terça-feira, 14 de julho de 2009

Uma nova vida de uma vida nova – parte I



No segundo semestre de 2007, minha esposa e eu, vivemos entre dois choros. Tivemos dois momentos marcantes em nossas vidas em que as lágrimas romperam os diques que as continham e se precipitaram por nossas faces.


O primeiro deles foi quando fizemos o exame de gravidez e deu positivo. Desabamos em lágrimas. Mas ao contrário do que se possa pensar foram lágrimas de angústia. Não tínhamos recurso algum. Eu, um seminarista vivendo da ajuda de custo numa amada igreja e ela recebendo praticamente salário mínimo. Nossa renda mensal era suficiente apenas para nossas poucas despesas mensais. Não bastasse isso havia o sentimento de medo, afinal, era um filho e definitivamente não estávamos preparados para isso. Preparávamos-nos para depois que me formasse. Esperávamos adquirir uma condição mais favorável em todos os sentidos. Foram alguns dias de profunda angústia e choro.


O segundo momento aconteceu quando, já esgotados e incapazes, nos rendemos a Deus. Assentamo-nos ao redor de nossa mesa na cozinha e derramamos diante dEle nossas almas. Rasgamos o coração e expomos ante Seus olhos o que estava dentro de nós. Não posso explicar o que aconteceu a seguir, apenas relatar. Um sentimento de paz indescritível encheu nosso coração. Uma voz doce e suave, ainda que não audível, falou em nosso coração dizendo: “Vocês não têm o que temer, Eu estou no controle. Não foram vocês que fizeram essa criança, Eu a fiz e como tal, vou cuidar dela e de vocês”. Mais uma vez as lágrimas desceram sem serem convidadas. Sentimo-nos em nosso devido lugar – o de criaturas dependentes de seu Criador. Depois disso a vida correu livre, leve e solta. Com seus problemas normais, mas com a leveza de quem é levada pelas Mãos que a criou.


É por isso que no dia 12 deste mês eu apresentei meu filho ao batismo. Não por um ritual religioso. Não por uma obrigação confessional. Mas por gratidão e amor a Quem o criou. Não podemos imaginar nossa vida sem o Nícolas. Não podemos imaginar nossa vida com ele e sem aquele segundo momento. Deus nos deu esta preciosa herança. É dEle. Nada mais justo e grato do que reconhecê-lo como parte da Aliança Eterna de Deus conosco em Cristo, e nos comprometermos em zelar pelo seu ensino nos caminhos do Senhor. Ele é do Senhor ao Senhor o oferecemos.


Creio no Deus da Aliança. No Deus que prometeu desde os tempos eternos constituir para si um povo de todas as línguas, povos e nações. Pela Graça de Deus, eu e minha família fazemos parte deste povo. Creio no batismo como selo desta aliança e por isso, assim como Abraão por obediência e fé circuncidou Isaque, minha esposa e eu batizamos nosso filho: na esperança eterna de que Deus é fiel às Suas promessas [1] . Entendo que no devido tempo ele deverá tomar sua decisão pessoal. Este ato batismal não garante para ele a salvação. É apenas o reconhecimento da ação soberana de Deus em nós e a confirmação pela fé de que “eu e minha casa serviremos ao Senhor”.


Respeito muito quem não concorda com o batismo infantil. No entanto quem não o faz, infelizmente, perde o prazer de sentir o que eu senti. Posso dizer por experiência própria que fazê-lo é maravilhoso e grato. É reconhecer para com Deus que Ele nos deu uma nova vida de uma vida nova.



Marcelo Batista Dias


[1] Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Atos 2:39

sábado, 11 de julho de 2009

Parabéns Calvino!


Ontem foi dia 10 de julho. Dia em que se comemorou os 500 anos do nascimento de João Calvino. Durante todo esse tempo (infelizmente), Calvino foi esquecido sendo lembrado por uns poucos grupos reformados que se mantiveram fieis à reforma do séc. XVI.


Durante esse tempo ele foi acusado de ser o autor do capitalismo selvagem em que vivemos. Foi acusado também de engessar o Espirito Santo e ainda de ser o "criador" de um Deus déspota e tirano.


O que poucos sabem no entanto é que Calvino foi um homem sensivel aos problemas humanos. Um homem dependente do Espirito Santo. Um homem à frente de seu tempo e com uma visão de mundo cristã que excedia os limites impostos pelas paredes dos templos.


Calvino trouxe a Igreja de volta pro lugar certo - para o mundo. Para ele a santidade cristã é "mundana". O crente não foi criado para ser um exteriótipo extraterrestre. Para Calvino não existe apenas vocação ministerial. Do gari ao médico todos são dotados por Deus para exercer suas funções e glorificá-lo através delas.


Calvino ensina que tudo é de Deus. Até o "diabo é o diabo de Deus" - ele diz. Tudo serve ao propósito soberano de um Deus santo que, apesar de seu controle absoluto, não priva o homem de sua liberade.


Como Calvino faz falta em nossos dias! Se ele pudesse ver o que a igreja se tornou com certeza levantaria sua voz novamente para protestar contra suas atitudes. Até mesmo os "Calvinistas" mudaram o que ele fez. Muitas das igrejas chamadas tradicionais se enclausularam e criaram verdadeiros mosteiros onde o que impera é a hipocrisia. Igrejas cheias de crentes e vazias de cristãos. Gente que se amolda aos costumes e ao conceito de "santidade" errôneo que se tem. Pessoas que batem seu ponto aos domingos nas igrejas e na segunda-feira sonegam impostos, adulteram, mentem, matam seu proximo (no sentido de Mt6).


O que consola é que Deus em sua soberania tem guardado um remanescente fiel. Gente que não tem se conformado a este modelo consumista de cristianismo. Calvino tem sido resgatado em muitos lugares. Até mesmo aqueles que os "tradicionais" consideram "inimigos" do Calvinismo tem se rendido à sua cosmovisão.


Que reformado um dia imaginou ver um pentecostal legítimo falando em exegese? Hoje temos presbiterianos, batistas, congregacionais, metodistas e pentecostais calvinistas. Acho que esse era o ideal de Calvino. Ver a verdadeira visão biblica cristã difundida entre as mais variadas formas de pensamento. Não estou aqui de modo algum fazendo alusão ao ecumenismo moderno, mas ao ecumenismo biblico que une os crentes fiéis em torno da unica e infalivel regra de fé e pratica - A Biblia. E esta interpretada da maneira mais coerente possivel, através de uma boa exegese e da boa hermeneutica gramatico-historica.


Não estou idolatrando o homem Calvino, mas apenas reconhecendo o importante papel do crente Calvino na vida da igreja cristã desde suas obras até aos dias de hoje e, creio eu, por muitas gerações ainda.


Mesmo sabendo da impossibilidade de nosso encontro neste presente tempo, quero deixar minhas congratulações:


Parabéns João Calvino! :)


Marcelo Batista Dias

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Selado para a Glória de Deus



Quando começei este blog minha intenção era divulgar a quem interessasse alguns textos que escrevo em meus momentos de "inspiração". Mas confesso que não esperava ter esta "audiência" toda.

Não me considero um excelente escritor e sei que tem gente mais competente que eu na blogosfera. No entanto isso não me impede de sentir alegria por esse selo que recebi da querida Meire.

Agradeço muito a Deus. Agradeço também a todos os que por aqui passaram e passam.
Deus abençoe a todos.
E como mandam as regras da "selagem" aí vai:

Eu...
- Gosto de ler;
- Gosto de pregar;
- Gosto de viver;
- Gosto de gostar;
- Gosto de amar e ser amado;
- Gosto de cuidar e ser cuidado;
- Amo minha família;
- Amo Jesus e sou feliz com meu Senhor e Salvador;


Os 8 escolhidos... (apenas uma pequena parte de todos os favoritos)

Pulpito Cristão
Genizah
Bereianos
Presbiterianos Calvinistas
Ensaios e Prosas
Ó Tempora, ó mores
Nani e a Teologia
Considerações acerca da Vida

A todos os demais companheiros de blogosfera um grande abraço.

Marcelo Batista Dias



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ah.... Willian Shakespeare.....



Eu aprecio poesia e literatura, mas não sou expert no assunto. De Shakespeare mesmo eu só conhecia o que todo mundo conhece: Hamlet e Romeu e Julieta.
Um amigo me indicou este video e eu achei a letra no Google. Simplesmente fantástico!
O Menestrel fala de verdades que leva qualquer um a refletir bastante, isso quando não se emociona (como eu). A interpretação do artista também é muito boa;
Assistam ao video e acompanhem a poesia escrita abaixo. Por certo, assim como eu, você vai bendizer e exaltar ao Senhor por Sua grande sabedoria dada aos homens.
Aprecie sem moderação.


O menestrel: Você aprende

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare


Consumismo Cristão?! É pouco....


Caro Reverendo,

Estive visitando sua igreja no último domingo e decidi dar-lhe um retorno com as minhas impressões.

Primeiramente, parabéns pelo nivel da pregação encontrado em sua igreja. Pode-se perceber o zelo no preparo e ousadia na comunicação. No entanto, confesso que me senti um tanto quanto desconfortável com sua vestimenta e linguagem informal. Creio que a comunicação das Sagradas Escrituras exige mais reverência.

Também gostei muito das dependências e ambiente interno. Tudo razoávelmente sinalizado e a harmonia entre as cores é louvável. Sugiro apenas maior cuidado na temperatura ambiente. Sentei primeiramente em um local onde um vento gelado vinha sobre minha cabeça. Preocupado em não resfriar-me, mudei de local e passei a transpirar de calor.

Fiquei com algumas inquietações que, quando possível, gostaría de ter um momento para conversarmos mais a respeito. Dentre outras coisas destaco duas:

Primeiramente eu teria sérias dificuldades em contribuir finaceiramente com uma igreja que investe parte de seus recursos para transmitir um culto pela internet ou para ajudar no início de outras igrejas em cidades distantes. Que benefício direto este tipo de investimento traz ao contribuinte?

Em segundo lugar, por que sua igreja não privilegia as grandes composições do passado? Por que insistem em músicas de estilo brasileiro, uma cultura notóriamente contaminada pelo pecado? Confesso que, para mim, seria uma combinação perfeita sua pregação envolvida pelas clássicas canções cristãs que marcaram tantas gerações do passado.

Desculpe-me se fui ousado demais em minhas colocações, mas achei importante o senhor saber como bons cristãos à procura de uma boa igreja, se sentem ao visitar a sua comunidade.
Cordialmente,
Zé do Consumo Cristão
(joãocrentão@matapastor.com.tradição)

Fonte: Igreja? Tô fora!; Ricardo Agreste, Editora Socep, pg 51,52.
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Comentário do Eclesia:

Quando li este email que o Pr. Ricardo Agreste recebeu e publicou no seu livro me envolvi em um misto de emoções.
Primeiro quis rir. Quase dei uma gargalhada.
Depois quis chorar. Que tristeza...
Mas o sentimento que mais imperou foi de revolta.
Dá vontade de pegar um sujeito desse e "espremê-lo até se converter".
São pessoas como essas que fazem do Presbiterianismo brasileiro uma denominação conhecida como fria, gelada, sem o Espirito Santo e etc...
Onde já se viu! Em momento nenhum o "senhor bom critão" se preocupou em cultuar Deus.
Ele foi à igreja como um consumidor à procura de um bom produto, que atendesse às suas exigências e ao seu controle de qualidade.
Hipócrita!
Ora agora é assim... o culto é pra agradar as pessoas e o dizimo é um investimento que exige retorno aos investidores...
Me desculpem mas não dá pra ler esta coisa aí em cima e ficar de outro modo.

Maranata! Vem Senhor Jesus!

Marcelo Batista Dias

segunda-feira, 6 de julho de 2009

10 Motivos para você não ser Cristão (mesmo sendo a coisa certa a se fazer)

Por: Paulo Brabo

Ser cristão requer, como sugiro às vezes, estômago forte. Embora seja para todos, definitivamente não é para qualquer um.

Houve tempo em que para ser socialmente aceito no Ocidente era requisito mostrar certificado de batismo. Hoje em dia, graças aos céus, não é mais assim: ninguém mais precisa ser cristão só por ser a coisa politicamente correta a se fazer. Há, porém motivos adicionais para você abandonar essa idéia de seguir consistentemente os ensinamentos de Jesus, se é que você se preocupa com essas coisas.

Selecionei dez; deve haver mais.

10 MOTIVOS PARA NÃO SER CRISTÃO

1. PUREZA DE MOTIVOS. Algumas religiões, menos ambiciosas, exigem um comportamento exterior impecável. O cristianismo requer pureza interior de motivos, que é coisa muitas vezes mais difícil de alcançar e que talvez ninguém seja capaz de apresentar. De acordo com Jesus, não basta fazer a coisa certa, é necessário fazê-lo com a motivação correta. E, talvez pior e mais comum: basta contemplar com simpatia a maldade para ser culpado dela.
2. DESAPEGO A COISAS MATERIAIS. Poucas coisas caracterizaram a pregação cristã desde o início mais do que um selvagem desapego a riquezas e outras distrações palpáveis. “Não ajuntem tesouros na terra”, recomendava a análise econômica de Jesus, que lembrava ainda que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do céu. Os primeiros cristãos acreditaram: venderam tudo que possuíam e deram aos pobres, e do que restava a cada um “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo lhes era comum” (Atos 4:32).
3. RENÚNCIA AO PODER. Problema semelhante está na exigência, reforçada continuamente no Novo Testamento, de humildade e da renúncia de todos privilégios, mesmo (ou especialmente) os merecidos. “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo” (Mateus 20:25-26). Mesmo quando a humildade era vista como virtude politicamente correta e ambição como vício de caráter, poucos efetivamente se dobravam a essas duras exigências. Que dirá hoje.
4. AMAR OS INIMIGOS. O Antigo Testamento exigia o razoável: que tratássemos nossos vizinhos com civilidade, mesmo quando não o mereciam – comportamento que garantia, com certa medida de esforço, um mínimo de coesão na sociedade. Jesus perdeu aparentemente todo o senso de proporção quando pediu que amássemos nossos inimigos e intercedessemos diante de Deus pelos que nos odeiam. De nada adianta amarmos o que nos amam, argumentava ele, porque os mais vis salafrários fazem o mesmo. Todo mundo ama quem o ama, e Jesus queria mais do que esse pacote básico: pedia singelamente que fôssemos “perfeitos como Deus é perfeito” – que fôssemos graciosos como Deus, que derrama o sol e a chuva sem distinção sobre bons e maus – sobre merecedores e cafajestes (Mateus 5:45,48). Essa sua exigência permanece tão impopular hoje quanto quando foi proferida pela primeira vez – talvez ainda mais, já que só restamos nós cafajestes e ninguém mais se dá ao trabalho de fingir-se de merecedor.
5. PERDOAR PARA SER PERDOADO. O Pai de Jesus não é dado a barganhas, mas essa, curiosamente, ele não se esquiva em fazer. O perdão é gratuito desde que ousemos estendê-lo aos outros com a mesma disposição cavalheiresca. “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14,15). Como se vê, somos todos imperdoáveis, mas a culpa não é de Deus.
6. PUREZA SEXUAL. O sexo não era para os judeus a neura que se tornou através dos cristãos, mas uma boa medida de consistência na conduta sexual sempre foi medida da experiência cristã. Com o tempo, e por motivos que não cabe discutir aqui, o pecado sexual tornou-se no discurso cristão o pecado por excelência. Hoje em dia o sexo fora do casamento é, na prática, a única conduta aberta não-tolerada numa comunidade cristã evangélica. Ambição, ganância, mentira e rancor são bem-vindos a olhos vistos, mas se for para você for acordar na cama errada ou acalentar pensamentos impuros faça como o resto de nós e não dê bandeira. A única coisa que Jesus tem a dizer sobre esses assuntos é, continuamente, “quem não tem culpa no cartório atire a primeira pedra” – e “vá e não peques mais”.
7. PRATICAR A VIRTUDE. É crença fundamental do cristianismo que somos salvos da condenação não como compensação pelos nossos esforços no sentido de praticar o bem, mas pela iniciativa gratuita e infundada de Deus, que resolve nos dar de presente o que ninguém teria como fazer por merecer. Apesar disso, a ênfase na prática ultrapassada da virtude – fazer o bem sem olhar a quem – é tecla em que batem continuamente os escritores do Novo Testamento. Como se sabe, a virtude e a integridade são vistas hoje como fraqueza e vício, e é politicamente incorreto sequer mencioná-las num contexto positivo. A lei de Gérson revogou essas curiosidades da história.
8. SEREMOS JULGADOS PELOS NOSSOS ATOS. “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mateus 16:27). Parece contradição, mas o ensino do Reino é o de que somos aceitos pela graça (isto é, não pelos nossos próprios esforços em fazer o que é certo) mas seremos julgados – pasme-se – pela nossa conduta. De um modo misterioso, basta abraçar a graça para ser aceito incondicionalmente por ela (como aconteceu a um dos ladrões na cruz); por outro lado, não basta, e o discurso de Jesus requer uma tremenda consistência na conduta pessoal. “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6:46).
9. A INSENSATEZ DA GRAÇA. Como se os escândalos retromencionados não bastassem, há o terrível constrangimento de que para ser cristão é preciso engolir a insensatez da graça – a crença na atitude cavalheiresca e generosa pela qual Deus aceita e abraça quem nós mesmos excluiríamos e condenaríamos de imediato, irreversivelmente e com toda a convicção. Nossa tendência natural é olhar os desprezíveis com desprezo, nunca com misericórdia. Aceitar quem não merece ser aceito não é apenas terrivelmente exigente, é conduta que convida ao mais impiedoso ostracismo social. Ninguém respeita quem não se dá ao respeito, e o cristianismo exige que engulamos a peculiaríssima noção de que “a substância da nossa fé consiste na convicção de que foras-da-lei, pecadores e criminosos podem chamar Deus de Pai, e de que prostitutas podem entrar no reino de Deus antes dos religiosamente respeitáveis” (Brennan Mannigan). Ser cristão é admitir um Deus que não se dá ao respeito. Um Deus sem critério. Um Deus vulgar. Definitivamente, não é para quem tem estômago fraco.
10. EXIGE A VIDA INTEIRA. Finalmente, ser seguidor de Jesus requer viver como ele viveu, o que não é pouco, considerando como ele terminou. “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio,” disse Jesus aos seus primeiros seguidores, e os mais espertos dentre eles logo interpretaram a sentença, corretamente, como querendo dizer “eu os envio para darem suas vidas [por quem não merece o esforço]”. Ser cristão requer, infelizmente, tudo, a vida inteira, o tempo todo e até o fim. Não há meio-termo, meias-palavras, trégua ou feriado semanal. “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33). Segundo a mensagem cristã, no entanto, não há de fato barganha maior do que perder a vida, porque “quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará” (Lucas 17:33).

