quinta-feira, 23 de junho de 2011

Chamados para fora



Mt 11.28-30

Você está satisfeito com a vida que tem levado? Gosta do que Deus tem feito por você?

Se sente confortável no seu banco? Acha que Cristo está cumprindo essa promessa direitinho e te dando uma vida de alívio e conforto?

Se você acha que sim, você tem um problema. Mas se você acha que não, você também tem um problema. O problema para essas duas formas de pensamento é que elas demonstram falta de compreensão do real significado do chamado ou da vocação cristã.

O chamado de Cristo é um chamado para fora:

1. Para fora do nosso eu;

Cristo havia acabado de dizer (v. 27) que a obra de reconciliação com o Pai havia sido entregue a ele.

Somente ele pode apresentar o Pai, pois só ele conhece o Pai. Este conhecimento é um conhecimento provindo de intimidade. Só Cristo tem o verdadeiro e intimo conhecimento do Pai.

Assim, aquele que quiser ter um encontro e um relacionamento íntimo com o Pai, deve fugir da prática religiosa dos fariseus e ir até ele.

Cristo chama a todos para um relacionamento próximo e intimo com ele.

O chamado de Cristo é para si mesmo. Ele convida seus ouvintes a se aproximarem dele.

Fomos chamados primariamente para um relacionamento íntimo e pessoal com Cristo.

É um chamado para o contato, para o relacionamento, para a intimidade com Cristo, para Cristo.

Não é um chamado para buscar um remédio em Cristo, mas para o próprio Cristo.

É um chamado para fora de nós.

É um chamado para esquecermos nosso eu.

É um chamado para centralidade em Cristo.

Como Paulo, somos chamados para deixarmos de viver em nós.

É um chamado para que vivamos em Cristo e ele viva em nós.

2. Para fora do nosso status quo;

Status quo significa literalmente “estado atual”.

O que Cristo está propondo a seus ouvintes é que deixassem a vida religiosa que viviam, e que os sobrecarregavam e assumisse uma vida debaixo de seu jugo e de seu fardo.

Interessante neste texto é que Cristo oferece descanso e alivio oferecendo jugo, fardo.

Cristo não propõe a retirada de fardos, mas uma troca de fardos – nossos fardos pelos seus fardos.

Nossos sofrimentos pelos seus sofrimentos.

Nossas vontades por sua vontade.

Nosso autoconhecimento pelo conhecimento dele.

Nossa vida, pela vida dele.

Levando em consideração que nosso status quo é uma interpretação errônea do chamado de Cristo, ele está nos chamando para uma mudança.

É a mudança de um estado atual de sofrimento religioso por outro estado de sofrimento cristão. Com a diferença que o sofrimento por Cristo é compensador enquanto que o sofrimento religioso é destruidor.

Cristo esta nos chamando para fora da zona de conforto, para fora da cidade, para fora da religiosidade morta dos fariseus, para fora do tradicionalismo.

E é nessa atitude de entrega total e total submissão a Cristo que encontramos conforto.

Não encontramos conforto vivendo para nós mesmos e empurrando Cristo com a barriga. Deixando Cristo para a sobra de tempo mixuruca que temos depois de correr atrás de nossos anseios e desejos. Como a religiosidade faz conosco.

Encontramos paz, consolo e conforto deixando nossos fardos, nossos sonhos, nossos desejos e vontades aos pés de Cristo enquanto tomamos o seu fardo, seu jugo, sua cruz e nos expomos a sofrer com ele e por ele.

Conclusão:

É na gloria de Cristo que somos glorificados.

É agradando a Cristo que somos agradados.

É satisfazendo a Cristo que somos satisfeitos.

É carregando o fardo de Cristo que somos aliviados.

Nosso prazer está na glória de Deus.

Por isso irmãos.

Vamos para fora.

Vamos até Cristo.

Saiamos de nós mesmos.

Deixemos a nós mesmos.

Assumamos a vida de Cristo com tudo que ela representa.

Marcelo Batista Dias

domingo, 12 de junho de 2011

CUIDADO COM A IGREJA!!!!


Quando ela tem uma boa imagem, mas não tem conteúdo;

Quando tem uma bela história, mas se entrega às fábulas;

Quando está cheia de sinais, que só confirma um Cristianismo de consumo;

Quando está cheia de poder e vazia de correção moral;

Quando está cheia de regras e ausente de virtudes;

Quando está cheia de revelação, mas pouco conhecimento de Deus;

Quando está cheia de atividades, mas pouca meditação;

Quando está cheia de cultos, mas em adoração a si mesma;

Quando se lembra de todas as promessas, mas não se põe a servir;

Quando recebe muitas bênçãos agora, mas não tem esperança;

Quando evangeliza muito e pratica pouco;

Quando tem muito dinheiro, mas pouco apreço às pessoas.;

Quando tem muita verdade, mas não sabe amar.

Transcrito Boletim Semanal IPCI Ano 17 nº 678, Domingo, 12 de junho de 2011.

sábado, 9 de abril de 2011

O problema da religiosidade cristã




Um dos grandes problemas de nossos dias é a religiosidade cristã. Ao contrário da verdadeira vida cristã, a religiosidade é uma erva daninha. Uma praga que cresce cada vez mais na seara cristã. E como não podia deixar de ser, causa males terríveis.

É o caso da religiosidade fundamentalista. Como esta que levou o jovem Wellington Menezes de Oliveira a tirar a vida de 12 crianças e deixar mais de 10 feridos em Realengo no Rio de Janeiro nesta ultima quinta-feira. O fundamentalista religioso é essencialmente farisaico. “É capaz de nutrir ódio, preconceito e discriminação contra grupos que professem religião ou ideologia diferentes da sua, ou que pertençam a outra etnia” (Hermes Fernandes). Geralmente se consideram uma raça superior taxando os que não se adéquam às suas práticas como impuros e malditos. São capazes de matar e morrer por seus ideais.

Igualmente perniciosa é a religiosidade mórbida. Essa ao contrário da fundamentalista é apática. O religioso mórbido é alguém alheio ao mundo ao seu redor. Não se importa com as demais pessoas, mas apenas consigo mesmo. Não está interessado em compromisso verdadeiro. Apenas cumpre sua obrigação religiosa e nada mais. Não se expõe por seus ideais por uma razão simples – não possui ideais. Sua vida é um ciclo religioso-vicioso sem sentido.

Em contrapartida está verdadeira vida cristã. O verdadeiro cristão é altamente moderado. Ele é altruísta, pois se importa mais com os outros do que consigo mesmo. É gracioso, pois entende que é um pecador como todos os demais, mas que foi alcançado pela graça de Deus em Cristo. Ele possui ideais fortes. É capaz de morrer por eles, mas não de matar. Anseia ardentemente o retorno de Cristo. Vive somente para a glória de Deus, nunca para si mesmo.

Por isso queridos irmãos, estejamos atentos às nossas próprias vidas. Sejamos sinceros diante de Deus e vejamos se não estamos sendo religiosos demais e cristãos de menos. A religiosidade cristã pode nos destruir. A verdadeira vida cristã nos enleva ao céu.

Que Deus nos ajude.

Marcelo Batista Dias

sexta-feira, 8 de abril de 2011

“Pra não dizer que não falei das flores”



A música de Geraldo Vandré, que leva o titulo acima, inspirou multidões. Todos revoltados pela opressão de um governo ditador. Gente ansiosa pela liberdade. Gente desejosa por um país mais justo, onde todos poderiam viver livres para se expressar em todos os sentidos. O povo brasileiro ansiou pela liberdade. Lutou pela liberdade. Muitos deram sua vida para ter um país livre da opressão. E onde isso nos levou? Onde estamos?
Estamos num país sem fronteiras. Não há limites. Não há respeito. "Terra de ninguém", como cantava certa banda nos anos 90.
Uns matam por que não são bem aceitos. Somos obrigados a engolir todo tipo de atitude. Somos forçados à tolerância. E quando não concordamos com aquilo que sabemos experiencialmente que corrompe e apodrece nossa qualidade de vida como seres humanos, nos matam por isso.
Outros matam porque não querem aceitar. Dizemos que somos tolerantes. Dizemos que respeitamos todos os tipos de pensamento. Mas se alguma coisa ameaça nossa boa vida, matamos! 
Não queremos nos aceitar. Não queremos aqueles que nos impõe limites. Não queremos aqueles que, por exemplo, se levantam para a apontar a corrupção nossa de cada dia. Não queremos verdade absoluta, a menos que seja a nossa verdade absoluta. Por isso matamos. Às fazemos isso com armas de fogo. Outras vezes usamos palavras. Na maioria delas, o silêncio.
De fato, Geraldo Vandré tinha razão: “Nas escolas, nas ruas, campos, construções; Somos todos soldados, armados ou não...”.
As únicas flores mencionadas neste artigo são aquelas que estão sendo postas sobre os túmulos das inúmeras vítimas da violência nacional. Violência marginal, policial e política.
Flores estas que murcharão em breve. Assim como a memória destes fatos se esvairá da cabeça da maioria de nós, que continuaremos nossos assassinatos, armados, ou não...
Se há alguma perspectiva de mudança? Sim eu creio que haja.
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).
A liberdade que tanto almejamos não está na aceitação das diferenças pura, simples e indiscriminadamente. Não está na libertinagem cultural e moral que se instala pouco a pouco.
A liberdade que almejamos está na Verdade. Verdade que não é um conceito abstrato, mas uma Pessoa. Que além de Verdade é Caminho e Vida. Jesus. O único que pode nos dar a verdadeira liberdade. 
O brado da verdadeira liberdade foi dado na cruz e não no Ipiranga.
"Está consumado!"

Marcelo Batista Dias
(Reeditado em 07/09/2013)

terça-feira, 15 de março de 2011

Missionário é vítima de maus tratos no município de Carauari/AM

Família de pastor diz que ele passou a ter problemas mentais após viver em

condições sub-humanas na prisão

Manaus, 14 de Março de 2011

RENATA MAGNENTI

    Segundo familiares do pastor, que acionaram a OAB-AM, ele foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado

    Segundo familiares do pastor, que acionaram a OAB-AM, ele foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado (Reprodução)

    Condenado por crime de tortura, em maio de 2010, o pastor Jeremias Albuquerque Rocha, preso há dez meses no Município de Carauari, está sendo vítima de maus tratos e vivendo em condições subumanas na cadeia e no hospital daquela cidade a 702 quilômetros de Manaus. Segundo o pai de Jeremias, Raimundo Roberto Rocha, até abril de 2010 seu filho era uma pessoa saudável e ativa como missionário no interior do Estado.

    “Quando olho pra essa situação vejo que o Jeremias foi vítima de vingança”, diz. Ele explicou que tudo começou no início de 2010, quando sua filha foi a um posto de saúde em Carauari e quase foi abusada sexualmente por um agente de saúde.

    “Inconformado, Jeremias foi à delegacia e denunciou o agente, que é irmão de uma conselheira tutelar. Essa mulher, provavelmente, ficou irritada e revidou na mesma moeda com o meu filho”.

    Roberto disse que depois do episódio, Jeremias bateu em suas filhas, gêmeas de oito anos, devido o mau comportamento das meninas em sala de aula.

    “Eu não sei como essa conselheira tutelar ficou sabendo disso e denunciou meu filho à polícia. Ele foi preso por repreender as filhas e agora vive como um doente mental à base de calmantes”, diz, negando que as gêmeas foram torturadas. A família de Jeremias denunciou o caso à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM).

    “Estive em Carauari no dia 3 deste mês e o estado é lastimável”, declarou o presidente da Comissão da OAB-AM, Epitácio Almeida. Ele informou que Jeremias tem marcas de algemas nos punhos e nos tornozelos e que o rapaz de 26 anos foi obrigado a fazer necessidades fisiológicas algemado.

    “Quando entrei no hospital onde está preso ele ficou muito agitado e perguntava se eu era do bem ou do mal, se eu tinha algemas, se ele iria ficar preso novamente”.

    Jeremias, diz Epitácio, ficou algemado durante cinco meses e, nesse período, começou a apresentar quadros graves de transtornos mentais. Epitácio Almeida teve acesso ao processo de Jeremias e concluiu que o pastor “precisa pagar pelo erro que cometeu, mas não há exame de corpo delito nos autos”.

    Presos estavam detidos ilegalmente
    Três médicos do Hospital Geral de Carauari assinaram um laudo onde informam que Jeremias apresenta distúrbio psiquiátrico grave com depressão profunda, transtorno bipolar e intento suicida, e que deveria ser transferido para o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, em Manaus.

    Porém o juiz da cidade, Jânio Tutomu Takeda, que há 18 anos reside no município, não permitiu a transferência.

    “O detalhe é que chegando a Carauari fui verificar as condições dos demais presos e encontrei dois que estavam detidos ilegalmente”, relatou o presidente da Comissão de Direitos Humanos.

    Segundo Epitácio, não havia flagrante, nem mandado de prisão que justificasse a prisão dos dois homens. “Pedi que o juiz Takeda soltasse os dois presos e ele solicitou que eu fizesse dois habeas corpus, mas não havia necessidade. Quando disse que acionaria a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas o juiz ligou para o delegado de Carauari e pediu que soltassem os dois presos”.

    Epitácio entrará com representação contra o juiz Takeda junto a Corregedoria do Tribunal para que o caso seja analisado.

    “Independente do crime cometido, o magistrado tem que se sensibilizar com cada caso como ele se apresenta. O juiz foi informado da situação de saúde do Jeremias e não tomou nenhuma providência”.

    Presidente do TJAM estranha ocorrência
    O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, João Simões, disse estranhar que haja problemas do tipo em Carauari.

    “O juiz Takeda reside no interior há muitos anos e tem preferência por morar fora de Manaus. A denuncia é estranha, mas quando tomar conhecimento dos fatos pelo advogado Epitácio ou família vou tomar uma providência”.

    Fonte: acrítica

    sexta-feira, 11 de março de 2011

    E agora Povobrasileiro?


    E agora, Povobrasileiro?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, Povobrasileiro?
    e agora, você?
    você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    você que faz versos,
    que ama, protesta?
    e agora, Povobrasileiro?
    (...)

    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja a galope,
    você marcha, Povobrasileiro!
    Povobrasileiro, para onde?

    (Adaptação de trecho do poema “José” de Carlos Drummond de Andrade)

    Acabou-se a festa! Tudo o que sobrou foi um amontoado de restos de confetes, plumas, paetês...

    As luzes se apagaram. Calou-se a cuíca. Cada um de volta para sua casa. Casa alugada... própria... palacete... casebre... incólume... em ruínas...

    Não se ouve o som do apito nem dos tambores do afoxé! Cada um para sua vida... maltrapilha... bandida... sem rumo nem prumo.

    Já não giram as baianas nem as porta-bandeiras. Roda a roda viva.. fugaz... efêmera... da velha rotina dos ônibus, táxis, ruas e metrôs lotados... das caras amarradas... da truculenta gesticulação nos automóveis.

    Vamos começar o ano!!!! Vamos voltar ao ciclo... à velha agonia de esperar mais um ano até que venha o próximo carnaval... para que volte o sorriso... se emule a alegria... se induza as emoções... se esconda a verdade... falsifique o prazer.

    Você marcha, Povobrasileiro!

    Povobrasileiro, para onde?

    Anda em círculos. Vai pra lugar nenhum...

    E agora Povobrasileiro?...

    Marcelo Batista Dias

    sábado, 8 de janeiro de 2011

    Quer Trocar?




    Por: Carlos Moreira

    Trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. Você já ouviu esta frase? Ela faz parte do conto Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, que está contido na coletânea de livros e estórias das Mil e uma Noites, preservadas na tradição oral dos povos da Pérsia e da Índia.

    Aladim, um jovem chinês, órfão de pai, pobre, vivia a vagabundear pelas ruas. Um dia, um mago africano chegou de um distante reino e passou a observá-lo. Com uma estória falsa, ele foi solicitado a apanhar uma lâmpada velha, abandonada em um jardim, sob o pretexto de ficar rico e poderoso. Entusiasmado com a idéia, cumpriu a missão, mas foi abandonado na caverna escura porque se negou a entregar a lâmpada ao mágico antes de ser puxado para fora.

    Desesperado, durante dias procurou sem sucesso uma saída. Entretanto, acidentalmente, acabou esfregando a lâmpada e, surpreendentemente, um gênio lhe apareceu. Ele era capaz de realizar todo e qualquer desejo para o seu possuidor. E foi assim que Aladim tornou-se um homem poderoso, rico, casou-se com a filha do sultão e passou a morar no palácio.

    Após algum tempo, sabedor do sucesso de Aladim, o mágico retornou a China. As portas do palácio, disfarçado de vendedor ambulante, começou a anunciar em alta voz: “trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. A princesa, que desconhecia o segredo, achou aquela uma ótima oportunidade. Assim, trocou a lâmpada mágica por uma lâmpada nova, mas que não tinha poder algum. Imediatamente o mago acionou o gênio e ordenou-lhe que levasse o palácio com a princesa para terras distantes, deixando Aladim atônito, desesperado e sem absolutamente nada!

    Tenho observado os dias em que vivemos, esta sociedade consumista, materialista que, cada vez mais, alimenta-se através da troca de coisas. Troca-se um casamento velho por um novo; uma profissão velha por uma mais rentável; um amigo velho por um outro que “abra” um novo network. É uma questão de oportunidade! No fundo, tudo que nos cerca perdeu o seu valor absoluto. O que importa agora é o que é relativo e como este relativismo pode nos atender.

    Por isso é possível trocar caráter por jeitinho, amor por estabilidade, fidelidade por prazer, honestidade por comodidades, compromisso por omissão, troca-se tudo por qualquer coisa desde que se possa ganhar algo com isto. Até mesmo porque, quem pode prever o que uma boa negociação trará de benefícios? Não seria absurdo trocar um Deus antiquado, com princípios e valores “superados”, por outro moderno, tipo “gênio da lâmpada”, que nos assegurasse benefícios e vantagens aqui, agora, e isso sem precisarmos esperar pela eternidade, se é que ela existe? Como assim? Você já trocou?!

    Alguma nação já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas o meu povo trocou a sua Glória por deuses inúteis. O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água”. Jr 2:11 e 13. Pois é, já dizia George Courteline: “É mais fácil trocar de religião do que de café”.

