segunda-feira, 30 de março de 2009

Rumo à Cruz

“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Esta passagem está registrada em Mateus 16:15-16. Aqui neste momento temos o divisor de águas do ministério de Cristo. Antes deste momento Jesus era conhecido de muitas maneiras: profeta, João Batista, Jeremias... Mas agora Jesus é reconhecido por Pedro e seus demais discípulos como o “Cristo”. A partir daquele momento Jesus passou então a anunciar a seus discípulos, aquilo que deveria acontecer com ele, o Cristo. Ele deveria morrer! Daquele momento em diante Jesus começou sua jornada em direção ao cumprimento final de sua missão: a Cruz.

Estamos nos aproximando da Páscoa e não podemos nos esquecer do motivo pelo qual Jesus Cristo veio ao mundo: A CRUZ! Sua morte não foi um acidente. Ele estava tão consciente do que faria que não se rendeu diante das propostas de desviá-lo da cruz. A cruz é a razão da nossa existência. Não podemos esquecer dela. Jesus precisava da cruz. Sem ela, ele não cumpriria a vontade do Pai. Sem ela nós não podemos chegar ao Pai.

Infelizmente a realidade cruz incomoda muita gente. Muitos de nós não gostamos da ouvir falar de cruz. A cruz significa autonegação. Significa morrer para nossos desejos mais profundos. Significa o fim do eu. Por isso muitos não suportam a idéia de ter que carregar uma cruz. Na verdade a maioria das pessoas que hoje procuram uma igreja, querem Deus, mas não querem a cruz.

O problema é que sem cruz não se tem acesso a Deus. Sem cruz não existe vida. Sem cruz não existe paz. Sem cruz não existe salvação. Sem a cruz de Cristo o homem está definitivamente perdido.

Eu quero te perguntar: Você tem uma cruz sobre suas costas? Não estou falando de um problema, ou de uma dificuldade qualquer que você acha que é sua cruz. Estou falando da Cruz de Cristo. Você já a tomou pra si? Já abriu mão de si mesmo? Já morreu para o mundo?

Mais uma pergunta: Você sente paz em seu coração? Se sua resposta for não, então você precisa urgentemente de uma cruz. Sem ela você jamais vai chegar bem ao final da sua jornada.

Que Deus nos abençoe e te dê o privilégio da Cruz.
Marcelo Batista Dias

Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 29/03/09

quinta-feira, 26 de março de 2009

Quem é Jesus pra você?

Para Adão ele seria seu redentor (Gn 3.15). Para Abraão ele era seu melhor amigo (2Cr 20.7). Para Jacó, aquele que estava o tempo todo junto dele (Gn 28.16). Para Moisés, o libertador (Ex 15.1). Para Davi, o Senhor de sua vontade (At 13.22). Para Daniel, aquele que fechou a boca dos Leões (Dn 6.22). Para Sadraque, Mesaque, e Abede-Nego, o melhor companheiro em meio ao fogo das provações (Dn 3. 23,24). Para João Batista, o “cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1.29). Para Pedro, o “Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Para Paulo, a razão de sua existência (Fp 1.21). Para o apóstolo João, “o Alfa e o Omega... Aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1.8).

Certamente nos faltaria espaço e tempo para relacionar aqui tudo o que é dito a respeito de Cristo nas Escrituras. Mas o que me interessa mesmo e levar você a pensar sobre quem é Jesus pra você. Esses grandes homens de Deus expressaram em suas palavras e em suas vidas o que Jesus representava para eles. Resumindo, podemos dizer que Jesus era o mais importante de suas vidas. Por Jesus estes homens deram suas vidas. Por Jesus eles aceitaram a dor, o sofrimento, a prisão, o descaso, a rejeição, a humilhação, e por fim a morte. Os que viveram no passado do Antigo Testamento, o fizeram apenas por fé e esperança, os do Novo Testamento o fizeram por que conviveram com ele.

Pense na pessoa mais importante de sua vida. Seu pai, sua mãe, seus filhos, netos. Se alguma coisa acontecesse a qualquer uma dessas pessoas e por ventura você os perdesse para sempre, certamente sentiria uma dor profunda, quase insuportável. Mas e se você perdesse Jesus? Se depois de uma vida inteira de prática religiosa, freqüentando uma igreja e sendo um bom cristão, você chegasse diante dele e o ouvisse lhe dizer: “Nunca te conheci, apartai-vos de mim (Mt 7.23)”? O que você faria? O que você sentiria? Já parou pra pensar nisso?

Jesus nos disse que aquele que sentisse vergonha dele diante do mundo, seria envergonhado diante do Pai. Portanto se Jesus não é pessoa mais importante de sua vida, se você tem vergonha de dizer por aí que ele é seu Senhor, é bom se preparar pra passar a eternidade inteira longe dele. Será terrível para aqueles que assim o fizerem.

Jesus precisa ser o centro de sua vida. Jesus é a melhor companhia que alguém pode ter. A presença de Jesus é suave. É doce. Jesus nos conforta, nos motiva. Não corra o risco de perder Jesus para sempre. Não brinque de ser crente. Seja fiel ao Senhor Jesus. Ame-o profundamente. Conheça-o mais e mais através de Sua Palavra. Deixe-o tomar conta de toda sua vontade e você vai como é viver de verdade.

Deus nos abençoe a todos.

Marcelo Batista Dias.

Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 22/03/09

segunda-feira, 16 de março de 2009

Posso ou não posso?



Em I Co 10.23, o apóstolo Paulo faz a seguinte afirmação: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”. Ele diz lá que todas as coisas nos são permitidas, ou seja, para o crente nada é proibido. Contudo ele fala também que nem todas são convenientes, ou seja, nem todas são apropriadas para nós.

Mas como saber o eu devo ou não devo fazer? Como posso saber o que é apropriado ou não para mim que sou crente? Paulo responde essas perguntas com o verso 31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. Essa frase de Paulo é uma conclusão ao que ele começa falando no versículo 23. A única maneira de saber se uma coisa pode ou não ser feita por nós, é perguntando primeiro: o que eu estou fazendo glorifica a Deus? Segundo Paulo, nosso objetivo central de vida é glorificar a Deus. Paulo vai mais fundo ainda. Ele diz que tudo na nossa vida deve ser feito para glorificar a Deus.

João Calvino diz que “Paulo nos ensina que não há parte alguma de nossa vida ou conduta, por mais insignificante que seja, que não esteja relacionado com a glória de Deus”. É por isso que devemos nos esforçar ao máximo para promovê-la. Seja o que for que você faça, até mesmo sua forma de comer ou beber, deve mostrar para as pessoas ao seu redor que você serve a um Deus glorioso.

Sinceramente eu espero que todos nós entendamos que o nosso objetivo principal de vida aqui neste mundo é glorificar a Deus. É mostrar para as pessoas ao nosso redor que servimos a um Deus vivo e verdadeiro. Que nosso Deus não é apenas um Deus que serve para dar boa vida para as pessoas. Que nossos vizinhos e amigos possam ter desejo de conhecer a Deus através de nossas vidas. Que eles possam nos olhar e ver em nós um povo que ama a Deus acima de tudo. Um povo que serve a Deus com alegria. Um povo cristão de verdade, como a Bíblia diz que deve ser.

