





José Barbosa Junior
Cansei!
Não agüento mais ler textos do tipo “a igreja não presta”, “Deixei a igreja para ser cristão”, “a religião é uma porcaria”, “depois que abandonei a igreja é que entendi o que é ser cristão”, etc...
Não! Não falo daqueles que, ao criticarem a religiosidade (e não a religião) e o institucionalismo (e não a instituição), nos desafiam a, em comunidade, buscarmos um meio de “oxigenarmos” algo que parece estar empoeirado e sem vida.
Os que criticam, mas permanecem DENTRO, lutando para que o monstro perca a viscosidade e o lodo que assim lhe fizeram e que se volte ao “primeiro amor”, ou à missão integral... estes têm meu respeito e admiração. Faço coro com eles.
Mas cansei daqueles que falam por falar... que entraram na moda (sim, porque agora é moda) de detonarem a instituição por nada! Gente que não tem compromisso com um grupo local e que, através deste, quer mudar o quadro triste em que nos encontramos não tem meu tempo, que já é escasso, para seus exercícios de “francos-atiradores”.
Cansei daqueles que vociferam contra a “instituição oficial” e criam “instituiçõezinhas” paralelas, com a mesma estrutura, mesmo “formato”, mesma liderança... até porque são formados pelo mesmo tipo de problema da “religião”: pessoas!
Cansei da “apologética” que nada mais é que um humor nonsense , desprovido de compromisso com a Palavra, sem propostas significativas para o que se fazer “no lugar de”. A estes, cabe a mesma crítica que faço ao liberalismo teológico: destroem sem ter nada para construir depois.” Isto é iconoclastia, e não crítica construtiva! Esses nunca souberam o que é a apologética e envergonham aqueles que nos séculos de cristianismo a fizeram às custas de muito estudo, cuidado e zelo.
Cansei!
Cansei porque mesmo achando a RELIGIOSIDADE um câncer no meio da igreja, entendo a religião como algo inerente ao ser humano, que já nasce com essa “falta”, com esse desejo de se “re-ligar” a algo ou alguma coisa. Bater na religião por causa da religiosidade é como desfazer-se da política, como ciência e realidade de um povo, por causa dos políticos e do mau uso que fazem daquilo que deveria ser bom.
Cansei porque mesmo considerando um absurdo e um abuso o que muitos pastores fazem em relação ao dinheiro, sugando literalmente o suado trabalho de seus “fiéis”, valendo-se de ameaças e maldições para aqueles que não lhes entregam os bens, ainda acredito na liberalidade e na validade ainda para hoje dos princípios de sustento e manutenção da obra através de dízimos e ofertas, como frutos de gratidão e consciência.
Cansei porque mesmo não fechando os olhos para os inúmeros pastores pilantras e suas igrejas alienadas, ainda acredito que haja gente séria à frente de ministérios sérios e que há, SIM, igrejas onde a instituição está a serviço do povo e não o contrário. Acredito que aqui e ali, ainda encontramos gente sincera, honesta e que quer realmente ser igreja, UNS COM OS OUTROS, porque entenderam que NÃO EXISTE IGREJA SEM COMUNIDADE!
Cansei porque mesmo sabendo das imperfeições da igreja local é justamente por isso que entendo a graça manifesta no meio da comunidade, onde há a troca de experiências, o “suportar-se uns aos outros”, onde o defeito do outro não é maior que o meu (antes me ensina e me alerta), e JUNTOS, experimentamos da graça que nos une, perdoa e nos transforma dia-a-dia, na nova criação de Deus, sinalizando seu Reino de justiça e amor, apesar de nossas imperfeições.
Cansei!
Quero fazer diferença onde eu estiver, no meio do povo, sem pensar que “me excluindo é que consigo realizar o que Cristo quer”. Isso não existe.
Repito: Só há cristianismo ou “evangelho do Cristo” como preferem os puristas, na vida em comunidade, porque mesmo Deus desconhece a solidão, e existe em comunidade: a trindade! Quando dizemos que podemos viver a vida do Cristo sozinhos, ofendemos a Deus e sua unidade na diversidade trinitariana.
Cansei, mas minhas forças se renovam ao ouvir gente como Ed Rene Kivitz, Ricardo Gondim, Carlos Novaes, Ricardo Barbosa, Valdir Steuernagel, Robinson Cavalcanti, entre outros... que mesmo reconhecendo a fragilidade (e acho que essa fragilidade é boa) e os defeitos da instituição, a criticam para mudá-la, colocando-a no devido lugar, como serva das pessoas que se reúnem e não como senhora de seus desejos e caprichos.
Àqueles que criticam por criticar... que “cansaram”, mas estão “descansando em seu cansaço”, perdoem-me... cansei de vocês!
Fonte: Crer e Pensar



No artigo anterior fiz uma crítica aos pais (principalmente cristãos) que sonegam educação verdadeira aos filhos e jogam a culpa de seus fracassos no mundo, no caso, na rede Globo. Neste gostaria de fornecer algum embasamento bíblico a fim de desafiar esses pais a uma mudança de postura.
Há um ditado chinês que diz: “Uma geração planta árvores e outra aproveita a sombra”. Este sábio provérbio nos ensina pelo menos duas coisas: primeiramente que o processo de educação de nossos filhos é algo que provavelmente não nos trará qualquer tipo de lucro; e que este processo é trabalhoso, exige tempo e dedicação. Nenhuma árvore sobrevive sem este cuidado constante. Assim também, nossos filhos não sobreviverão neste mundo escaldante sem um trabalho constante de educação.
É exatamente isso que o texto de Deuteronômio está nos ensinando. Moisés alerta o povo para a necessidade de uma educação constante. Os pais deveriam estar ocupados com a educação de seus filhos, mesmo enquanto estivessem cuidando de suas ocupações rotineiras.
Nos momentos de descanso caseiro, nos passeios ao ar livre, das primeiras às ultimas horas do dia, não importa, lá devem estar os pais ensinando seus filhos as coisas de Deus.
Além disso, Moisés destaca que o ensino cristão não deve apenas fazer parte do discurso dos pais, mas também de suas vidas e essência. A Palavra do Senhor precisa estar no coração dos pais e deve ser vista em suas atitudes e obras diárias.
O problema é que muitos pais cristãos dos nossos dias, tem buscado sombra e água fresca no processo de educação de seus filhos. Estes, sem perceber, estão os expondo a um deserto escaldante e terrivelmente mortal, seja no aspecto físico, moral ou espiritual.
Se quisermos ver nossos filhos desfrutando de uma boa sombra no futuro, devemos nos esforçar mais no trabalho de educá-los. Sim porque toda educação que produz frutos dá trabalho.
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Marcelo Batista Dias
Também não sou defensor da referida rede de televisão. Não é preciso muito esforço intelectual para perceber o quanto ela trabalha para influenciar nossa sociedade.
Não é só no BBB que há apologias explícitas ao homossexualismo. A Globo este pegando mais pesado e indo ainda mais baixo. A apologia ao homossexualismo chegou à Malhação. Isso mesmo. Nossos adolescentes, e mesmo pré-adolescentes, estão sendo bombardeados com o dilema de um garoto que está se descobrindo homossexual. A trama é muito sutil e leva o adolescente a se identificar com o sujeito, sentir pena dele e até mesmo defender que seu homossexualismo não é nada de mais. Ele deve se assumir. Ele é normal. É apenas uma opção sexual.
Não me assusta a Globo fazer isso. É pra isso mesmo que ela está aí. O que fazer então? Proibir nossos filhos de assistirem televisão? Deus sabe como eu gostaria de quebrar a minha lá em casa!... Mas creio profundamente que não isso que se deve fazer.
O problema moral que tem moído a juventude de nossas igrejas não é culpa da Globo. É culpa dos pais. Os pais cristãos estão cada dia mais omissos. Pais que não sabem orientar seus filhos. Não estou falando de falar mal da televisão. Estou falando de pais que não tiram mais tempo pra ensinar as Escrituras a seus filhos em casa. Pior ainda é a quantidade de pais que não vive as Escrituras nem em casa e nem na rua.
O problema não é a Globo. O problema é o compromisso cristão de educação de filhos que foi “pras cucuias” (do mineirês: foi para o espaço). Por isso tenho verdadeira ojeriza desses spans de pretensos crentes espirituais que só sabem criticar a televisão e fecham os olhos quanto à educação cristã no lar. Pais que estão entregando a educação de seus filhos à igreja como se fosse dela a obrigação de manter-lhes puros. Pais que não entendem o que de fato significa Provérbios 22.6.
Salomão orienta ensinar a criança NO caminho e não O caminho que se deve andar. Isso implica em pegar nossos filhos pela mão e levá-los conosco no caminho. É colocá-los ao nosso lado e mostrar com a própria vida o que de fato é ser cristão. Ensinar a Palavra de Deus com palavras e com vida, dia-a-dia, o tempo todo.
Repito: não sou defensor da Globo. Mas não posso ver os crentes se afastando cada dia mais do evangelho e jogando a culpa disso no diabo. Essa é a função dele. A nossa é “resistir-lhe firmes na fé”. E devemos fazer isso amando e ensinando a Palavra de Deus a nossos filhos para que possam por si mesmos se defenderem do mundo mal em que estamos vivendo.
Uma das piores coisas que aconteceram para a igreja cristã é a tal de democracia. Com o advento do governo do povo na igreja, o governo de Deus “perdeu força”.
Basta dar uma olhada ao redor para constatar a derrota que esta tal democracia tem causado à igreja. Aclamam-se líderes que Deus não chamou. Adoram-se “vasos” que Deus não moldou. Pregam-se palavras que não falou. Têm-se visões que Deus não deu. Falam-se línguas que Deus não fala nem falou. Sonham-se sonhos que Deus não sonhou. Vive-se um cristianismo que Cristo não viveu.
É claro que a culpa não é da democracia, mas de quem a exerce – o povo. O povo cristão de nossos dias é volúvel, moldável e demasiadamente ingênuo (ou não).
O governo de Deus é monárquico autocrático. Não é despótico. Mas também não é democrático. Deus governa sozinho sua Igreja. Ele não divide sua glória com ninguém (Is 42.8; 48.11). Ele exerce seu governo na Igreja por meio de Cristo, o/a Cabeça (Cl 2.10,19). Por sua vez Cristo exerce o governo de Deus por meio da Palavra (II Tm 3.16,17).
É preciso entender urgentemente que os líderes que não se submetem à Palavra de Deus estão ignorando Seu governo sobre a igreja. São lobos vorazes que querem o rebanho para si. São rebeldes infiltrados com o fim de subverter o Reino. Devem ser rechaçados, ignorados, repudiados todos aqueles que negligenciam ou torcem a Palavra de Deus para seu próprio bem. Do contrário a igreja vai cada vez mais de mal a pior.
Que Deus tenha misericórdia de nós!
Marcelo Batista Dias
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Homem beija outro homem na boca, em programa de maior audiência da rede globo de televisão: BIG BHOTHER BRASIL. Diretor diz, que não teme polêmica, nem a comunidade evangélica, pois a comunidade evangélica é desunida e omissa.
O que isso tem a ver com a fé? Beijo GAY inaugura BIG BHOTHER Brasil 10 . O que você tem com isso? Seu filho pode ser a próxima vitima. Ló morava em Sodoma e sua esposa pagou com a vida. