmo o bem do mal, para que se preserve a criação, entendido neste conceito não somente as coisas naturais, mas também toda a criação intelectual que também vem Dele.

É tal pensamento que nos explica a retidão moral de alguns incrédulos, que apesar de caídos espiritualmente, tem uma conduta séria e comprometida com suas causas, ao ponto de causar admiração. Isto nada mais é do reflexo da graça comum de Deus, que é a interferência mínima Dele para garantir que o mundo não seja destruído pelos corações pecaminosos dos homens. Esta graça é diferente da especial, sendo esta a que conduz a salvação por colocar a fé no caminho do escolhido.

A graça comum é um conceito rico e que nos dá amplas possibilidades de contemplação por caminhos muitas vezes negligenciados por separações equivocadas que foram construídas com base em premissas erradas, como a separação do sagrado e do profano. Neste mesmo livro, Kuyper prega que a cosmovisão calvinista, que nada mais é que a exposição clara e fiel das Santas Escrituras, deve permear todas as esferas do conhecimento humano, e restringir este pensamento ao ciclo religioso, como temos feito, acaba o isolando e entregando as ciências, a política e as artes nas mãos das vãs filosofias, deixando de lado uma ótima oportunidade de glorificar a Deus através destas áreas da convivência humana.

Paulo afirma em colossenses que: “Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. E ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.” [1] Assim, é uma posição falha o isolacionismo do pensamento cristão que deve abranger com completude o ser humano, já que tudo foi feito por Deus e tem como fim Cristo. Muda-se o paradigma: não me afasto do mundo, mas somente daquilo que é pecaminoso nele..

Mas, dentro do campo vasto onde podemos notar o agir de Deus em lugares onde dogmas infundados nos impediam de ver, gostaria de limitar a análise e me deter na questão da arte, citando o também holandês Hans Rookmaaker, e sua defesa de que a arte não precisa de justificativa: Assim, a arte deve abrir os olhos das pessoas, ou servir como decoração, ou louvor, ou ter uma função social, ou expressar uma filosofia em particular. A arte não precisa de desculpas. Ela possui seu próprio significado que não precisa ser explicado, assim como o casamento ou o próprio ser humano, ou a existência de um pássaro ou flor ou montanha ou mar ou estrela. Todos eles detêm um significado porque Deus os criou. Seu significado é que foram criados por Deus e são por Ele sustentados. Assim, a arte tem sentido como arte porque Deus considerou bom dar arte e beleza à humanidade. [2]

Esta conclusão é bela e instigante: a graça comum de Deus nos agraciou, em meio a tanta corrupção, com a beleza da arte. Ao visitar o museu da língua portuguesa em São Paulo, não pude ter outra afirmação em mente se não esta, e vi verdades eternas em muitas obras de homens que não a conheciam, e esta é a beleza do agir de Deus como maestro na criação, se revelando até mesmo através daqueles que não o conhecem. Este texto é na verdade uma introdução a uma série que pretendo fazer nos próximos meses, analisando sob a ótica da graça comum concepções em canções e poesias sobre a criação, a morte, o amor, o sentido da vida e etc. Além de introduzir, este artigo também nos dará o aporte teórico para esta viagem. Aguardo sugestões para incrementar este trabalho, com indicações de até mesmos outras manifestações artísticas como artes plátiscas e cinema, assim como temáticas para serem tratadas. Termino com um nítido exemplo de verdade de Deus que brota fora dos celeiros eclesiásticos:

Três âncoras deixou Deus ao homem: o amor da pátria, o amor da liberdade, o amor da verdade.Cara nos é a pátria, a liberdade mais cara; mas a verdade mais cara que tudo. Patria cara, carior-Libertas, Veritas carissima. Damos a vida pela pátria. Deixamos a pátria pela liberdade. Mas pátria e liberdade renunciamos pela verdade. Porque este é o mais santo de todos os amores. Os outros são da terra e do tempo. Este vem do céu, e vai à eternidade. (Rui Barbosa) [3]

Jesus Cristo é a verdade!

Deus vos abençoe!

Rodrigo Ribeiro

@rodrigolgd

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Fonte: UMP da Quarta

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Manifesto Cristão


A maior parte do cristianismo evangélico hoje é fundamentado em clichês. A maior parte do nosso cristianismo vem de músicos que se dizem cristãos, e não da bíblia. A maior parte do que os evangélicos acreditam é ditado pela cultura secular e não pela escritura.
Poucos são os que encontram a porta estreita. Consequentemente, as ideias mais populares possivelmente não são os conceitos mais próximos da verdade bíblica. Nos dias de hoje, desconfie de qualquer “Best-seller”. Desconfie de qualquer um que for sucesso ou um furacão de vendas, simplesmente porque a genuína verdade cristã jamais foi e nunca será “digerida” pelas massas. A maior prova disso, é que mataram o seu autor. Se caiu no gosto da maioria é falso. Lembre-se, Jesus se referiu aos seus verdadeiros seguidores como “pequenino rebanho”.
A apostasia que a Bíblia nos advertiu que seria evidente nos últimos dias já está em pleno andamento. Somente aqueles que se mantiverem firmes a Palavra de Deus serão protegidos e salvos. Este remanescente de crentes fiéis será visto como pessoas antiquadas e de mentalidade fechada.
A natureza da salvação de Cristo é deploravelmente deturpada pelo evangelista moderno. Eles anunciam um Salvador do inferno ao invés de um Salvador do pecado. E é por isso que muitos são fatalmente enganados, pois há multidões que desejam escapar do Lago de fogo, mas que não têm nenhum desejo de ficarem livres de sua pecaminosidade e mundanismo. Sem santificação ninguém verá o Senhor.
Os Evangélicos modernos procuram encher suas igrejas de analfabetos bíblicos, convencendo-os que eles irão para o céu, simplesmente porque levantaram a mão e fizeram uma oração, como sinal de aceitação de Jesus como Salvador, e que Ele vai lhes dar o sucesso familiar, social e financeiro, se tiverem um nível de moralidade considerável e forem dizimistas fiéis; o que se constitui propaganda enganosa.
Muitos dizem não ter vergonha do evangelho, mas são uma vergonha para ele. A primeira geração de cristãos pós-modernos já está aí. São crentes que pouco ou nada sabem da Palavra de Deus e demonstram pouco ou nenhum interesse em conhecê-la. Cultivam uma espiritualidade egocêntrica, com nenhuma consciência missionária. Consideram tudo no mundo muito “normal” e não veem nenhuma relevância na cruz de Cristo. Acham que a radicalidade da fé bíblica é uma forma de fanatismo religioso impróprio e não demonstram nenhuma preocupação em lutar pelo que creem.
Você sabia que 80 á 90% das pessoas que “aceitam a Cristo” em trabalhos evangelísticos se “desviam” depois? O motivo de tudo isso tem sido esse evangelho centrado no homem que é pregado nos púlpitos, nas TVs e nas casas, onde o bem-estar e a prosperidade tem se tornado “mais valiosos” que o próprio sangue de Cristo. A graça já não basta mais (apesar dos louvores e acharmos Cristo tão meigo). O que nós realmente queremos é “o segredo” para sermos bem-sucedidos. Desejamos “uma vida com propósitos” para taparmos com peneira o vazio que sentimos. O Vazio de um espírito morto que somente Deus pode ressuscitar. Queremos “o melhor de Deus para nós” nesta vida, no lugar de tomarmos a nossa cruz e de negarmos a nós mesmos. Queremos conhecer “as leis da prosperidade” mais do que o Espírito de Santidade; e, para nos justificarmos, tentamos ser pessoas auto-motivadas e de alta performance, antes de sermos cristãos cuja alegria está em primeiro lugar Nele; e santos bem aceitos pelo mundo a despeito das Palavras de Jesus contrariar esse posicionamento.
A falha do evangelismo atual reside na sua abordagem humanista. Esse evangelho é francamente fascinado com o grande, barulhento, e agressivo mundo com seus grandes nomes, o seu culto a celebridade, a sua riqueza e sua pompa berrante. Para os milhões de pessoas que estão sempre, ano após ano, desejando a glória mundana, mas nunca conseguiram atingi-la, o moderno evangelho oferece rápido e fácil atalho para o desejo de seus corações. Paz de espírito, felicidade, prosperidade, aceitação social, publicidade, sucesso nos negócios, tudo isso na terra e finalmente, o céu. Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, ele nunca teria sido crucificado.
Hoje temos o espantoso espetáculo de milhões a ser derramado na tarefa de proporcionar irreligioso entretenimento terreno aos chamados filhos do céu. Entretenimento religioso é, em muitos lugares rápido meio de se esvaziar as sérias coisas de Deus. Muitas igrejas nestes dias tornaram-se pouco mais do que pobres teatros de quinta categoria onde se "produz" e mercadeja falsos “espetáculos” com a plena aprovação dos líderes evangélicos, que podem até mesmo citar um texto sagrado fora de contexto em defesa de suas delinquências. E dificilmente um homem se atreve a levantar a voz contra isso.
A maioria dos crentes não acredita que a Bíblia diz o que está escrito: acreditam que ela diz o que eles querem ouvir. Contornar a Palavra de Deus e chamar os nossos desejos de direção divina, só leva à multiplicação do pecado. Há muitos vagabundos religiosos no mundo que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal e muitas vezes coletiva. Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em você mesmo.
Ai de vocês que pregam seu falso evangelho, transformam a casa de Deus em comércio. Vendem seus CDs, vendem seus falsos milagres, vendem suas falsas unções, vendem falsas promessas de prosperidade, enquanto na verdade só vocês têm prosperado. Como escaparão do juízo que há de vir?


"Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: "Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?" Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido." Joã 6:60;66-65

- Conteúdo adaptado a partir de algumas ideias e textos de diversos autores Cristãos.

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Aprovado e subscrito pelo Eclesia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Culto na sua igreja é bom?


“O Senhor Jesus Cristo nos ensina que devemos adorar a Deus “em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24). No contexto em que o Senhor Jesus proferiu estas palavras, que é o encontro com a mulher samaritana e a discussão sobre o local da adoração a Deus, adorá-lo em espírito significa não adorá-lo em um único local sagrado e exclusivo, como era o templo de Jerusalém, mas em qualquer lugar, desde que a atitude esteja certa. O que importa não é ‘onde’, mas ‘como’”.

Este trecho foi extraído da Carta Pastoral e Teológica sobre liturgia na IPB, produzida no ultimo Supremo Concilio da igreja e distribuído às igrejas locais este ano. Ele nos induz a uma reflexão pessoal sobre o culto que temos oferecido a Deus.

Não é difícil notar que a cultura materialista e imediatista de nossos dias tem interferido significativamente na nossa concepção de culto e vida religiosa. Entramos em um circulo vicioso de trabalho e busca de crescimento pessoal, que a vida religiosa se tornou apenas isso – religiosidade ensimesmada, sem sentido e meritória. Senão vejamos:

Muitos de nós só vai à igreja para cumprir um compromisso formal, ao qual se acostumou ao longo dos anos. Este estilo de religião existe apenas para atender a si mesma. Apenas cumpre com seus costumes e normas. Não há vida. Não há entendimento. Só um mecanismo de retroalimentação onde nem mesmo o individuo religioso cresce, ele apenas incha.

Muitos de nós procuramos a igreja mais intensamente apenas quando necessitamos de oração por determinada situação que estamos vivendo. É uma cultura experiencialista. Cada busca é motivada por um desejo experimental específico como uma casa, um carro, um emprego, um marido ou esposa, etc. A cada desejo conquistado, busca-se outro desejo para substituí-lo a fim de continuar produzindo motivação ao “culto”. Isso é um circulo vicioso. Uma vida em voltas, sem rumo, sem objetivo, sem sentido algum.

E por fim a grande maioria de nós confia que seremos salvos apenas porque estamos em uma igreja. Ainda que neguemos isso, essa é a realidade. Esperamos que Deus nos veja e se lembre de quanto ajudamos nos louvor da igreja, de quanto nos afadigamos nos trabalhos das sociedades internas, ou mesmo de nossos relatórios de final de ano e se compadeça de nós deixando-nos entrar no seu Céu. Isso é religião meritória e não é fruto de fé e graça.

O culto que Deus requer de nós é muito mais que uma mera expressão externa de formalismo religioso. É muito mais que um simples vir, comparecer à igreja e assistir a um culto. Aliás esta é uma expressão que me dói aos ouvidos. Não existe a idéia de “assistir um culto”. Culto é prestado, é oferecido e isso em um exercício, trabalho, serviço pessoal de adoração a Deus. É sacrifício “vivo, santo e agradável a Deus (...) culto racional” (Rm 12.1,2).

Culto é uma expressão interna de uma vida realmente mudada que se prostra com alegria e temor, compreendendo sua real condição de miserável pecador e dependente exclusivamente da Graça do Senhor.

E aí? Continua achando que o culto na sua igreja é bom? Se é, pra quem?

Pense nisso!

Marcelo Batista Dias

De heroína a Jesus.



Estava ouvindo uma música "lado b" da legião urbana chamada "L'age d'or" e o Renato Russo canta uma frase maravilhosa! Ela diz assim: "Já tentei muitas coisas, de heroína a Jesus, tudo que já fiz foi por vaidade".

O que isso quer dizer? Primeiro que não existe diferença entre você se tornar dependente químico ou crente se for pra dar satisfação pra alguém, se for por vaidade. Segundo que ambos feitos com essa motivação só possuem um efeito, alienar as pessoas.

Enquanto estivermos andando com Deus pelo status que Ele pode me dar, pelas bençãos que Ele pode me fornecer, pelo fato de que nos dias de hoje é bom ter uma religião, emitimos um atestado de vaidoso ao nosso ser e investimos tempo em um jesus errado, e quem segue um jesus errado pode desembarcar no céu errado.