As perguntas que eu quero deixar são: Será que Deus tem sido glorificado nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia? Na escola, no trabalho, na família ou em qualquer lugar, Deus tem sido glorificado através de mim? As pessoas sabem que sou crente de verdade ou me acham apenas mais um “evangélico”? Glorifique a Deus em tudo!

Deus abençoe e tenha misericórdia de todos nós.
Marcelo Batista Dias

Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 15/03/09

quinta-feira, 12 de março de 2009

Se Jesus votasse assim...

Meus amados,

Gostaria de comunicar-lhes com muita alegria que voltarei neste próximo sábado às 16hs para buscá-los, a fim de passarem a eternidade conosco nos céus. Conto com a presença de todos vcs.

Abraços,
Jesus Cristo.

Aconteceria + ou – assim...

“Senhor, sinto lhe informar que neste sábado tenho um treinamento muito importante na empresa e não poderei comparecer. Espero que seja um retorno abençoado para Senhor e para todos que lá estiverem.”

“Ae ñ vou poder aparecer vlw ... depois a gente v qualé... Paz...”

“Senhor, neste sábado tem programação dos jovens. Preciso confirmar o horário com a diretoria pra não dar choque de programação. Abraços.”

“Fala sério 16 hs é hora da pelada... dá pra ser no domingo de tarde não?... v aí e me fala depois. Té mais.”

“Seria ótimo poder estar com o Senhor, mas estarei de viagem com minha família. Os meninos estão ansiosos para ir pra praia (o Senhor conhece as crianças...) Na próxima pode contar comigo.”

Meses depois...

“Senhor me desculpe por não ter respondido a msg, mas to naquela correria de sempre (o senhor sabe como é né...) não tive tempo de abrir meu e-mail. Se ainda der tempo tô nessa aí. Abrçs.”

Se Jesus voltasse assim, das duas uma: ou voltaria pra trás sozinho, ou teria que formar uma comissão e estudar uma maneira de voltar e levar todo mundo aos poucos...

Ainda bem que: “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”(Mt. 24.36).

Ainda bem?...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Pensadores e Pensamentos

Apologética:
“Diante de velhos inimigos, precisamos redescobrir as antigas armas que o venceram: As verdades eternas da Palavra de Deus.” Gladson Cunha: Seitas e Heresias; Revista Nossa Fé; São Paulo; 2008: Cultura Cristã; p. 52.

Ecologia:
“O valor das coisas não está nelas próprias autonomamente, mas reside no fato de que Deus as fez e, portanto, são dignas de ser tratadas com todo o respeito.” Francis Shaeffer – Poluição e Morte do Homem: Um perspectiva cristã da Ecologia; Juerp 1986, p. 27.

Dinheiro:
“O homem mais pobre que conheço é aquele que não tem nada mais do que dinheiro.”
John D. Rockefeller – Extraído de www.monergismo.com

Vida Cristã:
“Nada é mais perigoso do nos juntarmos aos ímpios”. João Calvino (Fonte: monergismo.com).

Missões:
“A causa de Deus nunca corre perigo; o que ele começou na alma ou no mundo, levará até o fim.” B. B. Warfield (Fonte: monergismo.com)

Pecado:
“Muitíssimas pessoas estão prontas para culpar o diabo por seus pecados, quando a verdade é que eles não precisam de nenhuma ajuda para cometer tais pecados, apenas uma desculpa”. R J Rushdoony (Fonte: monergismo.com)

Pensar:
“Deus promete guiar-nos, mas não para livrar-nos da responsabilidade de pensar.” John Stott (Fonte: monergismo.com)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Fracasso do Sucesso

O pastor Caio Fábio escreveu há vários anos atrás um livro chamado "Jonas, o sucesso do fracasso". Nele Caio mostra como Jonas, um pastor terrívelmente frustrado com seu chamado ministerial de pregar em Nínive se tornou um pregador imbatível levando mais de 120 mil pessoas à conversão em um dia de pregação. O sucesso ministerial de Jonas no entanto foi seu fracasso pessoal. Ele viu seus inimigos serem salvos e isso lhe doeu muito. Para si mesmo ele havia fracassado.

Em nossos dias vemos algo contrário acontecer. O sucesso pessoal de alguns pastores tem sido um dos motivos do "fracasso" da igreja.

A igreja tem fracassado centralizando seus pastores e tornando-os homens infalíveis. Isso mesmo, é culpa da igreja. Ao aceitar os chamados "ungidões" a igreja substitui a Palavra de Deus pelo palavrório falso de lobos em pele de cordeiro. Não ha exame da Palavra. Nem de longe nos parecemos com os bereianos e olha que eles estavam ouvindo ninguém menos que o apóstolo Paulo.

Por falar em Paulo, é bom lembrarmos que sua "fama" só apareceu após sua morte. Paulo não arrastava multidões para os estádios. Ele não fazia merchandising de imobiliárias em seus sermões. Ele também não andava em bigas de luxo para se transportar de uma cidade a outra. O contrário dos “apóstolos” de nossos dias que possuem haras, mansões de alto luxo, empresas e mais empresas, sem falar nos carrões importados e casas no exterior.

Pelo visto pobrezinho mesmo é só Jesus que nasceu em Belém, porque seus “apóstolos”, ou clérigos evangélicos, como queiram, são muito abastados...

Que Sucesso!!!!!

Que fracasso......

Marcelo Batista Dias

sábado, 24 de janeiro de 2009

Igrejeiros e os "Quintos"

Muitos tem deixado esse mundo sem a menor convicção do que esperam por eles do outro lado da existência. Alguns iludidos acham que vão entrar no gozo do Senhor. O mesmo Senhor que por eles tem sido relegado a planos secundários. O fato concreto e frio é que Deus não faz parte das cogitações cotidianas de muitos “igrejeiros”. E fico pasmado com a falsa esperança que agasalham em seus corações e mentes. Acham mesmo que no final tudo terminará bem. A impressão é que basta apenas ser “religioso”. Não há o menor interesse num envolvimento mais profundo com as questões da fé. Submeter suas vidas ao domínio de Deus é tudo que não cogitam em seus corações. Só um envolvimento superficial é suficiente. Essa postura gera um cristianismo falso e hipócrita. E hipocrisia foi condenada e combatida com veemência pelo Senhor Jesus Cristo.

Nesse contexto é pertinente reaquecer a memória com uma realidade dura e quase sempre tratada com desprezo pela maioria dos humanos. Um fato tão terrível que dado a sua gravidade, Jesus gastou parte considerável de seu tempo falando e advertindo sobre ele. Muitos o evitam e não gostam nem de ouvir o seu nome. Estou falando do destino final dos impenitentes. Sim, quero lembrar-lhes do inferno. Esse lugar de tormento que será a casa definitiva de multidões. E dentre essa multidão, muitos “igrejeiros”. Gente que prefere brincar com coisa séria. Infelizmente muitos “igrejeiros” serão lançados nos “quintos do inferno”.