    A denúncia do profeta Jeremias poderia estar estampada no jornal de qualquer denominação cristã: das Histórias e Reformadas, as Pentecostais e Neopentecostais, passando, até mesmo, pela Igreja Católica; qualquer uma! Abandonamos a Deus, seus valores, seus princípios, sua ética, e trocamos tudo isto por um “prato de lentilhas”, por um estilo de vida mais “adequado” ao século XXI, mas adaptável às nossas necessidades e demandas. Assim, sincretizamo-nos com práticas das mais perversas, destruímos, em benefício próprio, a sã doutrina, agimos de forma reprovável e, cinicamente, fazemos como fez o povo de Israel dizendo: “por que nos ameaça o Senhor com todo este grande mal? Qual é a nossa iniqüidade, qual é o nosso pecado, que cometemos contra o nosso Deus?” Jr. 16:10

    Abandonamos a fonte de água viva, que é Jesus – “vinde a mim e bebei” – a sua Palavra, o seu Espírito, o seu Evangelho, e passamos a beber água suja, armazenada em cisternas construídas por mãos humanas, cisternas que não podem reter o que trás a paz e faz o bem porque rompem-se, deixam vazar seu conteúdo, pois suas águas estão apodrecidas.

    Por isso sucede-nos o que também se sucedeu ao povo de Israel: “agora, por que você vai ao Egito para beber água do Nilo? E por que vai à Assíria para beber água do Eufrates?”. Jr. 2:18. Temos de beber a água do “Egito”, que simboliza o mundo e seu sistema perverso, bebemos de seus valores distorcidos e nem nos apercebemos que eles estão nos matando, destruindo nossas famílias, vamos a “Assíria”, beber das fontes do paganismo, e assim nos apropriamos de “fogo estranho”, porque as fontes da vida que nos supriam secaram-se, esvaziaram-se, tornaram-se indisponíveis.

    Nunca foi tão fácil, em termos da sociedade humana, realizar trocas como em nossos dias. Podemos trocar tudo! O ferro de engomar quebrou, troca-se; o mouse do computador quebrou, troca-se; o carro está quebrado, troca-se; não está feliz no apartamento atual, troca-se; a faculdade é distante, troca-se; não está realizado no emprego, troca-se; o casamento está monótono, troca-se; a igreja não tem programas que te agradam, troca-se; o pastor é muito firme, troca-se; Deus não te atende, troca-se. O importante é você estar feliz! Por isso, vá trocando tudo até encontrar algo que lhe agrade!

    É a cultura do descartável. Começa-se trocando coisas; depois, trocam-se valores; em seguida, princípios e, por fim, pessoas. Aí instaura-se em nossa consciência um mecanismos perverso que nos leva a amarmos as coisas e usarmos as pessoas. Saímos trocando, como se a vida tivesse se tornado um grande mercado público e tudo pudesse ser “comercializado”, não há limites nem restrições, não há regras, nem ética, nem nada, apenas a necessidade de se saciar o apetite da alma e de suas paixões.

    Às vezes fico imaginando se Deus nos tratasse na mesma moeda. Já pensou se houvesse um jornal no céu, “A Tribuna Divina”?!. Como sereia abrir de manhã cedo a seção dos classificados e encontrar, com letras garrafais, o seguinte anúncio: Deus Troca! E abaixo, as ofertas...

    "Troca-se um fulano que quer fazer por um outro que queira ser; a fulana maldizente por uma que seja adoradora; a cicrana fofoqueira por uma apaziguadora; um marido infiel por um que seja leal; um colaborador esporádico por um dizimista responsável; um atarefado por um comprometido; um legalista por alguém cheio da graça; uma boca suja pela língua de um salmista; ativistas por gente que ora; uma igreja com donos por uma em que Eu possa mandar; “apóstolos”, “bispos”, “patriarcas”, “evangelistas”, “missionários” e outras “entidades metafísicas” por gente humilde, simples, comprometida apenas com o ensino, o pastoreio e a profecia".

    Apenas uma pergunta: Você trocaria?...

    Li no GENIZAH e gostei muito!
    Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/01/quer-trocar.html#ixzz1ASpGpVzw
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    segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

    J’ACUSE !!! (Eu acuso !)


    (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

    « Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
    (Émile Zola)
    Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
    (Émile Zola)

    Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

    A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

    O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

    Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

    No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

    E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

    Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...

    Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

    Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

    Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal a o autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

    EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

    EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

    EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

    EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

    EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

    EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

    EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

    EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

    EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

    EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

    EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

    EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

    EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

    EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

    EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

    Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

    Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

    A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

    Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é
    fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

    Igor Pantuzza Wildmann
    Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.
    (Texto recebido por e-mail e publicado sob autorização explícita do autor no corpo do e-mail)
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    O Ecclesia Reformanda subscreve o texto na íntegra. O Ecclesia ainda reitera que, apesar de não ser tarefa da igreja ou dos crentes promover acusações, esta não pode fugir ao seu dever de DENUNCIAR tudo aquilo que é apregoado neste mundo e que fere os principios sólidos das Escrituras.

    quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

    Precisamos Novamente de Homens de Deus



    A. W. Tozer

    A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

    A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto. Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes.

    Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esses homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

    Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

    A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

    Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

    O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer.

    Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

    Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

    E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...

    Extraído da Revista Fé para Hoje - edição digitalizada.

    Publicado também no CULTO RACIONAL

    terça-feira, 14 de dezembro de 2010

    ACONTECEU!!!!


    O que eu tanto esperava aconteceu. Por quatro anos, minha família e eu esperávamos por este dia. Foi no último sábado (11/12), na 1ª IPBH que tudo se deu. O canudo chegou! A família estava presente quase em peso. A IP Ideal, da qual sou membro, estava muito bem representada. Meu pastor, Rev. Enos Dias Pereira, ignorou as limitações causadas pela hemodiálise que vem fazendo, e esteve lá com sua família. Viajou 215 km para isso! Isso sem contar os irmãos que nos surpreenderam com sua presença. É ou não é uma data pra não se esquecer jamais? De fato é. Minha formatura no curso de bacharel em teologia no Seminário Presbiteriano RDNE foi de fato inesquecível.

    Contudo este dia, apesar de tão significativo, será incapaz de superar a soma dos dias dos quatro anos que o antecederam. Não apenas em quantidade numérica, mas especialmente quanto ao conhecimento de Deus. No dia formatura aprendi que Deus pode nos dar alegrias jamais imaginadas. Mas no decurso dos anos, aprendi que as lutas que Ele mesmo nos proporcionou produziram muito maior efeito.

    Nas lutas que vivi, mais do que experimentar a alegria de Deus, eu experimentei a providência de Deus. E que providência! Humanamente falando é impossível conceber como sobrevivemos. Mas sobrevivemos e bem. Não tínhamos abundancia em casa. Tínhamos o suficiente para as despesas de cada mês, e estas precisavam ser controladas à risca. Contudo, nunca nos faltou nada. Quantas vezes perdemos o controle e vimos uma renda que representava a metade dos gastos ser suficiente e ainda sobejar. Deus multiplicou nosso azeite!

    Mas além desta providência, vimos também como Deus é soberano. Quantas vezes fui livrado em situações de acidentes com minha motocicleta! Acidentes que, somente compreendendo que Deus os calculou milimetricamente, é possível compreender como escapei. Certa vez, retornando de Ipatinga, meu pneu traseiro estourou a 100 km por hora. Isso aconteceu numa subida, numa curva à esquerda e com um amplo acostamento para que eu pudesse escapar para ali com a moto. Não vinha carro nenhum, em nenhum sentido. Providencia apenas? Não, Soberania mesmo! Deus calculou cada detalhe e por isto aqui para contar a história.

    Outra coisa que aprendi com minhas lutas é ser submisso a Deus. Já o amava e o servia, mas ainda não havia compreendido o que é de fato é submissão. Sem ter para onde correr, e onde encontrar recursos, a solução é a inteira dependência e submissão a Deus e à Sua vontade. E como são abundantes as ocasiões deste tipo na vida cristã. Especialmente se você for vocacionado para o ministério pastoral.

    Por fim, não posso esquecer também, que "Deus é fiel e juntamente com a provação vos dará livramento de modo que a possais suportar" (I Co 10.13). Este livramento de Deus, foi na verdade um lenitivo para mim. Um alívio em meio às lutas. Este "lenitivo" atende pela alcunha de Turma João Calvino. Quão maravilhosos são os meus colegas de classe! Quão irmãos eles foram! Quão pastores eles foram! Quão "ouvido" eles foram! Agradeço a Deus por eles. Posso unir minha voz à de Paulo e dizer "eles têm sido meu lenitivo" (Cl 4.11).

    Assim, estou extremamente feliz pelo “Canudo” que Deus me deu. Mais ainda, pelas lutas e provações que Ele me enviou, até que se completasse a plenitude do meu tempo.

    Sola Gratia

    Sola Fide

    Solo Cristus

    Sola Scriptura

    SOLI DEO GLÓRIA

    Marcelo Batista Dias

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    Manifesto anti "Lei da mordaça"


    A quantos possa interessar;

    Sendo um cristão bíblico, reformado, que acima de tudo ama a Cristo e sua Palavra, que entende que a verdadeira vida está em ser submisso aos desígnios de Deus expressos em Suas Escrituras, e que estes desígnios não são outra coisa senão a VERDADE ABSOLUTA pela qual todo ser humano, criado a imagem de Deus, deve se submeter, manifesto publicamente meu apoio à Igreja Presbiteriana do Brasil a qual pertenço como membro, ao Rev. Dr. Augustus Nicodemus, à Universidade Presbiteriana Mackenzie e à todo povo verdadeiramente cristão, transcrevendo e subscrevendo a nota abaixo:

    “Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

    Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

    A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

    Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo”.

    Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes
    Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie


    Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/noticias/leia-na-integra-a-nota-da-universidade-presbiteriana-mackenzie-sobre-a-lei-da-homofobia.html#ixzz167CsPg8I
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    Marcelo Batista Dias
    Cristão

    terça-feira, 16 de novembro de 2010

    Eu nasci há dois anos atrás...


    ...e nem parece. Foi tão rápido que quase não se nota. Não vou dizer que comecei este blog despretensiosamente, porque não foi. Já disse isso certa vez, mas ninguém há que, em sã consciência, construa um blog e não deseje ser lido. Queria mesmo ter um bom numero de seguidores e leitores em geral e estou muito satisfeito com o que alcancei. Não imaginei que pudesse chegar a este ponto.

    Quero pedir desculpas a meus queridos leitores pelo tempo ocioso. Já não posto algo próprio há muito tempo. É a correria de final de curso, mais trabalho, família... e vai por aí.

    Quero também agradecer. Agradeço muito a todos os que constantemente lêem e comentam os artigos que aqui são postados. Vocês são muito importantes para mim.

    Neste tempo conheci e fiz muitos amigos. Amigos e irmãos aos quais ainda não tive oportunidade de conhecer pessoalmente. Quem sabe um dia desses a gente se vê? Espero por este dia.

    Pude também observar uma mudança grandiosa no meio evangélico brasileiro. Tenho visto crescer de modo sistemático o senso crítico. De modo gradual, o povo evangélico brasileiro vem deixando de ser massa de manobra. Uma multidão imensa de pessoas acordou para a realidade de que a fé envolve razão e que “crer é também pensar”. Há ainda muitos que são arrastados e envolvidos, mas este número vem diminuindo (Graças a Deus!!!).

    Cresci bastante neste tempo. Revi algumas posições. Consolidei outras.

    Acima de tudo porém, glorifico a Deus, pois tudo que tenho e que sou é graças a sua bondade e misericórdia constantes sobre minha vida.

    “Porque dele, e por meio ele e para são todas as coisas. A ele pois a glória, eternamente. Amém!” (Rm 11.36).

    Marcelo Batista Dias

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    O Grande deus Entretenimento



    http://i948.photobucket.com/albums/ad322/MaluSGirard/entretenimento2.jpg

    A. W. Tozer

    Há muitos anos um filósofo alemão disse alguma coisa no sentido de que, quanto mais um homem tem no coração, menos precisará de fora; a excessiva necessidade de apoio externo é prova de falência do homem interior.

    Se isto é verdade (e eu creio que é), então o desordenado apego atual a toda forma de entretenimento é prova de que a vida interior do homem moderno está em sério declínio. O homem comum não tem nenhum núcleo central de segurança moral, nenhum manancial em seu peito, nenhuma força interior para colocá-lo acima da necessidade de repetidas injeções psicológicas para dar-lhe coragem para continuar vivendo. Tornou-se um parasita no mundo, extraindo vida do seu ambiente, incapaz de viver um só dia sem o estímulo que a sociedade lhe fornece.

    Schleiermacher afirmava que o sentimento de dependência está na raiz de todo culto religioso, e que por mais alto que a vida espiritual possa subir, sempre tem que começar com um profundo senso de uma grande necessidade que somente Deus poderia satisfazer. Se este senso de necessidade e um sentimento de dependência estão na raiz da religião natural, não é difícil ver por que o grande deus Entretenimento é tão ardentemente cultuado por tanta gente. Pois há milhões que não podem viver sem diversão. A vida para eles é simplesmente intolerável. Buscam ansiosos o bendito alívio dado por entretenimentos profissionais e outras formas de narcóticos psicológicos como um viciado em drogas busca a sua injeção diária de heroína. Sem estas coisas eles não poderiam reunir coragem para encarar a existência.

    Ninguém que seja dotado de sentimentos humanos normais fará objeção aos prazeres simples da vida, nem às formas inofensivas de entretenimento que podem ajudar a relaxar os nervos e revigorar a mente exausta de fadiga. Essas coisas, se usadas com discrição, podem ser uma bênção ao longo do caminho. Isso é uma coisa. A exagerada dedicação ao entretenimento como atividade da maior importância para a qual e pela qual os homens vivem, é definitivamente outra coisa, muito diferente.

    O abuso numa coisa inofensiva é a essência do pecado. O incremento do aspecto das diversões da vida humana em tão fantásticas proporções é um mau presságio, uma ameaça às almas dos homens modernos. Estruturou-se, chegando a constituir um empreendimento comercial multimilionário com maior poder sobre as mentes humanas e sobre o caráter humano do que qualquer outra influência educacional na terra. E o que é ominoso é que o seu poder é quase exclusivamente mau, deteriorando a vida interior, expelindo os pensamentos de alcance eterno que encheriam a alma dos homens, se tão-somente fossem dignos de abrigá-los. E a coisa toda desenvolveu-se dando numa verdadeira religião que retém os seus devotos com estranho fascínio, e, incidentalmente, uma religião contra a qual agora é perigoso falar.

    Por séculos a igreja se manteve solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que era — um meio para desperdiçar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isso ela própria sofreu rotundos abusos dos filhos deste mundo. Mas ultimamente ela se cansou dos abusos e parou de lutar. Parece ter decidido que, se ela não consegue vencer o grande deus Entretenimento, pode muito bem juntar suas forças às dele e fazer o uso que puder dos poderes dele. Assim, hoje temos o espantoso espetáculo de milhões de dólares derramados sobre o trabalho profano de providenciar entretenimento terreno para os filhos do Céu, assim chamados. Em muitos lugares o entretenimento religioso está eliminando rapidamente as coisas sérias de Deus. Muitas igrejas nestes dias têm-se transformado em pouco mais que pobres teatros onde '"'produtores" de quinta classe mascateiam as suas mercadorias falsificadas com total aprovação de líderes evangélicos conservadores que podem até citar um texto sagrado em defesa da sua delinqüência. E raramente alguém ousa levantar a voz contra isso.

    O grande deus Entretenimento diverte os seus devotos principalmente lhes contando estórias. O gosto por estórias, característico da meninice, depressa tomou conta das mentes dos santos retardados dos nossos dias, tanto que não poucas pessoas pelejam para construir um confortável modo de vida contando lorotas, servindo-as com vários disfarces ao povo da igreja. O que é natural e bonito numa criança pode ser chocante quando persiste no adulto, e mais chocante quando aparece no santuário e procura passar por religião verdadeira.

    Não é uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?

    "Lembra-te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. . . . Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos! Por isso caiu doente o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos." Amém. Amém.

    Li em O Principal dos Pecadores

    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    O veneno do evangelho e a vacina evangélica




    O evangelho é de fato um veneno poderoso (quem lê entenda). Após ser injetado no individuo, ele produz efeitos terríveis para o homem natural. Ele começa gerando uma dor imensa no coração que bate mais depressa. Essa dor é seguida por um ataque sistemático ao cérebro, fazendo com que a consciência do indivíduo fique pesada ao ponto de não poder permanecer em pé. O individuo é levado ao chão, normalmente se apóia nos joelhos. O incomodo é tal que não há como controlar algumas glândulas. As lacrimais são as mais atingidas, fazendo o individuo chorar copiosamente. Ele ataca também as vontades do individuo. Ele é levado a odiar o que antes mais amava. Passa a detestar seus próprios instintos e a lutar contra si mesmo, a ponto de querer “esmurrar o próprio corpo e reduzi-lo à escravidão”. Os efeitos externos também são visíveis. O individuo infectado passa a ser discriminado pelos seus e pode sofrer inimizade até daqueles que são da sua própria casa. Pode perder o emprego, o casamento e amizades que eram muito queridas. De fato este evangelho é um terrível veneno para o homem natural.

    Mas não se preocupe. Se você ainda não foi infectado, e teme que isso aconteça com você, existe uma vacina disponível no mercado brasileiro, Mundial e até mesmo Universal. É a vacina evangélica, ou gospel, como alguns a chamam.

    Essa poderosa vacina, como todas as outras, é produzida do próprio veneno. Normalmente o manipulador, extrai o verdadeiro evangelho de sua fonte, retira suas propriedades principais e mais nocivas, deixando apenas uma aguazinha com poucos efeitos colaterais. O individuo apresenta alguns sinais, de que foi vacinado, mas nada que faça efeito real. Ele adquire um linguajar parecido com o dos infectados. Adquire também algumas práticas parecidas. Diferentemente porém, os vacinados, não enfrentam os mesmos problemas dos infectados. Ele são queridos por todos. Não fazem diferença no meio onde estão. E o que é melhor, não precisam mudar nenhuma de suas atitudes. Seus desejos continuam intactos e sua consciência não pesa. O coração também não dói, nem bate mais apressado quando cometem os mesmos erros de sempre.

    A melhor parte dessa vacina, é que o individuo fica realmente imune ao veneno original. Os vacinados não podem jamais serem contaminados. Eles são resistentes. Mesmo diante da insistência dos indivíduos infectados em transmitir o veneno e seus efeitos afirmando que tal veneno produz vida e não morte, os vacinados são capazes de resistir. Afinal de contas eles podem desfrutar de parte dele em si, sem precisar sofrer os efeitos terríveis que ele produz.

    Portanto se você não quer ser infectado fique longe de igrejas verdadeiras e de blogs como este. Caso você já foi infectado, como eu, não se deixe levar pelas promessas dessa vacina. Ela não podem resolver nosso “problema”.

    Marcelo Batista Dias.

    Bíblia On Line