A vida não tem graça se eu for um eterno vaidoso. ela só passa a valer alguma coisa quando me reconheço como mero pecador, que foi aceito pela graça de Deus e não por algum merecimento. Os vaidosos vivem se auto elogiando, pra mim, o auto elogio fede. Que nosso ego seja suplantado pelo imensurável amor de Deus que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

E no mais, tudo na mais santa paz!

domingo, 26 de junho de 2011

PRECISAMOS DA MARCHA PARA JESUS


Aviso: Se vc não conhece ironia não leia o texto. Se vc é evangélico também não leia.

Ontem, 25/06 aconteceu a Marcha para Jesus aqui, em Ipatinga, MG. Depois de ter lido sobre a Marcha em São Paulo e outros lugares, de ver a reportagem que a Globo dedicou ao assunto, e de ler a Bíblia (especialmente 1Co 5), descobri que precisamos Marchar para Jesus.

Precisamos da Marcha para Jesus porque não temos outro meio de esconder nossos pecados. O mundo já percebeu. O mundo já conhece nossa depravação. Já nos viu lavando dinheiro em nossas “emprejas”. Já nos viu traficar armas. Já nos viu receber propina e orar por ela. Já nos viu entrar com dólares não declarados em países estrangeiros. Já nos viu vender Bíblias por R$ 900,00. Já nos viu pedir o aluguel dos outros de oferta e “passo de fé”. Já nos viu sendo presos por porte de armas. Já nos viu dividindo igrejas. Já nos viu cair em adultério. Já nos viu extorquir dinheiro de (in)fiéis desavisados. Já nos viu cobrando cachês altíssimos e voar em jatos particulares pra “pregar” a palavra de Deus. E muitas outras coisas.

Como vamos encobrir todas elas? Como vamos fazer com que nos vejam orar se não for em reportagem exibida em horário nobre? Como vão falar de nossa “alegria” e fé se não nos verem saltitando feito macacos de circo pelas ruas das cidades? Como vão ouvir falar de Jesus se não for nos microfones dos trios elétricos de nossa Marcha? Como vão conhecer o poder de Jesus se não nos virem colocar pedidos de oração nas nossas solas de sapato ungidas? Como vamos mudar a imagem destorcida que tem de nós? Como vamos fazer com que acreditem em nossos pastores novamente, se não os verem unidos num trio elétrico? Como vão se render nesta batalha se não marcharmos vigorosamente sobre o inimigo? Como vamos conseguir sem as lentes das câmeras? Como? Como? Como?

É... precisamos mesmo da Marcha para Jesus. Já que não sabemos mais como viver em Jesus.

Marcelo Batista Dias

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Chamados para fora



Mt 11.28-30

Você está satisfeito com a vida que tem levado? Gosta do que Deus tem feito por você?

Se sente confortável no seu banco? Acha que Cristo está cumprindo essa promessa direitinho e te dando uma vida de alívio e conforto?

Se você acha que sim, você tem um problema. Mas se você acha que não, você também tem um problema. O problema para essas duas formas de pensamento é que elas demonstram falta de compreensão do real significado do chamado ou da vocação cristã.

O chamado de Cristo é um chamado para fora:

1. Para fora do nosso eu;

Cristo havia acabado de dizer (v. 27) que a obra de reconciliação com o Pai havia sido entregue a ele.

Somente ele pode apresentar o Pai, pois só ele conhece o Pai. Este conhecimento é um conhecimento provindo de intimidade. Só Cristo tem o verdadeiro e intimo conhecimento do Pai.

Assim, aquele que quiser ter um encontro e um relacionamento íntimo com o Pai, deve fugir da prática religiosa dos fariseus e ir até ele.

Cristo chama a todos para um relacionamento próximo e intimo com ele.

O chamado de Cristo é para si mesmo. Ele convida seus ouvintes a se aproximarem dele.

Fomos chamados primariamente para um relacionamento íntimo e pessoal com Cristo.

É um chamado para o contato, para o relacionamento, para a intimidade com Cristo, para Cristo.

Não é um chamado para buscar um remédio em Cristo, mas para o próprio Cristo.

É um chamado para fora de nós.

É um chamado para esquecermos nosso eu.

É um chamado para centralidade em Cristo.

Como Paulo, somos chamados para deixarmos de viver em nós.

É um chamado para que vivamos em Cristo e ele viva em nós.

2. Para fora do nosso status quo;

Status quo significa literalmente “estado atual”.

O que Cristo está propondo a seus ouvintes é que deixassem a vida religiosa que viviam, e que os sobrecarregavam e assumisse uma vida debaixo de seu jugo e de seu fardo.

Interessante neste texto é que Cristo oferece descanso e alivio oferecendo jugo, fardo.

Cristo não propõe a retirada de fardos, mas uma troca de fardos – nossos fardos pelos seus fardos.

Nossos sofrimentos pelos seus sofrimentos.

Nossas vontades por sua vontade.

Nosso autoconhecimento pelo conhecimento dele.

Nossa vida, pela vida dele.

Levando em consideração que nosso status quo é uma interpretação errônea do chamado de Cristo, ele está nos chamando para uma mudança.

É a mudança de um estado atual de sofrimento religioso por outro estado de sofrimento cristão. Com a diferença que o sofrimento por Cristo é compensador enquanto que o sofrimento religioso é destruidor.

Cristo esta nos chamando para fora da zona de conforto, para fora da cidade, para fora da religiosidade morta dos fariseus, para fora do tradicionalismo.

E é nessa atitude de entrega total e total submissão a Cristo que encontramos conforto.

Não encontramos conforto vivendo para nós mesmos e empurrando Cristo com a barriga. Deixando Cristo para a sobra de tempo mixuruca que temos depois de correr atrás de nossos anseios e desejos. Como a religiosidade faz conosco.

Encontramos paz, consolo e conforto deixando nossos fardos, nossos sonhos, nossos desejos e vontades aos pés de Cristo enquanto tomamos o seu fardo, seu jugo, sua cruz e nos expomos a sofrer com ele e por ele.

Conclusão:

É na gloria de Cristo que somos glorificados.

É agradando a Cristo que somos agradados.

É satisfazendo a Cristo que somos satisfeitos.

É carregando o fardo de Cristo que somos aliviados.

Nosso prazer está na glória de Deus.

Por isso irmãos.

Vamos para fora.

Vamos até Cristo.

Saiamos de nós mesmos.

Deixemos a nós mesmos.

Assumamos a vida de Cristo com tudo que ela representa.

Marcelo Batista Dias

domingo, 12 de junho de 2011

CUIDADO COM A IGREJA!!!!


Quando ela tem uma boa imagem, mas não tem conteúdo;

Quando tem uma bela história, mas se entrega às fábulas;

Quando está cheia de sinais, que só confirma um Cristianismo de consumo;

Quando está cheia de poder e vazia de correção moral;

Quando está cheia de regras e ausente de virtudes;

Quando está cheia de revelação, mas pouco conhecimento de Deus;

Quando está cheia de atividades, mas pouca meditação;

Quando está cheia de cultos, mas em adoração a si mesma;

Quando se lembra de todas as promessas, mas não se põe a servir;

Quando recebe muitas bênçãos agora, mas não tem esperança;

Quando evangeliza muito e pratica pouco;

Quando tem muito dinheiro, mas pouco apreço às pessoas.;

Quando tem muita verdade, mas não sabe amar.

Transcrito Boletim Semanal IPCI Ano 17 nº 678, Domingo, 12 de junho de 2011.

sábado, 9 de abril de 2011

O problema da religiosidade cristã




Um dos grandes problemas de nossos dias é a religiosidade cristã. Ao contrário da verdadeira vida cristã, a religiosidade é uma erva daninha. Uma praga que cresce cada vez mais na seara cristã. E como não podia deixar de ser, causa males terríveis.

É o caso da religiosidade fundamentalista. Como esta que levou o jovem Wellington Menezes de Oliveira a tirar a vida de 12 crianças e deixar mais de 10 feridos em Realengo no Rio de Janeiro nesta ultima quinta-feira. O fundamentalista religioso é essencialmente farisaico. “É capaz de nutrir ódio, preconceito e discriminação contra grupos que professem religião ou ideologia diferentes da sua, ou que pertençam a outra etnia” (Hermes Fernandes). Geralmente se consideram uma raça superior taxando os que não se adéquam às suas práticas como impuros e malditos. São capazes de matar e morrer por seus ideais.

Igualmente perniciosa é a religiosidade mórbida. Essa ao contrário da fundamentalista é apática. O religioso mórbido é alguém alheio ao mundo ao seu redor. Não se importa com as demais pessoas, mas apenas consigo mesmo. Não está interessado em compromisso verdadeiro. Apenas cumpre sua obrigação religiosa e nada mais. Não se expõe por seus ideais por uma razão simples – não possui ideais. Sua vida é um ciclo religioso-vicioso sem sentido.