O inferno não é uma ficção científica. Não é invenção de velhas caducas. Ele existe. E nele não há nenhuma percepção da presença e da bênção de Deus. Muitos chegam a dizer que o “inferno” é aqui mesmo. Grande ilusão. Esse mundo com todas suas peculiaridades e maldade dos homens não se compara ao inferno. Nem de longe toca essa realidade dura que só de pensar já produz grande sofrimento. E o pior, é um lugar sem promoção ou escape. Entrou lá, acabou. Jamais sairá de lá. É só sofrimento e angústia por toda a eternidade.

A única possibilidade de escape é do “lado de cá” dessa vida. Somente os que se curvarem, arrependidos de seus pecados e renderem-se completamente ao Senhor Jesus. Não há salvação fora do sacrifício de Jesus. Sim, Jesus é o único caminho que nos conduz ao céu e a verdadeira felicidade. Somente os convertidos a Cristo, os que nasceram de novo, escaparão do justo juízo de Deus. Os que tem apenas o rótulo de cristãos não escaparão. Serão condenados inapelavelmente.

Qual é o seu caso? Já possui vida em si mesmo? A vida eterna que só possui os verdadeiros crentes em Jesus? Pense, pense no inferno e fuja dele. Viva como alguém que escapou da maior de todas as tragédias. Isso implica numa vida que evidencia prazer em servir ao Deus vivo e verdadeiro. Uma vida que glorifica a Deus por todos os meios e modos. É essa a verdadeira expressão da felicidade: glorificar a Deus e desfrutar da alegria nEle, por Ele e para Ele.

Vamos viver assim, seguros e confiantes na Graça excelsa de Nosso Senhor Jesus Cristo e jamais sofreremos da desilusão eterna. Pare e medite seriamente nesta questão. Não dê descanso a sua alma enquanto não chegar a plena certeza de que jamais conhecerá o inferno. Procure em sua vida as evidências da nova vida em Cristo e assim viverá plenamente seguro do que o Espera do “lado de lá da vida”. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre dos “quintos”. Amém!

Rev. Domingos da Silva Dias
Pastor da 5ª IPBH.
(Texto publicado no boletim da igreja em 25/01/09)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Retrospectiva 2008 - Vc tem dúvidas?

Hoje eu estava dando uma olhada em meus arquivos e encontrei algumas meditações em Mateus que estava postando regularmente para a Mocidade da 5a IPBH. Entre elas encontrei uma que falou muito ao meu coração e continua falando ainda hoje. Espero do fundo do meu coração que ela fale também ao seu. Deus Abençõe.

Mateus cap. 11

Quem nunca teve duvidas? Alguém disse certa vez q o principio da fé é a duvida. Para crer definitivamente em algo, é necessario primeiro q tenha havido duvida.

João Batista teve duvidas. Depois de ter batizado Jesus; ver o Espirito Santo descer sobre Ele; ouvir a voz de Deus dizer:"Este é meu filho amado";depois de ele mesmo dizer varias vezes:"Eis o cordeiro de Deus!"; João Batista teve duvidas a respeito de Cristo.

João Batista estava preso. Em meio às tribulações, é muito facil ter duvidas, ainda que voce seja um heroi da fé. É por isso que é importante o que Jesus ensina neste capítulo:

1º)A fé não se baseia em sentimentos, mas em fatos. Qndo os discipulos de João, vem trazer a duvida deste ao mestre, o que Jesus faz? Ele faz milagres em grande numero e prega o evangelho. Depois Ele diz:"Vão lá falar pra João o q vcs viram!" Jesus mostra o seu poder, e faz aquilo p/ o qual Ele veio ao mundo, p/ mostrar p/ João que ele devia ficar descansado, pois quem estava no controle era o Filho de Deus mesmo, em pessoa. Aquilo era um fato q ñ podia ser negado.

2º)Duvidar não leva ninguem a perder a salvação. João Batista duvidou feio, mas nem por isso deixou de ser o grande homem que foi. Suas duvidas, não o desabilitaram a ser um profeta de Deus. Pelo contrario, Jesus diz q João era o maior de todos os homens na terra. O que leva a destruição e ruina completa, não é a duvida, é a incredulidade, como aconteceu com as cidades as quais Jesus se refere do vers.20-24. Esta sim derruba qualquer um.

3º)As grandes coisas de Deus, estão reservadas p/ os pequenos e falhos homens. Deus odeia a soberba e os soberbos. Deus ñ chamou muitos sabios segundo a carne, pelo contrario, Ele escolheu as coisas fracas p/ envergonhar as fortes (I Co 2.26-29). Se é assim, não é de admirar que tenhamos duvidas. Somos fracos e incapazes de crer por nós mesmos. Isto nos leva a depender mais do Senhor, o que é muito positivo.

Jesus termina seu discurso com o famoso "vinde a mim". Ele mostra que se nós estamos em duvida ou fracos por causa das lutas e tribulações devemos ir até Ele. Não importa qual seja nossa situação.

Tem duvidas? Vem p/ Jesus. Tá cansado e sobrecarregado? Vem pra Jesus. Tá se sentindo fraco? Vem pra Jesus. Ele é o verdadeiro Deus. Disto ñ há duvidas. É fato. Só Ele pode nos consolar e salvar.

Marcelo Batista Dias

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Vejo o Tempo




Vejo o tempo se fechar, se aproximar a escuridão
Resultado senão de mim, Solidão.
É quase um parto, uma dor sem explicação.
Viver assim, é andar sem direção.

Vejo o tempo correr, passar sem hesitar;
Já não há palavras, não há como evitar.
Um sentir sem se tocar, um ver sem enxergar;
Um comer sem fartar, um viver sem respirar.

Vejo o tempo parar, parar quase sem tempo;
De mim foi-se o contentamento;
Na alma o esfriamento,
Do coração derretimento.

Vejo o tempo do tempo se acabar.
Já não posso, e nem consigo mais esperar,
Que este tempo do tempo que se finda,
Traga de volta a Luz que brilhava em meu olhar.

Vejo o tempo, dessa vez com muito tempo.
Olho, e olho sem parar,
Para o tempo, que em tempo,
De fechado começa a melhorar.

Vejo o tempo pelo vento se abrir,
E ainda que outrora não pudesse ver,
O que se mostra neste tempo,
É o Tempo que nunca deixou de existir.

Marcelo Batista Dias

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O Natal de Miquéias

"Ai de mim! porque estou feito como as colheitas de frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja,
Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede.
As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
Eu, porém, olharei para o SENHOR; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá."


Não, isso não foi escrito em nossos dias. Foi escrito ha mais de 2500 anos. Quando o profeta Miquéias escreveu isso (Mq 7.1-7), sua sociedade estava profundamente corrompida. Não havia como encontrar esperança em seu mundo. No entanto, ao invés de olhar para as circunstancias tão desesperadoras ele coloca suas esperanças, seus anseios e toda sua expectativa, no Deus supremo que não pode mentir nem mudar, o YAWEH, o Deus verdadeiro que iria providenciar a salvação para seu povo.

Mais de 500 anos mais tarde, sua esperança se cumpriu:"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade"(Mq 5.2). Este é Jesus, nosso Senhor e Salvador.