Mas trata-se, convenhamos, do ensino de um sujeito idealista que dizia coisas como “ninguém tem maior amor do que dar a vida pelos seus amigos”. Se houve um mundo em que esse convite pode ter parecido menos popular, é o nosso.

Agir dessa forma, se fosse possível, seria naturalmente a coisa certa a se fazer. Mais um motivo para você não ser cristão, se não quiser pagar mico. Hoje em dia ninguém exige o impraticável dos outros ou de si mesmo. Fazer a coisa certa?
Não está mais aqui quem falou.

Fonte: Bacia das Almas via Amando ao Próximo


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Comentário do Eclesia:

A princípio me pareceu repulsivo o texto. Confesso que o julguei pelo título. No entanto quando o li não pude deixar de notar seu valor. Ele me levou a refletir muito sobre a visão que o "mundo" e o evangelicalismo moderno tem do cristianismo verdadeiro. Para eles é exatamente assim. O cristianismo é pesado, duro e dificil de ser engolido por quem quer ao mesmo tempo, desfrutar das coisas celestiais e manter o velho homem bem vivo e no centro de todas as coisas.

O Paulo bateu forte. Pegou pesado em algumas coisas, mas foi no âmago, ou melhor no estomago de muitos. Por certo, muitos evangélicos de hoje desistiriam definitivamente de serem cristãos e assumiriam para sempre sua postura gospel moderna ao lerem este texto. Postura esta, completamente avessa ao verdadeiro cristianismo, expresso no que eu considero, o cinismo mais honesto e sincero a respeito do ser cristão.

Marcelo Batista Dias
Ps: Apesar de tudo isso Paulo, eu me mantenho e sempre me manterei firme, sendo o mais verdadeiramente possivel, um cristão.

sábado, 4 de julho de 2009

O Horror dos horrores (até agora né...)

Eu custei acreditar que fosse verdade. Custei, mesmo vindo de quem veio... Muitos amigos duvidaram e por isso estou postando aqui na integra a ultima do Marcão Feliciano.

É esse circo de horrores que a igreja brasileira vem enfrentando. Homens que mais parecem palhaços de auditório que pastores. Profetas que só pensam em seu próprio ventre. Homens que guiam suas próprias vidas e dizem que são guiados pelo Espirito.

Mercadores do evangelho! Vendilhões da Verdade!

Desse "evangelho" eu tenho vergonha!

Que Deus tenha misericórdia deles!








A Paz do Senhor!

Eu, Pr. Marco Feliciano, tenho pregado o evangelho pelo mundo há 14 anos, e jamais vi tanto choro, clamor e angustia, vindos de fiéis que amam ao Senhor, tudo isto, provocados pela falta do mínimo necessário pra subsistência da família, são pessoas sem condições de honrarem suas dividas, de pagarem seu aluguel, a faculdade, etc. Não serei hipócrita, esta crise atingiu também este santo ministério que Deus me confiou. É um dia de PROVAÇÃO, um Tempo de tristeza profunda vindo dessa atual CRISE que atinge todo o planeta.

Todos os dias os jornalistas das mídias vaticinam sem piedade: Crise, doenças, problemas no eco sistema, levam as pessoas ao desespero!

O mundo grita: Crise, e nós, o que gritamos? Concordaremos que não há esperança? Vamos permanecer de braços cruzados? Vamos dizer como os fatalistas de plantão? Que dizem: É O FIM, É O FIM!

Não! Mil vezes não! Temos a palavra de Deus que nos diz:

Você crê? Consegue ainda acreditar que existem homens e mulheres que quando oram, movem o braço do Senhor? Ou você pertence aquela categoria de pessoas que não acreditam mais em igreja, nem em pastores?

Se você ainda crê, vamos proceder conforme a palavra nos ensina. Toda vez que alguém procurava um profeta em função de um milagre, antes de receberem o milagre, o profeta lhes dava uma INSTRUÇÃO, observemos:

* Naamã quer a cura da lepra, o profeta o INSTRUI, mergulhe 7 vezes no Jordão! Leia a história: 2 Rs. 5:1-27;

* O cego quer enxergar, Jesus cospe no chão, faz lodo, passa nos olhos do cego e INSTRUI, vá a lava os olhos! Leia a história: Jo. 9:1-12

* O povo hebreu quer deixar o Egito, a escravidão, Moisés os INSTRUI, sacrifiquemos um cordeiro, o seu sangue passemos nos umbrais... Leia a história: Ex. 12

Eu convoco os que ainda ACREDITAM em profetas, à entrarem comigo numa campanha. Mas esta é apenas para aquele que CRÊ, pois quem crê da um jeito e quem não crê sempre dará uma desculpa. Orei ao Senhor e ELE me deu a seguinte instrução:

Os que precisam do milagre seguirão estes 4 passos, estas 4 instruções:

1) Te “ouvirão” e entrarão contigo em uma campanha de fé!;

2) Sacrificarão um valor simbólico de R$ 7,00 (sete reais), lembrando que não é o valor que provoca o milagre e sim A OBEDIENCIA NA PALAVRA PROFÉTICA!, esse valor será enviado através de depósito ou boleto bancário ou transferência eletrônica, para uma das contas expostas no final desta carta;

3) Após efetuar este depósito, enviarão um email para você: (campanha@marcofeliciano.com.br), contendo a data e o horário do depósito, junto com PEDIDO DE ORAÇÃO;

4) No mesmo dia do depósito as 23:53h (7 minutos para a meia noite), onde estiver o sacrificante, ele ou ela, dobrarão os joelhos e por 7 minutos, orarão ao Senhor. Neste mesmo dia, nesta mesma hora, você e um grupo de intercessão, de homens e mulheres que ACREDITAM EM MILAGRE, estarão com você em oração!

Os testemunhos serão enviados pelo mesmo email campanha@marcofeliciano.com.br e serão postados no site www.marcofeliciano.com.br e contados no programa de TV Tempo de Avivamento que vai ao ar todos os domingos as 13:00h pela REDETV.

Espero que você verdadeiramente creia, pois quem, crê dá um, jeito e quem não crê sempre dará uma desculpa! De um jeito, não de uma desculpa!

Em Cristo,

Seu conservo em oração,
Orlândia, 27 de Maio de 2009

Pr. Marco Feliciano


Se quiserem conferir ta aqui a FONTE:

Marcelo Batista Dias
Soli Deo Glória!!!

sábado, 27 de junho de 2009

Solicitação de Baixa




Betim, 27 de junho de 2009


ATT: Ao comando da “Revolução”;
Ref.: Solicitação de Baixa;
Ilmo. “Comandante”:

Depois de ler os documentos [(link)(link)] e ponderar bastante me decidi:

Não quero me alistar nesta revolução!!!

Não quero liberdade de ser eu mesmo. Só Deus e eu sabemos quem sou e só Ele e eu sabemos quem posso ser. Quero sim a liberdade que a verdadeira Graça me dá de ser quem Deus quer que eu seja. Liberdade de me escravizar em Suas mãos. Quero limites. Quero saber até onde posso ir. Se os tendo por muitas vezes me pego ultrapassando-os, o que será se não os tiver.

Não quero seguir minha consciência. Minha consciência não é confiável. É frágil, moldável. Basta forçá-la um pouco e logo se cala. E pior posso até mesmo cauterizá-la. Quero a consciência do Espírito. Quero a força da Palavra me dizendo que sou um pecador miserável e que preciso mudar de vida. Quero arrependimento. Quero metanóia. Quero a voz de Jesus me dizendo: “Vai e não peques mais”.

Não quero amor sem disciplina. Isso não é amor é conivência.

Não quero simplesmente ser aceito, quero ser corrigido quando errar. Não preciso de tapinhas nas costas, preciso de alguém que me mostre que estou errado e me ajude a voltar ao caminho, mesmo que para isso eu precise sofrer alguns “açoites”.

Não quero mentores. Quero pastores. Também não quero mercenários. Quero pastores. Quero a vara e o cajado que podem me consolar. Quero liderança que me mostre o lugar certo de pisar neste caminho estreito. Quero quem me acompanhe na jornada. Quero quem me livre dos tropeços e não alguém pra apenas me dizer de vez em quando: “Levanta, sacode a poeira e vai. A vida é assim mesmo...”.

Enfim, não quero me alistar nessa revolução.

Ela não traz nada de novo. É a religião da não-religião. É a igreja dos sem-igrejas. É o jugo dos que não querem jugo. É o absoluto da falta de absolutos. É a construção da desconstrução.

Com todo respeito aos revolucionários de plantão, mas não posso tomar este caminho com vocês. Não posso, pois olho pra frente e me vejo daqui a dez anos, sentado em uma mesa, rodeado de uns poucos remanescentes de “guerra” cantando:

“Minha dor é perceber... que apesar de termos feito tudo que fizemos... ainda somos os mesmos... e vivemos como nossos pais”*.

* Para aqueles que acham que no “Velho Governo” não existe ou não pode existir poesia.

Marcelo Batista Dias

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Escola de adestramento cristão


Por Ariovaldo Jr.

Crente é um bicho estranho. Você grita “AMÉM?” e ele responde gritando o mesmo. Se perguntar pela segunda vez, ele responderá mais alto. Se no meio do louvor você gritar “pule na presença do Senhorrrrrrrr”, então eles pulam. Se você dançar de modo estranho, verá correspondência imediata nas pessoas.

Sua linguagem é facilmente influenciável por jargões. Basta pegar qualquer expressão bíblica cujo significado seja obscuro para a maioria, e pronto! Também colam as expressões inventadas que possuem aparência de espiritual, como por exemplo “ato profético”. Difícil de crer que nem existe esta expressão na Bíblia né?

Facilmente também estereotipamos outras coisas que fazem do crente um ser quase alienígena: os lugares que frequenta, o conteúdo de suas conversas e a aversão às coisas “do mundo”.

Pena que os crentes não são condicionados a obedecer a todo tipo de “comando”. Parece que o adestramento a que foram submetidos possui limitações. Nem todos aceitam sugestionamentos que os levem a renunciar a seus interesses; ou dividirem suas posses com os necessitados; ou mesmo disponibilizar tempo para aqueles que estão abandonados em asilos, orfanatos e nas ruas.

Ah… antes que eu esqueça, quero deixar claro que amo os crentes. E exatamente por ser um deles é que me incomodo tanto com estas coisas incompreensíveis que aceitamos passivamente em nossa conduta.


Fonte: Ariovaldo Jr. via Pulpito Cristão

Comentário do Eclesia Reformanda.

Basta dar uma olhada ao redor e vamos constatar a veracidade destas afirmações. Eu particularmente fico decepcionado. Deus nos fez coroa de sua criação e nos dotou com habilidade de raciocínio ímpar, exatamente para que pudéssemos oferecer a Ele um culto agradável e racional. Contudo o que se vê em meio ao povo de Deus é uma porção de gente que tem preguiça de pensar e deixa qualquer um pensar por si. O resultado disso é uma enorme massa de manobra iludida para sustentar os luxos de alguns que "se intitulam profetas e não o são".
Marcelo Batista Dias.

terça-feira, 23 de junho de 2009

“Jesus-Cola” um produto tipo gospel



Por Danilo Fernandes


Quem vende o "evangelho", vende o que não tem. Fora das “aspas” propaga-se loucura! Loucura aos olhos humanos.

Sendo homem de marketing, muitos anos atrás, quando ainda não tinha casa, ouvi de um pastor de uma igreja que visitei: Bom ter um cara como você aqui, que fez marketing para grandes empresas (Coca-Cola inclusive, risos). Vais dar muitos frutos para a nossa igreja. Eu perguntei: Como? Por conta da experiência com marketing? Sim, claro, respondeu o pastor.

Amado, lhe disse, o que eu achei não se vende, apenas se propaga e espera-se pela ação de Espirito de Deus. Se eu fosse contratado para fazer o marketing plan de um “produto” assim, nem começava. Pensa bem: Meu produto é loucura, a entrega do principal é post mortem. Meus clientes potenciais estão todos cegos, surdos, seus corações estão duros (Ef 2.1; 4.18; Cl 2.13). Ainda que pudessem escolher nosso produto, não o fazem, sua vontade não é livre, estão em escravidão à sua escolha pelas coisas de outro “fornecedor” (Rm 7.19,20; 8.5-8; 8.12,13). O preço do produto é impagável: Santo Sangue de Jesus.

Não há marketing possível: Preço não se mexe, quem ousa perde tudo. Propaganda, só para loucos, surdos, cegos e ainda promovendo que estes vendam tudo o que tem por uma única perola preciosa. Sim, “produto”: Pérola preciosa vista apenas por poucos e entregue na eternidade. Entre os “P” do Marketing, sobra-nos o “Placement” (ou distribuição). Podemos abrir pontos de entrega - lojas, por assim dizer e esperar que loucos, cegos e mortos nos encontrem. Para assim, esperar em Deus, o único responsável tanto pelo querer como pelo realizar, regenere os clientes e suas vontades levando-os a salvação (At.16.14; Fp 2.12.13; Ef 1.3-6). Ou faz assim, ou muda o produto.

O pior é que andam mudando!

Fonte: Genizah

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CIRCO DOS HORRORES!!!




















Fp 3:2 Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão!

1 Ts 5:1-6 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; 2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. 3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. 4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; 5 porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. 6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios.

1 Tm 4:1-2 Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 2 pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência.

Jd 1:4 Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

Jd 1:10-13 Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. 11 Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. 12 Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; 13 ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.

Ap 22:18-21 Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; 19 e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. 20 Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! 21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.

Marcelo Batista Dias

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Como viveremos"?


Era uma vez um mundo cheio de injustiças. Neste mundo habitava um povo que havia sido escolhido para ser destaque entre todos os povos. Ele foi chamado para ser modelo, mas estava terrivelmente dominado pela mesma maldade que havia em todos os outros povos. Neste povo havia um homem desesperado por causa do mal que acometera seu povo. Ele olhava ao seu redor e via muita miséria, injustiça social, imoralidade e muitos religiosos falsos que os oprimiam.

Este homem entrou num verdadeiro dilema. O seu Deus havia escolhido seu povo para ser uma grande nação e trazer o Grande Salvador ao mundo. No entanto o estado de seu povo o levou a uma crise profunda quanto às promessas de seu Deus. Ele buscou a Deus para obter respostas, mas estas respostas o deixaram mais alarmado. Desesperado e ainda sem entender os propósitos do seu Deus, este homem subiu em sua “torre de vigia” para aguardar de Deus a reposta ao seu grande dilema. A resposta de Deus – “o justo viverá pela sua fé”.

Este homem se chamava Habacuque. Depois de tantos anos, o que Habacuque tem a ver com você e eu? O simples fato de que o mundo e a realidade em que vivia são a mesma realidade e mundo em que vivemos. O que significa que seus dilemas também são nossos dilemas. E mais, sua reposta também é a nossa resposta.

Quando olhamos para a igreja de nossos dias vemos muitos motivos para “jogarmos a toalha”. É tanta meninice, tanta “macaquice” que às vezes dá vontade de chorar. Da vontade de levantar a voz a Deus e perguntar – Porque Senhor? Será que isso nunca vai acabar? Até quando vamos suportar os que em Teu nome praticam abominações?

No entanto a voz de Deus ressoa através das Escrituras: “O justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4). “O justo se manterá vivo por intermédio de sua fé”. “O justo viverá enquanto se mantiver fiel”. Estas são outras possíveis traduções, mas todas com o mesmo sentido – a nossa vida só pode ser vida, se mantida em viva esperança de que Deus está no controle de todas as coisas, e por isso, tudo vai chegar ao lugar que determinou que chegasse.

Isso é viver pela fé. É esperar contra esperança. É olhar ao redor e não ver nenhuma possibilidade de solução, mas crer que ela vem. É ter a certeza absoluta e inabalável que o Deus em que cremos não pode mentir. É esperar convictamente em Sua providencia. É entender que não há limites para o Seu poder e que “para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.37).


Como viveremos?


Somos chamados por Deus a viver pela fé. Mas sua fé... onde está? Se ela está firmada neste mundo eu sinto muito, mas você não tem esperança. No entanto se o que te sustenta é a fé verdadeira no Soberano e Onipotente Deus, então eu te convido a viver em fidelidade às Escrituras. Te convido a erguermos nossas vozes em um grande e alegre coro:

“Ainda que figueira não floresça, nem haja fruto na vide (...) todavia eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação!” (Hc 3.17,18).

Marcelo Batista Dias

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Meu dia de Asafe


Há poucos dias vivi uma situação que me deixou deprimido. Pouco tempo antes de sair para uma reunião de oração, assisti ao programa de um famoso apóstolo. Nele pude ver uma multidão que cercava, em pé, um grande “altar”. Sobre este “altar”, o apóstolo curou a dor de braço de uma mulher apenas pegando em sua mão e conversando com ela. Eu me assustei. Normalmente essas “curas” eram precedidas de fervorosas orações e imprecações contra o “demônio da dor”. Agora elas acontecem tão naturalmente que a pessoa nem percebe que foi curada. “Ó! A dor passou!” foi o grito da tal mulher.

Em seguida subiu um tipo daqueles que sempre aparecem nesses programas. Ele disse: “Apóstolo quando eu cheguei aqui estava falido. Mas hoje minha vida mudou completamente. Recuperei tudo, tenho um salário bem maior e percebi que só na igreja do senhor é que Deus opera de verdade”.

Saí de casa desolado. Eu e “meu” povo lutamos para conquistar almas através da “velha boa nova” de salvação. Nós lutamos em oração e em evangelização. Buscamos sinceramente um crescimento como deve ser na igreja. No entanto continuamos ali... um grupo bem pequeno e alguns já desanimados. Mas aquele sujeito lá não! Ele tem uma multidão aos seus pés que nem se importa de ficar em pé! Antigamente essas igrejas pelo menos tinham cadeiras confortáveis, ar-condicionado central. Agora o povo fica em pé mesmo. E o lugar fica lotado!

Comecei a pensar que tinha algo de errado comigo. Eu que luto para transmitir as verdades de Deus fielmente junto com a “minha” pequena congregação. Que juntamente com “meu” pequenino rebanho “lutamos pela (genuína) fé evangélica”, vejo um rebanho bem maior indo atrás desses “mercenários do Reino”!!!

E assim fui até chegar à igreja. Ao chegar lá a cena não mudou muito. Apenas a mesma meia-dúzia de três ou quatro de sempre, mas quando começamos a conversar...

Naquele dia eu percebi a grandeza do Deus que sirvo. Aliás, percebi não, relembrei. Estava embrutecido por meus falsos pensamentos. Entendi que Deus tem sido generoso conosco e que se não fosse isso “há muito teríamos perecido”. Pude ver a mão de Deus agindo e sua voz me dizendo: “Não temas nem te espantes”. Pude ouvi-lo me dizer: “O fim deles é morte”. “Eles resvalam os pés e caem”. Caem do mesmo modo que sobem – meteoricamente.

Entendi que: “os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos”. (Slm 73. 27,28)

Findou-se o dia... e em meu “dia de Asafe”, saí consolado...

Marcelo Batista Dias.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

“Peixes não vão atrás de anzóis vazios”




Um homem levou seus filhos para pescar. Seu filhinho, mais novo entre todos, ficou muito empolgado com sua primeira pescaria. Mais extasiado ainda ele ficou quando seu pai lhe mostrou a vara com o anzol. O brilho, a beleza, as formas do pequenino anzol o encantaram. Mais do que depressa ele o lançou ao rio. Qual não era sua decepção ao ver seu pai e irmãos pegando bons peixes e ele ainda sem nada. Indignado foi reclamar com seu pai:

- Papai, porque só eu não consigo pegar peixes?
O pai pegou sua vara e verificou que estava tudo ok exceto pela ausência da isca.
- Meu filho – disse o pai com bastante carinho – está faltando a minhoca!
- Mas se o anzol é tão belo, porque preciso de minhoca? - perguntou ele.
O pai cuidadosamente respondeu:
- É porque peixes meu filho, não vão atrás de anzóis vazios.


Ouvi esta pequena parábola ontem e fiquei fascinado. Ela nos foi contada por nosso professor de didática para nos mostrar a importância de ensinar aquilo que as pessoas necessitam e tem sede de aprender. Pessoas são atraídas por conteúdos relevantes à sua vida.

Mais tarde fiquei pensando em quão distante desta realidade está boa parte da igreja evangélica de nossos dias. É claro que nossa pescaria é diferente. Não pescamos para que os peixes morram e nos fartemos deles. Os pescamos para que tenham uma nova vida. Uma nova natureza. Os pescamos para que sejam como nós – peixes que respiram e vivem muito melhor fora d’água. Mas se continuarmos com este tipo de prática o máximo que vamos conseguir fazer é dar banho em anzol.