Em contrapartida está verdadeira vida cristã. O verdadeiro cristão é altamente moderado. Ele é altruísta, pois se importa mais com os outros do que consigo mesmo. É gracioso, pois entende que é um pecador como todos os demais, mas que foi alcançado pela graça de Deus em Cristo. Ele possui ideais fortes. É capaz de morrer por eles, mas não de matar. Anseia ardentemente o retorno de Cristo. Vive somente para a glória de Deus, nunca para si mesmo.

Por isso queridos irmãos, estejamos atentos às nossas próprias vidas. Sejamos sinceros diante de Deus e vejamos se não estamos sendo religiosos demais e cristãos de menos. A religiosidade cristã pode nos destruir. A verdadeira vida cristã nos enleva ao céu.

Que Deus nos ajude.

Marcelo Batista Dias

terça-feira, 15 de março de 2011

Missionário é vítima de maus tratos no município de Carauari/AM

Família de pastor diz que ele passou a ter problemas mentais após viver em

condições sub-humanas na prisão

Manaus, 14 de Março de 2011

RENATA MAGNENTI

    Segundo familiares do pastor, que acionaram a OAB-AM, ele foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado

    Segundo familiares do pastor, que acionaram a OAB-AM, ele foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado (Reprodução)

    Condenado por crime de tortura, em maio de 2010, o pastor Jeremias Albuquerque Rocha, preso há dez meses no Município de Carauari, está sendo vítima de maus tratos e vivendo em condições subumanas na cadeia e no hospital daquela cidade a 702 quilômetros de Manaus. Segundo o pai de Jeremias, Raimundo Roberto Rocha, até abril de 2010 seu filho era uma pessoa saudável e ativa como missionário no interior do Estado.

    “Quando olho pra essa situação vejo que o Jeremias foi vítima de vingança”, diz. Ele explicou que tudo começou no início de 2010, quando sua filha foi a um posto de saúde em Carauari e quase foi abusada sexualmente por um agente de saúde.

    “Inconformado, Jeremias foi à delegacia e denunciou o agente, que é irmão de uma conselheira tutelar. Essa mulher, provavelmente, ficou irritada e revidou na mesma moeda com o meu filho”.

    Roberto disse que depois do episódio, Jeremias bateu em suas filhas, gêmeas de oito anos, devido o mau comportamento das meninas em sala de aula.

    “Eu não sei como essa conselheira tutelar ficou sabendo disso e denunciou meu filho à polícia. Ele foi preso por repreender as filhas e agora vive como um doente mental à base de calmantes”, diz, negando que as gêmeas foram torturadas. A família de Jeremias denunciou o caso à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM).

    “Estive em Carauari no dia 3 deste mês e o estado é lastimável”, declarou o presidente da Comissão da OAB-AM, Epitácio Almeida. Ele informou que Jeremias tem marcas de algemas nos punhos e nos tornozelos e que o rapaz de 26 anos foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado.

    “Quando entrei no hospital onde está preso ele ficou muito agitado e perguntava se eu era do bem ou do mal, se eu tinha algemas, se ele iria ficar preso novamente”.

    Jeremias, diz Epitácio, ficou algemado durante cinco meses e, nesse período, começou a apresentar quadros graves de transtornos mentais. Epitácio Almeida teve acesso ao processo de Jeremias e concluiu que o pastor “precisa pagar pelo erro que cometeu, mas não há exame de corpo delito nos autos”.

    Presos estavam detidos ilegalmente
    Três médicos do Hospital Geral de Carauari assinaram um laudo onde informam que Jeremias apresenta distúrbio psiquiátrico grave com depressão profunda, transtorno bipolar e intento suicida, e que deveria ser transferido para o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, em Manaus.

    Porém o juiz da cidade, Jânio Tutomu Takeda, que há 18 anos reside no município, não permitiu a transferência.

    “O detalhe é que chegando a Carauari fui verificar as condições dos demais presos e encontrei dois que estavam detidos ilegalmente”, relatou o presidente da Comissão de Direitos Humanos.

    Segundo Epitácio, não havia flagrante, nem mandado de prisão que justificasse a prisão dos dois homens. “Pedi que o juiz Takeda soltasse os dois presos e ele solicitou que eu fizesse dois habeas corpus, mas não havia necessidade. Quando disse que acionaria a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas o juiz ligou para o delegado de Carauari e pediu que soltassem os dois presos”.

    Epitácio entrará com representação contra o juiz Takeda junto a Corregedoria do Tribunal para que o caso seja analisado.

    “Independente do crime cometido, o magistrado tem que se sensibilizar com cada caso como ele se apresenta. O juiz foi informado da situação de saúde do Jeremias e não tomou nenhuma providência”.

    Presidente do TJAM estranha ocorrência
    O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, João Simões, disse estranhar que haja problemas do tipo em Carauari.

    “O juiz Takeda reside no interior há muitos anos e tem preferência por morar fora de Manaus. A denuncia é estranha, mas quando tomar conhecimento dos fatos pelo advogado Epitácio ou família vou tomar uma providência”.

    Fonte: acrítica

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    Manifesto anti "Lei da mordaça"


    A quantos possa interessar;

    Sendo um cristão bíblico, reformado, que acima de tudo ama a Cristo e sua Palavra, que entende que a verdadeira vida está em ser submisso aos desígnios de Deus expressos em Suas Escrituras, e que estes desígnios não são outra coisa senão a VERDADE ABSOLUTA pela qual todo ser humano, criado a imagem de Deus, deve se submeter, manifesto publicamente meu apoio à Igreja Presbiteriana do Brasil a qual pertenço como membro, ao Rev. Dr. Augustus Nicodemus, à Universidade Presbiteriana Mackenzie e à todo povo verdadeiramente cristão, transcrevendo e subscrevendo a nota abaixo:

    “Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

    Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

    A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

    Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

    Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
    Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


    Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/noticias/leia-na-integra-a-nota-da-universidade-presbiteriana-mackenzie-sobre-a-lei-da-homofobia.html#ixzz167CsPg8I
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    Marcelo Batista Dias
    Cristão

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    O Grande deus Entretenimento



    http://i948.photobucket.com/albums/ad322/MaluSGirard/entretenimento2.jpg

    A. W. Tozer

    Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.

    Se isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.

    Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.

    Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, é definitivamente outra coisa, muito diferente.

    O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos. Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.

    Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde '"'produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinqüência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.

    O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.

    Não é uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?

    "Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos." Amém. Amém.

    Li em O Principal dos Pecadores

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    O veneno do evangelho e a vacina evangélica




    O evangelho é de fato um veneno poderoso (quem lê entenda). Após ser injetado no individuo, ele produz efeitos terríveis para o homem natural. Ele começa gerando uma dor imensa no coração que bate mais depressa. Essa dor é seguida por um ataque sistemático ao cérebro, fazendo com que a consciência do indivíduo fique pesada ao ponto de não poder permanecer em pé. O individuo é levado ao chão, normalmente se apóia nos joelhos. O incomodo é tal que não há como controlar algumas glândulas. As lacrimais são as mais atingidas, fazendo o individuo chorar copiosamente. Ele ataca também as vontades do individuo. Ele é levado a odiar o que antes mais amava. Passa a detestar seus próprios instintos e a lutar contra si mesmo, a ponto de querer “esmurrar o próprio corpo e reduzi-lo à escravidão”. Os efeitos externos também são visíveis. O individuo infectado passa a ser discriminado pelos seus e pode sofrer inimizade até daqueles que são da sua própria casa. Pode perder o emprego, o casamento e amizades que eram muito queridas. De fato este evangelho é um terrível veneno para o homem natural.

    Mas não se preocupe. Se você ainda não foi infectado, e teme que isso aconteça com você, existe uma vacina disponível no mercado brasileiro, Mundial e até mesmo Universal. É a vacina evangélica, ou gospel, como alguns a chamam.

    Essa poderosa vacina, como todas as outras, é produzida do próprio veneno. Normalmente o manipulador, extrai o verdadeiro evangelho de sua fonte, retira suas propriedades principais e mais nocivas, deixando apenas uma aguazinha com poucos efeitos colaterais. O individuo apresenta alguns sinais, de que foi vacinado, mas nada que faça efeito real. Ele adquire um linguajar parecido com o dos infectados. Adquire também algumas práticas parecidas. Diferentemente porém, os vacinados, não enfrentam os mesmos problemas dos infectados. Ele são queridos por todos. Não fazem diferença no meio onde estão. E o que é melhor, não precisam mudar nenhuma de suas atitudes. Seus desejos continuam intactos e sua consciência não pesa. O coração também não dói, nem bate mais apressado quando cometem os mesmos erros de sempre.

    A melhor parte dessa vacina, é que o individuo fica realmente imune ao veneno original. Os vacinados não podem jamais serem contaminados. Eles são resistentes. Mesmo diante da insistência dos indivíduos infectados em transmitir o veneno e seus efeitos afirmando que tal veneno produz vida e não morte, os vacinados são capazes de resistir. Afinal de contas eles podem desfrutar de parte dele em si, sem precisar sofrer os efeitos terríveis que ele produz.

    Portanto se você não quer ser infectado fique longe de igrejas verdadeiras e de blogs como este. Caso você já foi infectado, como eu, não se deixe levar pelas promessas dessa vacina. Ela não podem resolver nosso “problema”.