O mais interessante disso tudo é que a sociedade de nossos dias continua a mesma de Miquéias. Isso porque, para a grande maioria da humanidade, Jesus é apenas o pobrezinho de Belém, o homem de Nazaré, o cara-la-de-cima, o guru, o sábio, o racional superior... e por aí vai.

Mas para Miquéias e para aqueles "que o receberam" porém, Ele é aquele "que era, que é e que há de ser", o "alfa e ômega", o "Principe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Pai da Eternidade, Deus Forte", o "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo", o "Filho do Homem", o "Salvador", o "Senhor", A "Palavra", o "Caminho a Verdade e a Vida", o YAWEH.

Natal é a lembrança do nascimento da nossa Esperança. Natal é a convicção de que não obstante este mundo tão perdido em que vivemos, somos herdeiros da promessa e somos "feitos filhos de Deus" em Cristo Jesus.

O Natal de Miquéias aconteceu apenas em seu coração. Miquéias tinha seus olhos firmados no futuro, nós devemos voltar nossos olhos para o passado. Miquéias morreu sem ver sua Esperança, nós nascemos em meio a Sua vinda. Nossa Esperança está cumprida, o que nos resta é só aguardar o dia em que veremos "face a face e então conhecerei como também sou conhecido".

Celebre intensamente esta data. O nosso Salvador veio ao mundo e pagou nossa dívida. Cristo Jesus, Rei dos Reis, se fez homem para que a nós homens (e mulheres), fosse dado viver eternamente.

Feliz Natal a Todos!!!!
Marcelo Batista Dias.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Assim DEVIA CAMINHAR a humanidade



Não consigo entender como é possível ser tão difícil para o povo evangélico de nossos dias entender qual deve ser sua postura diante de Deus.

A Bíblia é mais que clara em afirmar que devemos sempre nos prostrar, nos humilhar, nos submeter à soberania suprema de Deus. Mas do que isso, ela afirma que o único modo de crescermos é nos humilhando.

Paulo é claro em mostrar que seu poder estava na fraqueza. Em grego ele está dizendo que sempre que se enfraquece, adoece, ele se fortalece. A doença e fraqueza de Paulo não eram as tribulações ou lutas ministeriais, mas o espinho da carne colocado para que ele não se exaltasse com as visões que Deus lhe deu. Sua fraqueza era sua humilhação diante da graça suficiente de Deus. Só aí ele se fortalecia. Quando se conscientizava de que somente a graça de Deus lhe era suficiente.

Maior que Paulo porém é o Senhor Jesus. Que exemplo maior de humilhação podemos ter? O Deus unico, vivo e verdadeiro criador, se rebaixando a nivel de criatura. O onipotente se fez dependente. O onipresente se limitou a um ministério de 150 km de raio.

Ele próprio se fez fraqueza, dor e humilhação. Não para que seus "profetas" enchesse seus ventres de riquezas. Enchessem sua medida de usura. Se exaltassem acima de todos e se fora possível até do próprio Deus.

A Algun tempo ouvi um relato que ocorreu na idade média. Conta-se que um sacerdote católico contava as riquezas diante de um jovem aprendiz e lhe dizia: "Veja filho agora Pedro não pode mais dizer 'não tenho prata nem ouro'"; ao que o jovem lhe respondeu "Mas também não pode dizer 'levanta e anda'.

A igreja evangélica, digo a institucionalizada e não a verdadeira, não pode mais dizer que não possui recursos para a "obra", mas infelizmente é incapaz de oferecer ao povo sedento e espiritualmente miserável do nosso país, a única solução para sua decadência - Jesus Cristo.

É hora de seguirmos a recomendação de Tiago:

"Tiago 4:7-10 - Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará."

Se o povo de Deus reconhecer e praticar esta verdade, com certeza sairá desse processo de involução onde o ego é o centro e DEUS é só mais um para acariciá-lo.

Se isso acontecer, com certeza a humanidade vai caminhar e evoluir da maneira correta.

No Soberano, Supremo, Santo e Tremendo Deus.
Marcelo Batista Dias

domingo, 30 de novembro de 2008

O Natal que precisamos recordar

Estamos chegando. As luzes piscando por toda a cidade, os Shoppings Centers belissimamente enfeitados, lojas cheias, décimo terceiro no bolso, tudo pronto para as festas, para as celebrações de Natal. Mas o que se comemora tão calorosamente no natal? Se for natal quem nasceu? Muitos ou talvez a maioria das pessoas nem sabem o que estão celebrando. Para alguns é o espírito do natal, este momento de alegria de reunir a família, um delicioso jantar. Para outros é mais uma excelente oportunidade de negócios. Ainda há alguns que pensam que este é o dia do Papai Noel. E há aqueles para os quais é somente mais um feriado para encher a cara a aproveitar ao máximo em festas repletas de orgias.

Ao mesmo tempo em que cômico é preocupante um caso verídico que um amigo compartilhou comigo a alguns dias. Ele estava em um shopping subindo pela escada rolante quando ouviu duas pessoas criticando as musicas de natal que estavam saindo pelos alto-falantes. Uma delas disse “Como é que pode, até no natal esse povo fica falando desse Jesus.” Isto retrata toda a discrepância que há entre o que o natal realmente representa e o que a maioria das pessoas pensa que é.

O livro de Isaías é o livro profético mais abundante em profecias a respeito do messias, do cristo, do salvador que haveria de vir ao mundo. Ele aponta não só para a vinda mas também para todo o ministério e vida deste que haveria de salvar o mundo dos seus pecados.

O nascimento de Jesus é o nascimento do messias redentor da humanidade e este grande evento possui 2 faces apresentadas nos textos lidos.

1º) O Nascimento do Rei dos Reis: 9.6

Este texto sucede uma serie de profecias contra Israel, o reino do norte e contra Judá, o reino do sul. E após uma palavra dura para Israel veio uma palavra de conforto no vrs. 1 apontado para o nascimento de um grande rei que mudaria a historia do povo. O nome deste rei está descrito no vrs. 6 e possui características de muito conforto:

a) Maravilhoso Conselheiro: Aquele que sempre está e sempre estará pronto para guiar o povo no caminho certo. Ele possui uma sabedoria ímpar e tem conselhos maravilhosos.
b) Deus Forte: Ele não é um simples homem, é o verdadeiro e poderoso Deus que tem domínio sobre tudo, que vence todos os inimigos e sempre sustentará seu povo.
c) Pai da Eternidade: O conceito original é de alguém que não um simples rei, ele é um pai que ama, cuida, zela e o melhor de tudo, sua paternidade é eterna não tem fim, ele nunca morrerá nem desamparará seu povo.
d) Príncipe da Paz: Seu governo será sempre repleto de paz, ele se empenhará por ela e a dará a seu povo, uma paz duradoura e real.

Que menino precioso! Que Rei grandioso! O nascimento de Cristo é o nascimento deste Grandioso Rei. Um Rei que supre todas as nossas necessidades. Quem não precisa de orientação segura; quem não quer ter alguém em quem realmente pode confiar; quem não quer ter um pai amoroso e que nunca vai morrer; quem não necessita de paz, paz verdadeira? Todos nós precisamos. Todos queremos.
Contudo ainda existe uma outra face deste maravilhoso evento. Jesus não nasceu por nascer ele nasceu com um objetivo e este objetivo precisa ser lembrado também neste dia.

2º) O Rei que Nasceu para Morrer.53.1-12

Isaias apresenta neste texto uma outra face do nascimento deste Rei. Ele não nasceu em uma família real. Ele nem nasceu em um lugar digno. Este Rei nasceu pobre, em um curral, deitado em cocho, uma tabua de colocar sal para bois.
Isaias mostra também que este Rei não nasceu para sentar num trono muito pelo contrario, o lugar mais alto que ele teve foi uma cruz no alto de um monte chamado Morro da Caveira, é isso que quer dizer Gólgota.
Ele não era belo, não tinha porte, não era como Saul, alto forte de boa aparência, não. Era como “raiz duma terra seca”. Nada nele atrairia atenção a não ser pelo horror do seu sofrimento. Era desprezado, humilhado e seu futuro era ser condenado como um ladrão. Que prazer há em um Rei assim.
Esta realidade não combina com nosso natal, cheio de pompa, de fartura, de luxo, de belas canções e de sorrisos muitas vezes falsos, que não duram 24 horas, passa o natal e continuamos os mesmos sem nenhuma mudança de atitude, nada que nos faça melhorar.

Todo o sofrimento deste Rei tem uma causa, eu e você. Foi por nós que Ele amargou tudo isto. Foi por nossa causa que Deus se agradou em moê-lo. Por nós ele morreu como um bandido e foi sepultado como rico.
Todo este sofrimento porem não foi em vão. Este penoso trabalho rendeu-lhe frutos. Nós somos fruto deste trabalho.

Conclusão:

Em que nossas festas se comparam a esta realidade? Será que sabemos mesmo o que estamos comemorando? Será que conseguimos expressar essas duas faces do natal em nossas vidas?

Precisamos entender que o sentido de celebrarmos esta data não é só o nascimento de Jesus, mas é também o motivo de seu nascimento: a nossa Salvação.
Grande Luz nos resplandeceu em meio às trevas. Vamos fazer jus ao que esta Luz fez por nós.
Deus nos Abençoe.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O Fazendeiro, o Boi e os Herdeiros

Como é grande o descaso do chamado povo de Deus no relacionamento com o seu Deus. Fico impressionado como somos capazes de rejeitá-lo. Trocamos Deus por qualquer coisa, por qualquer momento e ainda exigimos dEle que nos faça tudo quanto desejamos. Deus não é nossa preferência. Nossa preferência é nossa própria pessoa. E nesta atitude nos rebelamos contra Deus e não buscamos conhecê-lo.

No capítulo 1.2 e 3, Isaías retrata isso em um desabafo do próprio Deus – o Fazendeiro.

Nós somos os herdeiros. Somos o pior tipo. Não queremos nada com o Fazendeiro. Tudo que queremos é o status que Ele pode nos conceder. Somos interesseiros, rebeldes e ingratos. Fomos engrandecidos pelo Fazendeiro que nos criou e nos elevou ao patamar de herdeiros. Quando éramos indigentes errantes por esta grande Fazenda, procurávamos fazer alguma coisa para merecer o favor do Fazendeiro. Mas este apenas por sua misericórdia e bondade, sabendo que nada poderíamos fazer, nos concedeu gratuitamente a honra de filhos, herdeiros junto com o Primogênito. No entanto nos levantamos contra Ele. Nosso erro? O descaso. Não queremos conhecer o Fazendeiro. Não precisamos mais dele, já temos posse de suas riquezas. Somos herdeiros! Não precisamos de nos relacionar com Ele. Somos independentes e auto-suficientes.

Diferente do boi que conhece o Fazendeiro. Ele não pode falar. Não pode nem se quer agradecer pelo cuidado deste. No entanto ele O conhece. Conhece por dependência. Sabe que sem o cuidado do Fazendeiro pode perecer. Sabe por instinto, que, diga-se de passagem, nossa racionalidade nos tirou, que não pode sustentar-se por si só. O Fazendeiro é quem determina a hora de ir pro pasto e é Ele quem diz se deve ou não permanecer lá. É também o Fazendeiro quem decide a hora de por ou tirar o jugo. A hora de trabalhar e a hora de descansar. Para o boi, a Fazendeiro é Soberano.
É interessante isso. Quando criança ia para roça passear. Na casa de um dos meus tios era notável o relacionamento com os animais. Cada boi ou vaca tinha o seu nome e cada um atendia por este quando chamado. É claro que o rebanho era pequeno, mas isso comprova que até mesmo o boi é capaz de reconhecer o seu possuidor.

Já nós os herdeiros não o fazemos. A voz do Fazendeiro nos incomoda. Não conseguimos mais ouvi-la diretamente. Por isso nos cercamos de ‘meninos de recado’ que pudessem transmitir as mensagens do Fazendeiro de modo agradável aos nossos ouvidos. Determinamo-lhe que apenas atenda nossas reivindicações sem questionar. Invertemos os papéis. Assumimos, ou pelo menos pensamos isso, que somos nós quem manda nesta grande Fazenda.

Contudo o Fazendeiro é mais poderoso. Ele está acima de nós e o fim de toda esta história é trágico para os herdeiros. No final o Fazendeiro sempre sobressai. Quer por reconhecimento dos herdeiros, quer pela submissão e serviço dos bois.

A conclusão é que de herdeiros passamos a menos que bois por nossa própria irracionalidade.

O Fazendeiro clama e continuará clamando para que nos arrependamos e deixemos nossa soberba irracional e como humildes servos nos prostremos ante seus pés.

Que o Fazendeiro tenha misericórdia de nós e preserve mais uma vez o toco, a santa semente.

Para honra e glória do Fazendeiro!!!
Marcelo Batista Dias

sábado, 22 de novembro de 2008

Uma Vida Boa ou Uma Vida Relevante?

Ser bem-sucedido não está ligado a viver uma vida boa,
mas em viver uma vida que seja relevante.

Texto:
Colossenses 1:13–2:1

Qual é a marca do verdadeiro sucesso? Mais do que apenas ter ou fazer coisas, sucesso pode ser definido como “viver uma vida relevante”. Quer dizer que uma vida bem-sucedida faz diferença nas vidas à sua volta, causando nelas um impacto positivo, e continua a beneficiar outros mesmo nas gerações seguintes. Desta maneira, para se ter sucesso não é preciso tornar-se uma celebridade, nem ser rico, mas há três coisas que a Bíblia diz que você deve estar pronto para fazer. Nos primeiros versos de Colossenses, Paulo discute estas três atitudes, e como elas fizeram dele a pessoa que ele era. Nestas atitudes vemos um mapa para se alcançar o sucesso. Se as aplicarmos ao nosso trabalho, ministério, casamento, filhos, sonhos, metas ou qualquer outra coisa, seremos bem-sucedidos.