Muitos estão tentando atrair “peixes” apenas com o brilho do anzol. Estão tão encantados com seus métodos, a forma e com a robustez de “sua teologia” que perdem de vista a necessidade das pessoas – alimento pro dia-a-dia. Esquecem que peixe nenhum pode ser pescado sem isca. Aliás, ninguém quer ser pescado sem isca. Acho isso muito natural e não vejo aqui qualquer tipo de barganha escusa. Pelo contrário, vejo um desejo legítimo pelo alimento que sustenta a vida. O ser humano é “pescado” pelo evangelho por que este o atrai. O seduz. O encanta. Mas é exatamente esta “isca” que falta nos anzóis de muitos por aí. O resultado disso é uma pescaria sem peixes.

Por outro lado temos aqueles que lançam mão de iscas artificiais que com seu brilho falso, enganam os peixes mais “cegos” do fundo dos rios. Atraem seus peixes com a falsa promessa de alimento e quando os pescam, matam ao invés de vivificar. Ao invés de alimento, uma massa plástica colorida. Apenas imitação do verdadeiro. O resultado é que desses peixes, aqueles que são mais fortes, vêem, mordem a isca, percebem que foram enganados, se soltam e nunca mais voltam a olhar para qualquer tipo de isca, nem para as verdadeiras. (E como isso dificulta a pescaria daqueles que usam a “isca” certa!!!). O resultado são peixes resistentes e arredios, quando não mortos.

O Carpinteiro que nos ensinou a pescar para Vida, nos deu isca de sua própria carne. Esta é a “verdadeira comida” (Jo 6.55). Dela não podemos deixar de oferecer em nossos anzóis. Menos ainda substituí-la por rações humanas enganosas que só acabam de matar os peixes que já estão sem perspectiva de vida. Caso contrário continuaremos apenas banhando o anzol...

Marcelo Batista Dias

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pelo menos cabelo tem na cabeça desse povo...





Estou espantado... aliás decepcionado...

Pensei que pra fazer parte do Reino de Deus precisava "apenas" da graça.
Meu Deus!!! Foi-se o tempo em que o crente era identificado como tal por suas ações.
Foi-se o tempo em que o mundo nos reconheceria como filhos de Deus se "tiverdes amor uns aos outros"(Jo 13.35);

É preciso ter um "cabelo doido" pra mostrar que amo a Cristo. Se é assim estou perdido pois os que ainda tenho, estão aos poucos deixando meu couro cabeludo.

Aliás não basta apenas amar... tem que ser "pirado" por Jesus.
É isso que esse povo é... pirado... sem noção... sem entendimento... loucos... miolo mole...

Assim eles não entendem Jesus.

Não podem porque suas mentes estão envoltas por sua loucura.

"se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos" - Rm 1:21-22.

Faço minhas as palavras do poeta: "Pare o mundo (gospel) que eu quero descer!"

Como seria bom se voltássemos aos bons tempos... onde o cabelo era apenas a moldura do rosto e o "espirito quebrantado" e o "coração compungido e contrito" o sacrificio que agrada a Deus.

Marcelo Batista Dias

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É por estas e outras que AINDA vale a pena ouvir musica "gospel"...




No meio desta vasta degradação em que anda a musica "gospel" brasileira fico realmente emocionado ao ouvir musicas assim...

Realmente Deus não se deixa sem testemunho... nem nos deixou órfãos.

Soli Deo Gloria!!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Árvore de Logos


Em um Tempo de Plenitude, uma Árvore foi plantada num espaço de Terra. O Plantador/Fazendeiro, sabedor de que o Terreno seria bastante hostil, plantou uma semente bem sólida – a Semente de Logos. Para cuidar da preciosa Árvore, o Plantador/Fazendeiro escolheu alguns Trabalhadores sem qualquer experiência, mas deu a eles a Instrução e um Conselheiro chamado Parácleto, para que os guiasse nesta tarefa. No princípio tudo ia muito bem. A Raiz-de-Logos era forte e suficiente para sustentar a Árvore-de-Logos. Além do mais os Trabalhadores seguiam fielmente a Instrução confiando plenamente em Parácleto.

O tempo foi passando e os primeiros Trabalhadores foram sendo promovidos à Casa Grande da Fazenda deixando outros para dar continuidade em seu trabalho. Alguns começaram a desconfiar da força da Raiz-de-Logos e logo começaram a questionar se não seria melhor substituí-la por uma outra raiz um pouco mais fraca, mas bem mais fácil de “trabalhar” – a raiz-de-gnosis. Outros achavam que a Raiz-de-Logos era forte e não precisava ser substituída, mas apenas reforçada por alguns marcos de madeira de Lei. O parecer agradou à maioria, que condenou os adeptos da raiz-de-gnosis à vida fora da sombra da Árvore. Os que ficaram sob a sombra começaram então a reforçar a Árvore-de-Logos.

Aos poucos a Instrução foi sendo deixada de lado. Algumas tabuas de dó-guimá foram colocadas junto à Raiz da Árvore-de-Logos. Um dia, porém eles perceberam algo estranho – aquela Árvore tinha apenas uma Raiz e era provinda de apenas uma Semente, mas seus ramos eram muito diferentes uns dos outros. Havia ramos mais repletos de frutos, outros com menos frutos. Havia ramos de diferentes cores e de diferentes espécies, espalhados para os vários cantos da Terra. Os Trabalhadores então tiveram a idéia de fazer com que a Árvore tivesse uma anatomia mais uniforme. Queriam que seus frutos fossem padronizados e dia-a-dia foram acrescentando mais e mais tabuas de Lei com fim de fazê-la ficar mais parecida com um horto chamado Doxia.

Os anos se passaram e os trabalhadores foram ficando mais inteligentes e mais espertos na arte de “alimentar” a Árvore. Começaram a ignorar a importância da Raiz-de-Logos. Em seguida abandonaram a Instrução e foram deixando de ouvir o que Parácleto tinha a lhes dizer. O resultado disso foi que os Trabalhadores ficaram abastados, mas a Árvore e seus Ramos pareciam definhar dia-a-dia.

O Plantador/Fazendeiro ao ver o que seus Trabalhadores fizeram com sua Árvore, ordenou que aquelas tabuas de Lei fossem tiradas. Ele designou novos Trabalhadores para retirar aqueles marcos e renovarem sua Árvore. Esses nobres Trabalhadores reencontraram a Instrução que estava esquecida e voltaram a pedir orientação a Parácleto. A Árvore então voltou a crescer e florescer como dantes. No entanto estes bons Trabalhadores foram também promovidos à Casa Grande...

Os outros Trabalhadores que se levantaram começaram a discutir entre si sobre como seria a melhor maneira de cuidar da Árvore-de-Logos:

- “Precisamos voltar a utilizar as tabuas de Lei que nossos pais usavam para fortalecer a Árvore e mantê-la mais parecida com o horto Doxia, pois esta Raiz-de-Logos está brotando Ramos muito discrepantes. Estes ramos diferentes precisam ser arrancados, estão fora de padrão.” – dizia Davis Eradib Urro.

- “Na verdade o que precisamos é concentrar nossos esforços na raiz-de-gnosis, pois nessa Instrução não se pode confiar e este Parácleto é apenas um mito, ninguém pode vê-lo ou provar sua existência, ademais cadê esse Plantador/Fazendeiro que nunca aparece por aqui?” – retornou Euno Centrudo Mundus.

- “Você fala como um doido qualquer! Parácleto está aqui eu o vi esta noite e Ele me disse que uma nova Raiz há de brotar neste solo e que devemos sempre esperar de sua parte uma nova Instrução. Devemos enquanto isso amarrar e determinar que as pragas abandonem este solo!” – Interrompeu abruptamente Chey d’Mistis Ismo.

Em um canto apenas observando estava Kadá Un Assua.
- “Ei e você? Não vai falar nada não? – Perguntou Davis Eradib Urro;
- “Não quero me envolver nesta discussão estúpida. Tenho a minha própria opinião a respeito da Árvore-de-logos e não importa a vocês o que penso e nem a mim o que vocês pensam. Vou cuidar da Árvore de acordo com minha experiência. A Instrução é boa, mas não é a única. Parácleto fala coisas pertinentes e posso até usá-las. Posso até usar algumas tabuas de gnosis – apesar de achá-las pesadas demais para mim. Cada um faça do seu jeito, afinal, o Plantador/Fazendeiro irá premiar os bons Trabalhadores e não necessariamente aqueles se prenderem ao Caminho que ele ordenou”.

E assim a Árvore-de-Logos continua padecendo. Alguns Trabalhadores mantém-se fiéis e procuram ouvir sempre a Instrução e Parácleto. Os Ramos, exaustos pela incompetência de alguns Trabalhadores estão definhando mais a cada dia. Ansiosos, Ramos e Trabalhadores fiéis esperam a volta do Plantador/Fazendeiro que os transplantará desta Terra hostil para uma Nova Terra sem pragas e longe dos Trabalhadores medíocres.


Marcelo Batista Dias

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Gospelândia em Cordel

Com a chegada da INTERNET,
......O mundo agora encurtou.
......É que um país bem distante,
......Da gente se aproximou.
......Para provar sua douçura,
......É pra lá mesmo que eu vou.


......Deixei todos meus pertences,
......Para poder lá entrar.
......Troquei minhas vestimentas
......Por um horroroso “abadá”.
......Puseram então no meu rosto,
......Uma máscara de tafetá.


......É um país desmiolado,
......Que todo dia tem festa.
......Para assistir aos seus shows
......Se leva um sinal na testa,
......Com os dizeres escritos:
......Aqui “Deus” se manifesta.


......Uma barulheira infernal
......Me deixou atordoado.
......De frevo, axé e samba,
......Eu já estava enjoado.
......O brado que mais se ouvia
......Era: “está tudo amarrado”.


......No meio da Gospelândia,
......Um grande palco existia,
......Onde os fariseus de Deus,
......Seu “espírito” recebia.
......Eu achei muito esquisito,
......Pois macumba parecia.


......Senti falta da Palavra,
......E ao pregador perguntei:
......Onde aqui se lê a Bíblia?
......Respondeu-me: eu nada sei,
......E ainda disse por cima:
......Dela eu nunca precisei.


......Você não estuda a Bíblia?
......Perguntei interessado.
......Ele respondeu na bucha:
......Ela me deixa estressado,
......É melhor viver aqui,
......Onde o mal tá dominado.


......Disse ainda para mim:
......Aqui eu tenho sossego,
......Não preciso de Jesus,
......Para viver o meu chamego.
......E pra tirar todo aperreio
......Tem sessão de descarrego.


......Eu fiquei estarrecido
......Quando sério me falou:
......Tenho tudo e nada falta,
......Temos coisa de valor,
......Abriu então uma caixa,
......De amuletos. Que horror!


......No país da Gospelândia
......Pobreza é maldição,
......As doenças são demônios,
......Pecado é ter aflição.
......Prosperidade é dinheiro,
......O estudo abominação.


......Um profeta gospel falou:
......Se vivemos em realeza,
......Com ouro, prata e saúde,
......Tendo tudo com moleza,
......Burrice é pregar o céu, ......
......Sendo dono de riquezas.


......Retirei a minha máscara,
......Despi-me da fantasia,
......Voltei para minha terra,
......Do mal de todos os dias.
......Desisti da Gospelândia,
......Pra ter Cristo como guia.



......Prosa em versos por Levi B. Santos
fonte:http://levibronze.blogspot.com/

sábado, 23 de maio de 2009

O Papel da Mulher na Família da Aliança


O movimento feminista, até certo ponto, trouxe às mulheres o espaço que merecem dentro da sociedade. No entanto o movimento extrapolou os limites. Colocou a mulher acima de seu papel e isso tem trago drásticas conseqüências à família.

Assim como o homem, a mulher tem um papel muito importante no Reino de Deus. Ao contrário do que pensam as feministas, e até mesmo os machistas, a mulher não está abaixo do homem como pessoa, mas em função e essa função não rebaixa a mulher, ao contrário a valoriza e muito. Vamos ver algumas verdades que as Escrituras nos revelam e esclarecem a esse respeito. Vejamos Gn 2. 18-24:

1. A mulher é uma pessoa tanto quanto o homem (v.21,22). Ela foi criada da mesma essência do homem. Ela possui em si a mesma proporção da imagem de Deus que há no homem. Ela é um ser independente e consequentemente responsável por si mesma diante de Deus.

2. A mulher recebeu a mesma responsabilidade do homem. Assim como Adão, Eva também foi incumbida do cultivo do jardim. Deus a colocou juntamente com seu marido para subgerenciar a criação. Ela recebeu o mesmo mandato cultural e social – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1:28).

3. A mulher possui uma função peculiar dentro dessa responsabilidade maior (v.18). Ela foi criada para desempenhar seu papel como auxiliadora. Ela deve auxiliar seu marido em suas funções. Ela o completa em sua humanidade. Ela não deve gerenciá-lo nem tampouco ser sua escrava. Ela foi criada para estar ao seu lado. Ser sua companheira. Sua ajudadora assim como Deus o é de seu povo.

4. A mulher é privilegiada pelo dom da maternidade. No Slm 139.13 vemos como Deus trabalha de um modo especial no corpo da mulher de modo a trazer outro ser à vida. A maternidade é um milagre em que Deus usa suas próprias mãos. É uma obra de arte de Deus. Um artesanato de suas mãos no ventre da mulher. Que coisa maravilhosa!

5. A mulher depende de seu esposo (v.24). Somente seu marido pode dar-lhe a oportunidade de desfrutar deste maravilhoso dom de Deus – a gestação. Sem “seu homem” a mulher jamais pode trazer ao colo uma criança.

O maior problema para as feministas está no termo “submissão”. Ao dizer que a mulher deve ser submissa ao seu esposo (Ef 5.22), Deus não está afirmando que ela é inferior a ele. Deus está dizendo que sua missão está debaixo da missão do homem em gênero e não em grau.

O Dr. Van Gronnigen assim resume o papel da mulher na família: “Que importante papel Deus dá à mulher! Ela se coloca ao lado do seu marido como auxiliadora assim como Deus se coloca ao lado de seu povo. Ela se torna a grande portadora do fruto e seu marido é chamado a se colocar ao seu lado, para apoiá-la e reivindicar juntamente com ela a benção de se tornarem pais”(1).

Marcelo Batista Dias

(1)G. Van Gronnigen, A família da Aliança. Cultura Cristã: São Paulo, 2002. pg 90.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Papel do Homem na Familia da Aliança


Já vimos que a família tem um papel muito importante no plano de Deus. No entanto cada membro a família possui um papel bem definido dentro dessa estrutura criada por Deus. Deus criou homem e mulher, e segundo o texto original, Ele os criou macho e fêmea. O Rev. Manassés Villaça afirma que “o que o texto hebraico quer destacar é a singularidade bíblica da família. Não se trata simplesmente de papéis desempenhados por cada um, trata-se da essência de cada um, os papéis são decorrentes”(1).

O papel do homem na família segundo as Escrituras é exercer liderança. Esta liderança deve ser demonstrada pelo homem de forma decisiva em 4 atitudes apontadas pelo Dr. Van Groningen(2):

1.Ele deve amar: O marido “deve ser o primeiro a expressar o amor no relacionamento do namoro e casamento”; (ver Ef 5. 25-28). No entanto esse amor não é um sentimento restrito à mente e ao coração. O homem é chamado a praticar em sua família o mesmo amor de Cristo – o Amor incondicional e pleno até a morte se necessário. Amor que desce para as mãos.

2.Ele deve exercer autoridade: “Autoridade não é poder bruto, a ser sempre demonstrado pelo cônjuge mais forte no casamento”. Ao contrário, autoridade não se impõe, se conquista com amor e serviço. O que se conquista com imposição é medo e não respeito.

3.Ele deve ter capacidade de liderar: Ser líder é guiar, conduzir os que estão sob sua autoridade ao cominho correto. O homem deve ser capaz de guiar sua família ao caminho do Senhor. Liderar não é mandar é saber conduzir com sabedoria e prudência os seus familiares no caminho certo.

4.Ele deve ser provedor: “Cabe aos homens o privilégio de serem os provedores do lar”. Esta provisão porém não é só material. O homem é responsável pela provisão espiritual, moral, social e cultural. Os filhos vão absorver o caráter principalmente do pai. Filhos que crescem sem a presença paterna tendem a dar mais problemas na sociedade. O homem deve ser responsável e zelar pela estrutura moral de sua família.

O papel do homem é difícil e exige muita dedicação e sabedoria. Somente Cristo, nosso paradigma maior, pode nos ajudar nesta tarefa. A pergunta é: você tem sido homem de verdade em sua casa?

Deus nos ajude e abençoe.
Marcelo Batista Dias

(1) Coordenador do Curso de Teologia do Seminário Presbiteriano RDNE/BH. Comentário ao artigo anterior.
(2) G. Van Groningen, A Família da Aliança. Cultura Cristã: São Paulo, 2007. pg 75-79

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O que é família mesmo?


Vivemos num tempo em que esta pergunta não pode ser respondida pela maioria de nossa sociedade. Nos meios de comunicação, em especial as novelas globais, a família é tratada como um objeto de zombaria. Filhos desequilibrados, casais adúlteros, relacionamentos homossexuais, e o pior – o casamento sendo tratado como algo antiquado, ultrapassado e sem valor real.

Diante deste triste quadro uma necessidade se faz urgente: resgatar o verdadeiro significado da família. A família não é uma coisa do acaso. Ela não pode ser tratada como algo secundário. Por isso vamos começar nossos estudos do mês da família entendendo o que é a família.

Podemos definir família como: A parte mais importante da criação de Deus, criada com uma função específica para alcançar um objetivo determinado por Ele. Cada parte desta definição tem o seguinte significado.

1. A família é parte mais importante da criação de Deus – Gn 1. 27;
Deus criou o homem e criou a mulher – uma família. Diz o texto de Gênesis que Deus os criou. O mais interessante é quando Deus os criou. Deus realizou toda a obra da criação e após ter criado todos os demais componentes, criou o homem e a mulher. Eles constituem a coroa da criação de Deus. A parte mais importante de toda esta maravilhosa criação.

2. Criada com uma função específica – Gn 1.28;
O que temos neste versículo é o que os estudiosos chamam de mandato cultural, ou seja, o homem e a mulher são dotados por Deus de habilidades e funções no governo da criação. A família tem uma função específica no Reino de Deus. O Dr. Van Groningen diz que a família foi criada por Deus para ser a vice-gerente da criação (Livro: A família da Aliança, Cultura Cristã, 2ª Ed. – 2002). Cabe a eles o dever de trabalhar e cuidar da obra de Deus.

3. Para alcançar um objetivo determinado por Ele – Gn 1.26;
O objetivo determinado por Deus é glorificar o Seu nome. O texto diz que Deus fez a família conforme a Sua imagem e semelhança, ou seja, para refletir o próprio Deus em sua relação trinitária. O relacionamento trinitário de Deus é a base ou o modelo do relacionamento familiar humano. Deus criou a família para que esta pudesse ser um reflexo do próprio Deus. A família deve manifestar a glória de Deus. A família deve influenciar a sociedade e não ser influenciada por ela.

Conclusão:
A Bíblia nos ensina que a família é um organismo extremamente importante. Ela foi criada por Deus para ser a administradora de Sua aliança. Deus a estabeleceu para dirigir como subgerente, ou seja, gerenciando debaixo de Sua orientação suprema, tudo aquilo que Ele criou. A família, portanto não é uma obra do acaso. Não surgiu apenas para satisfazer a necessidade do homem que estava sozinho no Éden. Não surgiu como parte da evolução social do homem. Ela tem um objetivo certo e uma meta a ser alcançada – manifestar a glória do Deus vivo, como subgerente de Sua criação.
Sua família tem feito isso? Que Deus nos abençoe!

Marcelo Batista Dias

Baseado no livro: A familia da Aliança - G. Van Groningen
(mensagem publicada no boletim da Cong. Nova Baden/Betim em 03/05)

E agora quem poderá nos defender? Parte II


Disse no artigo anterior que, neste mundo, nenhum homem pode socorrer aquela mulher e atendê-la em suas expectativas. Mas isso não muda o fato de que muitas pessoas continuarão a esperar nos homens. Mas por quê? Por que sempre se espera que homens como Fernando Lugo sejam a resposta aos anseios da humanidade.

Aquela mulher e praticamente todos os cidadãos paraguaios (e porque não a maioria dos cidadãos desta grande “aldeia global”), confiam cegamente em seus líderes religiosos. O que acontece é que a maioria acaba por “engolir sem mastigar”.

Vivemos numa geração que não pensa mais. O povo simplesmente “engole” os discursos mais escabrosos sem sequer procurar analisar a veracidade dos fatos expostos. O cantor João Alexandre expressou essa verdade de uma maneira esplêndida em sua música “É proibido pensar” (Álbum: É proibido pensar – 2007). Creio que o povo “engole” tudo (e se decepciona tanto com seus líderes) por dois motivos.

Primeiro por que não procura conhecer a verdadeira pessoa por trás do discurso. Líderes, principalmente religiosos, são vistos como referenciais de conduta. Até aí tudo bem. O problema é que as pessoas julgam que alguém que recebe uma incumbência tão especial é uma pessoa “santa” (no sentido de serem infalíveis). Essa visão errônea é maior no catolicismo romano, mas nós os evangélicos também não escapamos. Basta alguém se auto denominar apóstolo que ganha um status de semi-deus.

É preciso entender que pastores (ou líderes de qualquer espécie) são homens também e, portanto não são medida de referência padrão. O paradigma perfeito é Jesus Cristo. Paulo só nos chama a sermos seus imitadores por que ele o era de Cristo (I Co 11.1). Paulo não se coloca como O padrão. Ele era apenas um homem que se moldava ao padrão supremo – Cristo. É como se ele dissesse: “Eu sou imitador de Cristo, unam-se a mim”. O povo precisa ver seus líderes como pessoas comuns. Homens de carne e osso, passíveis de erros. Isso não faz deles pessoas menos confiáveis. Pelo contrário, assim eles se tornam mais acessíveis e compreensíveis. Saber que seu pastor também peca como você deve te levar a compreendê-lo mais e a orar mais por ele.

Segundo a negação da existência de uma verdade absoluta pela qual todo discurso deve ser abalizado. Não vou nem falar a respeito dos não cristãos. Estes sequer acreditam que a Bíblia seja verdadeira quanto mais verdade absoluta. Volto os meus olhos principalmente para os cristãos. É incrível o modo como os cristãos (principalmente “evangélicos”) abandonaram as Escrituras. Nem sei se podemos ser chamados assim tendo em vista que o evangelho está cada dia menos presente em nosso meio.

É incrível ver como muitos tem trocado a “ponte metálica” das Escrituras pelas “tábuas e cordas podres” dos profetas contemporâneos. No meio pentecostal as ações proféticas têm tomado lugar do estudo sistemático das Escrituras. Nós os reformados confessamos as Escrituras como nossa única regra de fé e prática, no entanto costumeiramente ela fica relegada apenas à primeira parte da sentença. O resultado disso é um povo que não pensa, que está perdido como “ovelhas sem pastor” ou então sendo pastoreado por mercenários mercadores do evangelho.

Desse jeito não tem como não se decepcionar. Homens são homens. Não perfeitos. Não são confiáveis e nem são padrão de referência total. Cristo é o referencial supremo. Enquanto os homens e, especialmente a comunidade cristã, entenderem que seus líderes são “infalíveis”, continuarão se decepcionando cada vez mais.

Marcelo Batista Dias

Bíblia On Line