    Marcelo Batista Dias.

    segunda-feira, 30 de agosto de 2010

    13° Aniversário da I. P. Nova Baden

    Este ano comemoramos 13 anos de existência. Grandes foram as lutas e todas vencidas graças a Deus. Muitas ainda hão de vir. Mas sabemos que Deus há de nos honrar em todas. Louvado seja o nome do Senhor.


    terça-feira, 3 de agosto de 2010

    A PALAVRA nas palavras de Thomas Watson

    Thomas Watson (1620 - 1686)

    "Embora Thomas Watson tenha escrito muitos livros preciosos, comparativamente pouco se sabe de sua pessoa. Seus escritos são suas melhores memórias. Ele talvez não precisasse de outras e, portanto, a providência evitou o desnecessário. [...]A genealogia de Thomas Watson não lhe atribuiu fama, mas todo o seu brilho provém de suas realizações". (fonte: Jossemar Bessa)

    As palavras abaixo foram extraídas de sua obra prima 'A Body of Dinity', lançada em 2009 no Brasil pela editora Cultura Cristã sob o titulo de 'A Fé Cristã'. Nesta obra Watson faz uma série de estudos fundamentados no Breve Catecismo de Westminster. São palavras que nos levam a refletir em como temos visto a Palavra de Deus e valorizá-la mais. Pense bem no que você lerá a seguir e medite bem.

    “O material das Escrituras é tão cheio de bondade, de justiça e de santidade que não poderia ter sido inspirado por mais ninguém, a não ser Deus”.

    “De cima da torre das Escrituras é lançado uma mó na cabeça do pecado”.

    “As Escrituras são a lei real que comanda as ações e as afeições; conecta o coração ao bom comportamento”.

    “Ler outros livros pode aquecer o coração, mas ler a Bíblia transforma”.

    “Todas as máximas na teologia devem ser levadas ao teste das Escrituras, assim como todas as medidas são comparadas ao padrão”.

    “O propósito da Palavra é ser um teste pelo qual nossa graça deve ser testada, uma bóia de demarcação marítima para nos mostrar quais rochas devem ser evitadas. A Palavra deve sublimar e saciar nossas afeições. Deve ser diretiva e consoladora, deve soprar na direção da terra prometida”.

    “Nada pode cortar o diamante senão o diamante; nada pode interpretar as Escrituras, senão as Escrituras”.

    “Deus, dando-nos sua Palavra escrita para ser nosso guia, retira todas as desculpas dos homens”.

    “Até que estejamos acima do pecado, não estaremos acima das Escrituras”.

    “Nenhum homem fale de uma revelação do Espírito senão sob suspeita de ser um impostor”.

    “Aquele que forja uma nova luz, que esteja acima ou contrário à Palavra, viola tanto a si mesmo quanto ao Espírito: sua luz é tomada emprestada daquele que transforma a si mesmo em um anjo de luz”.

    “Quem Deus pretende destruir, deixa brincar com as Escrituras”. (Watson citando Lutero)

    “Sacie seu coração com a Palavra, vá até ela para buscar fogo”.

    “Empenhe-se de maneira que a Palavra não seja somente uma lâmpada para orientar, mas um fogo para aquecer”.

    “Leia as Escrituras não somente como uma historia, mas como uma carta de amor enviada por Deus, que pode afetar os corações”.

    “A Palavra é o campo onde Cristo, a perola valorosa, está escondido. Nessa mina sagrada nós cavamos não por um pedaço de ouro, mas por um peso de glória”.

    “As Escrituras são o plano e a bussola pelos quais velejamos para a Nova Jerusalém”.

    “Aqueles que não forem convencidos pela Palavra serão julgados pela Palavra”.

    “Que vantagem tem um carpinteiro que deixa o metro no bolso e nunca faz uso dele para medir e esquadrinhar seu trabalho? Também nós, que vantagem temos se não usamos a Palavra e não regemos nossas vidas por ela?”.

    “Que desonra é para a religião que homens vivam em contradição com as Escrituras”.

    “Que tenhamos conversas bíblicas”.

    “As Escrituras são nosso livro de evidencias do céu”.

    “Que grande misericórdia de Deus, pois não somente nos dá a conhecer sua vontade, mas a deu por escrito”.

    “Devemos ser agradecidos a Deus por revelar seu pensamento a nós por escrito”.

    “Não somos deixados em suspense duvidoso de maneira a não saber no que crer, mas temos uma regra infalível pela qual nos basear”.

    “É uma questão de gratidão que as Escrituras foram feitas inteligíveis”.

    “As mesmas Escrituras para que outros é uma letra morta, para você devem ser sinônimo de vida”.

    Bíblia On Line