1º Princípio: Para ser bem-sucedido, precisamos estar prontos para sofrer. V. 24

Quando Paulo faz referência a “o que resta das aflições de Cristo” (v. 24), ele não está dizendo que a morte de Cristo na cruz não foi o suficiente para nossa salvação. Ele está dizendo que todos os que querem viver uma vida piedosa irão sofrer (veja 1 Pedro 4:1); ao sofrermos, nos unimos a Cristo. Paulo está mencionando sua própria experiência de sofrer como Cristo no seu dia-a-dia.
O fato é, muitas pessoas acabam sucumbindo diante do preço de se ter uma vida bem-sucedida e relevante. Para isto, deve-se perseverar, enfrentar crítica, trabalhar duro. Devemos estar prontos para ir além do esperado de nós. Devemos estar prontos para sofrer.
[P] Leia novamente Colossenses 1:15–23. O que estes versos lhe dizem a respeito de Cristo? Enumere tantas características quantas puder. O que o fato de você saber estar coisas a respeito de Cristo o ajuda a encarar o sofrimento?

2º Princípio: Para ser bem-sucedido, precisamos estar prontos para servir. V. 26-28

Paulo foi, sem dúvida, o mais significante líder da igreja do 1º século. Mas ele liderava as pessoas através do serviço, doando sua vida a elas, enfrentando dificuldade por elas, e se sacrificando a seu favor. Ele dedicou sua vida a ensinar a Palavra de Deus, falando às pessoas acerca de Jesus, e mostrando-as como crescer como cristãos. Releia os versos 26-28. Paulo entendeu este importante princípio: sucesso não é uma vida de privilégios, mas uma vida de serviço.
Você só poderá viver uma vida de serviço se estiver comprometido em amar o próximo. Um cristão que ama as pessoas dedica sua vida a servi-las; e esta atitude a leva a uma caminhada bem-sucedida. Aquele que não ama as pessoas gasta sua vida usando os outros; e esta atitude a leva ao completo fracasso. Se você quer ser bem-sucedido, deve estar disposto a servir.
[P] De que maneiras somos chamados a servir da maneira de Paulo, no verso 28? Cite algumas formas práticas.

3º Princípio: Para ser bem-sucedido, precisamos estar prontos para lutar. V.29-2.1

A luta de Paulo era para conduzir as pessoas a um relacionamento transformador com Jesus, e ele havia riscado a palavra desistência de seu dicionário.
Sucesso não é fácil. Ele requer trabalho duro – uma vida inteira de compromisso. Quanto mais você é bem-sucedido no que faz, mas tem que lutar. A qualquer hora que vir alguém com uma firma, uma equipe, um ministério, um casamento bem-sucedido, pode ter certeza de que esta pessoa pagou o preço de lutar por aquilo. E, em nosso caso, vale a pena. Nosso alvo não é dinheiro, fama, prestígio ou poder. Nosso objetivo é viver uma vida relevante para o Reino de Deus, com um impacto que dura à eternidade.
[P] Paulo lutou até por aqueles que não o conheceram (2:1). De que maneira deveríamos também agir assim?

Conclusão:

Um vida bem-sucedida está ligada a isto. Não é viver uma tranqüila, mas uma vida relevante. É possível que você consiga passar pela vida sem ter que se esforçar tanto. Você pode se contentar com um trabalho, um casamento, com filhos e até mesmo com uma vida pessoal mediana (medíocre!), mas se quer experimentar o sucesso, deve estar preparado para muito mais. É preciso estar preparado para sofrer, para servir e para lutar. Este é o caminho para uma vida relevante.

Extraído e Resumido do manual de estudos do GCOI - Grupos de Crescimento da 8ª IPBH.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

E o evangelho foi pro espaço!

Você já reparou que a moda agora é o espaço. Como já aconteceu em várias outras ocasiões temos visto na mídia uma crescente propaganda sobre os famosos "et's". Outro dia vi em um jornal um cara que diz falar uma língua de extraterrestres. Era uma língua muito parecida com o que se ouve em várias igrejas por aí.

Mas o que me procupa mesmo é o aparecimento do "espaço evangélico". Vi na televisão o anúncio de um programa de Tv de um pregador muito famoso intitulado "Espaço Vida Vitoriosa". Está havendo uma grande inversão de valores aqui. Enquanto John Wesley afirmava "minha paróquia é o mundo", os "evangelicalistas" de nossos dias criam uma segregação ao preparar esses "espaços" feitos exclusivamente para os evangélicos como se apenas ali é que há vitória.

O "Ide" foi substituído pelo "vinde".

O mais terrível em relação ao tal espaço é que ele se dispõe a ser um espaço onde a vida é vitoriosa. É um lugar muito bonito. Um templo suntuoso, um púlpito enorme, cadeiras extremamente confortáveis. Tudo para que as pessoas se sintam "vitoriosas" naquele espaço. No entanto o ambiente bíblico de vitória é uma cruz. Foi na cruz que, segundo Paulo, Cristo triunfou sobre as potestades (Cl 2.13-15). Como disse um amigo em seu sermão no seminário, "foi no meio da morte que Cristo mostrou ser o autor da vida".

A cruz foi encravada em um espaço para que todos em todo tempo e espaço pudessem ter vitória. A verdadeira vitória transcende as eras e os lugares. A verdadeira vitória não está no conforto. O verdadeiro discipulado exige abnegação e carregar a cruz. A paz de Cristo não representa ausência de tribulação.

"Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos".
2 Timóteo 3:12.

Do jeito que as coisas vão é o evangelho genuíno que está "indo pro espaço". Sendo sufocado pelas expressões vitoriosas de líderes que não estão comprometidos com a cruz mas consigo mesmos.

O evangelho de Cristo que pode trazer a vedadeira vitória está disponivel em todo tempo e lugar, principalmente porque a "Boa Nova" de Deus é Onipresente e não se limita a conceder pseudo-bençãos em espaços gospel espalhados por aí.

Que Deus tenha misericórdia de nós.

Nele, o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim.
Marcelo Batista Dias.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O que você procura em sua vida???


"Cristão deitou a correr na direção que lhe havia sido indicada; mas a mulher e os filhos, ao verem-no fugir, seguiram atrás dele, suplicando que voltasse para casa. Cristão não lhes deu ouvidos, e, continuando a carreira com mais velocidade, gritava em altas vozes: “Vida, vida, vida eterna!” (Lucas 14:26). E, sem olhar para trás (Gên. 19:17; II Coríntios 4:18),continuou até ao meio da planície. Acudiram também os seus vizinhos (Jeremias 20:10).

Uns zombavam dele, outros ameaçavam-no, e outros ainda gritavam-lhe que voltasse. Entre estes últimos havia dois que estavam resolvidos a ir agarrá-lo e trazê-lo
à força para casa. Chamavam-se Obstinado e Flexível. Apesar da considerável distância a que se achava o fugitivo, os dois vizinhos, redobrando esforços,conseguiram alcançá-lo.

– Que pretendeis de mim? Perguntou-lhes Cristão.

– Queremos que voltes conosco.

– É impossível, respondeu Cristão. A cidade em que habitais, e onde eu também nasci, é a cidade da Destruição. Se lá morrerdes, sereis enterrados num lugar mais fundo do que o sepulcro, onde arde fogo e enxofre. Eia, pois, vizinhos, tomai bom ânimo e vinde comigo.

Obstinado – Que dizes? Havemos de deixar os nossos amigos e as nossas comodidades?

Cristão – Certamente, amigo: porque tudo isso nada é, em comparação com a mais diminuta parte do que eu procuro gozar (Romanos 8:18). Se me acompanhardes, gozareis de tudo isto juntamente comigo, porque no lugar para onde me dirijo há muito, e para todos (Lucas 15:17). Vinde, e tereis a prova.

Obstinado – Mas que coisas são essas que procuras, em troca das quais abandonas tudo o que há no mundo?

Cristão – Procuro uma herança incorruptível, que não pode contaminar-se nem murchar (IPedro 1:4), reservada com segurança no céu (Hebreus 11:16), para ser dada, no devido tempo, aos que a buscam diligentemente. Assim o declara o meu livro; lede, se quereis, e convencer-vos da verdade". (Trecho do cap. 2 de "O Peregrino" de John Bunnyan)

Repito a pergunta: O que você procura em sua vida????
Deus te abençoe.

domingo, 9 de novembro de 2008

"Sal Fora do Saleiro"

Em Mt 28.19 temos a comissão de Jesus aos discípulos. No grego a palavra ‘Ide’ é: “poreuomai: persistir na jornada iniciada, continuar a própria jornada; seguir alguém, isto é, tornar-se seu adepto; achar o caminho ou ordenar a própria vida. Expressa o movimento em geral, que dá proeminência (ênfase) ao comportamento”. (Fonte: Biblioteca Digital Libronix)

Alguns traduzem esta palavra como INDO, mas o correto, de acordo com o tempo verbal em que ela está escrita é “havendo indo”. Parece estranho, mas é que o Aoristo (tempo verbal da gramática Grega), não possui uma tradução no português. O conceito desse verbo não leva em consideração o tempo, seja passado, presente, ou futuro. Por isso esta colocação de Jesus transmite a idéia de que o cumprimento da missão começa no momento em que fomos chamados por Ele para a salvação. A partir daí não está ligado a um momento determinado da historia de nossas vidas. Iniciada a jornada cristã, devemos acertar nossa vida e manter uma ênfase ao nosso comportamento, constantemente. A missão deve fazer parte de nossas vidas como um todo. A evangelização não é só uma prática que se realiza em determinados momentos, é um estilo de vida. É algo que está intrínseco ao crente e não pode ser separado de sua natureza. Não há como viver sem pensar que, em todos os momentos da vida, somos evangelistas e discipuladores.

Vemos isto de forma clara na vida da Igreja Primitiva: Atos 2. 41-47(ênfase no v. 47 – a ação de Deus por intermédio do testemunho da igreja – “enquanto isso...”); 4.32-35; 5.13 e 14; 8.4; 9.31; 1 Ts 1.2-10; 1Ts 2.10-12; há ainda uma grande quantidade de outros textos que nos mostram que a pregação do evangelho não está restrita há momentos específicos. A Igreja Primitiva, não esperava as festas pagãs acontecerem para pregar o evangelho. Ela o fazia o tempo todo através da pregação da Palavra de Deus e de seu testemunho pessoal.

O que quero deixar bem claro é que a evangelização eficaz é fruto de uma vida verdadeiramente comprometida com Cristo. Se um homossexual se converte através de um folheto que lhe entregarmos, será que, ele encontrará testemunho verdadeiro em nosso meio? Será que ele ao menos vai ser recebido como gente? Será que estamos preparados para dar embasamento prático às verdades que nós conhecemos na teoria? Como vamos falar de Cristo se não o conhecemos verdadeiramente? É como disse Mahatma Gandhi: “Nós devemos ser a mudança que desejamos ver”.

Caio Fabio escreveu um livreto intitulado Sal fora do Saleiro. Entre outras coisas ele destaca que não há função para o sal enquanto está no saleiro. A menos que o lancemos sobre os alimentos, não há função para ele. Contudo, para que faça diferença, mesmo quando lançado para fora do saleiro, é preciso que o sal tenha se mantido íntegro. Ele não pode ter perdido suas características, do contrário seu lugar é o lixo. Assim, se queremos fazer diferença onde quer que seja, precisamos urgentemente avaliar nosso comprometimento com Deus. Se perdermos isto, a única coisa que vamos produzir é endurecimento ao coração das pessoas. Seremos como o sal que cai sobre a terra tornado-a totalmente estéril (Mt 5.13).

Que Deus nos abençoe e nos ajude!!!
Marcelo Batista Dias

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A CASA

Vivi por muito tempo sem ter um lugar onde morar. Abrigava-me sob marquises e viadutos que não me garantiam nenhuma segurança. Sentia-me sozinho mesmo estando em meio a grandes multidões. Chorei. Sorri também, mas não durou muito tempo. Estava realmente mal quando um dia aconteceu algo inacreditável: Ganhei uma casa! Em toda minha vida nunca fiquei tão feliz. Era linda! Possuía uma varanda grande e bem arejada onde era possível se abrigar da chuva com segurança e ao mesmo tempo vê-la cair suavemente no jardim. Possuía uma ampla sala de estar onde era muito agradável se receber os amigos. Nela desfrutei de momentos profundamente felizes. Junto com a casa vieram amigos. Pessoas que se mostraram muito preocupadas comigo. Ajudaram-me, compreenderam-me, alegraram-me.

Tudo corria maravilhosamente bem em minha nova casa até que um dia as coisas começaram a mudar. A varanda que antes era forte e confortadora em meio às tempestades, agora não suportava mais os ventos. O teto começou a gotejar. As paredes começaram a se deteriorar. A pintura se desgastou. Na sala a lareira já não acendia mais e os encontros com os amigos se tornaram cada vez mais frios e distantes. Revoltei-me:

Isso é um absurdo – dizia – que pessoa presenteia uma casa desse jeito!
Comecei a reclamar com meus amigos. Já não gostava mais da casa. Dizia que estar naquela casa era a mesma coisa de estar rua. Até que um dia me encontrei com o Sábio que disse:

- Me diga sinceramente: você realmente deseja abandonar esta casa?
- Sim – respondi.
- Você sabe quem a deu a ti? Quanto custou?
- Não – disse ressabiado.

- Me deixa contar: O dono desta casa é Grandessíssimo. Suas riquezas são incontáveis, incalculáveis. Não mediu esforços para construir esta casa. Ele usou pedras vivas tiradas de seu próprio jardim. Suas colunas foram construídas com o melhor material de todos – o aço da Espada. Sua pintura feita com tinta vermelho-sangue, deixou suas paredes alvas como a neve. E a base então! Construída sobre a Rocha Eterna que jamais pode ser abalada. Podes ver que como esta casa não tem igual. Em lugar nenhum vais encontrar abrigo como este.

- Se ela é assim tão especial, por que está tão degradada? O que houve com ela?
- Há quanto tempo estás habitando aqui?
- Faz muito tempo - eu disse.
- O que fizeste neste tempo para evitar sua corrosão?

Emudeci...

- Vês que tudo o que acontece é por tua causa? Não procuraste vedar as infiltrações. Não te preocupaste quando a umidade vinda de fora manchava a pintura tão bela e especial das paredes. Não percebeste quando os cupins-terrenos roíam as madeiras da varanda. Agora tudo está assim por tua causa.

- O que devo fazer agora? – perguntei.

- Ora essa! Mãos à obra! – me disse o Sábio. Tape os buracos do teto, se possível troque as telhas. Faça morrer os cupins-terrenos de sua varanda e renove os marcos antigos. Limpe as paredes do mofo para que o vermelho-sangue da pintura volte a resplandecer mais alvo ainda. Então verás que tudo se fará novo e a alegria e vivacidade voltará a reinar em tua casa.

- Vou fazer isso agora mesmo!

- Espere! – disse o Sábio. Você precisa saber de uma coisa mais. Esta casa ainda não é perfeita. Tudo isto pode acontecer novamente se você não se esforçar em cuidar dela. Contudo, saiba que esta casa não será para sempre tua. Ela é apenas um abrigo passageiro enquanto aguardas a Mansão Celestial que está sendo preparada para você.

Não contive as lágrimas e prostrei-me ante o Sábio que na verdade, era o Construtor.

Marcelo Dias

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Fabricantes de deuses...

"Decerto que está escrito que "nem só de pão viverá o homem..." (Dt 8.3), mas devemos lembrar que, o homem também vive do pão que o sustenta. Não dá para ser "espiritual" com a "barriga vazia". Uma vez formado esse quadro, proliferam-se cada dia mais as religiões, seitas e denominações que possuem uma mensagem direcionada para a solução dos problemas cotidianos. Com isso constroem-se "deuses" que são a nossa imagem conforme a nossa semelhança, trazendo alguma esperança para o já combalido coração dos seres da espécie "brasileirus-perdidus", daí provém o deus-doril (para dores em geral), o deus-espantalho (para afugentar os "gafanhotos" da sua colheita), deus-silvio-santos (que dá casas, prêmios, fama, emprego, se você pagar em dia o "carnê do baú da felicidade"), e mais tantos outros quanto a imaginação fértil dos mercadores da fé conseguir produzir. Essas caricaturas de divindade, não salvam, não transformam a vida de ninguém, não mudam o caráter, mas elas devem ter a sua utilidade (pelo menos para alguns!) mesmo que, não forneçam a solução definitiva para os problemas, apenas satisfaçam momentaneamente as nossas necessidades. O grande problema é que tudo isso está sendo feito em nome do Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que não nos alienou, porém, nos chama para um Reino Eterno, aonde somente lá realizar-se-ão todas as utopias da humanidade." - Alex Lira (www.crerepensar.com.br)

Estava lendo este artigo e me pus refletir sobre ele. Acho que podemos acrescentar mais um deus:

O deus-tribalista. Pra ele ninguem é de ninguem e todo mundo é de todo mundo - tá tudo liberado!!!

Nâo há necessidade de compromisso, ele não exige isso. Te deixa liberado p/ viver sua vida e experimentar varias outras paixões. Ele não tem ciumes dos outros deuses. Ele não exige exclusividade. E quanto vc sentir o desejo é só procurá-lo novamente que ele te satisfaz de novo. Vc pode fazer isso qntas vezes quiser - ele é bem liberal!

Tem mais, ele também aceita qualquer tipo de adoração. Não precisa dedicar seu coração a ele, pois tem muitos igual a vc a sua disposição. Ele sabe que você sempre volta, pois nenhum outro exige tao pouco quanto ele.

Será que nã é este deus que você e eu estamos servindo? Ou será que nós não estamos tentado fazer com que o DEUS verdadeiro seja como ele?

"Não vos enganeis, de DEUS não se zomba!!!" - Gl 6.7

Que o VERDADEIRO, UNICO e SANTO - SENHOR, tenha misericordia de mim.... de todos nós!!!!!
Marcelo Dias

Reconstruir ou Reformar?

Hoje me peguei pensando nesta pergunta. Em relação à igreja evangélica o que precisamos: reconstruir ou reformar?

Reconstrução é mais complexo. Na verdade só é necessária quando toda a estrutura do imóvel já ruiu. Normalmente acontece por um desgaste na consistência do fundamento e da estrutura. Pensando assim, não precisamos reconstruir a igreja, ela não ruiu. Sua base é forte. Suas colunas são resistentes e não podem desabar. Foi mesmo o Senhor Jesus que nos disse: "...sobre esta pedra(ele mesmo) edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela"(Mt16.18).

Já o caso da reforma é mais simples. A reforma se faz necessária sempre que o material usado no levantamento das paredes, no teto e no piso começa a se deteriorar. Isso pode acontecer devido a problemas como qualidade do material, desgate natural e outras intempéries. Neste caso a necessidade de reforma da igreja é urgentíssima. Pedro diz que somos "pedras vivas" na construção da "casa espiritual" de Deus. No entanto somos constituídos de material de má qualidade. Deterioramos muito facilmente e em pouco tempo colocamos em risco a construção. Deus sabe disso. Ele nos ecolheu sabendo disto para nos mostrar que a força da construção não está na qualidade do material, mas na consistência indestrutível da base - Ele mesmo.

Diante disto chegamos a conclusão de que a igreja precisa de uma reforma não de uma reconstrução como muitos tem feito por aí. Não precisamos de nova base, nova estrutura mas de material de melhor qualidade nas paredes e teto desta construção.

Esse negócio de profecias, nova unção profética, atos proféticos, novas revelações, é pura balela, papo de quem não se contenta com a base que foi lançada. "Contrutores" que rejeitam a "Pedra Fundamental" lançada desde a eternidade. Gente que tem tentado lançar outro fundamento. O problema é que esse fundamento é lançado sobre a areia movediça das volições humanas e não sobre a "Rocha Eterna e Inabalável".

Nossa reforma precisa acontecer a partir do teto. É do teto que procedem as infiltrações capazes de danificar todas as paredes da casa. A liderança da igreja precisa reconhecer que é ela quem está causando a deterioração da construção. O teto da igreja está cheio de goteiras. Seus líderes parecem peneiras, incapazes de reter para si os elementos nocivos à construção. E o pior é que na maioria das vezes eles produzem tais materiais.

Por outro lado, as paredes não deteriorariam tão facilmente se fossem constituídas de um material melhor. Os crentes "pedras vivas" não passam de tijolos de barro mal queimados. Um povo que não se reveste da "Massa Corrida de Deus" - Sua Palavra. Vive fazendo "economia porca" que pode levá-los a desabar a qualquer momento. E é bom entendermos isto: a base e a estrutura desta construção não cedem jamais, mas suas paredes sim. Aliás, no estado em que estão, precisam ser derribadas e refeitas com material melhor e mais consistente.

Precisamos abominar esses que querem reconstruir a igreja. Ela não precisa ser reedificada. Sua "Base" é forte o suficiente, sua estrutra não cede jamais, mas as paredes e o teto, ah... estes sim precisam ser reformados urgentemente. Precisamos de líderes que são impermeáveis, precisamos de tijolos bem queimados e resinados para aguentar as intempéries do mundo. Precisamos ser "pedras vivas" e não "cimento frio".

Que Deus nos ajude nesta empreitada!
Em Cristo - a Rocha, o Construtor e a Coluna.
Marcelo Dias

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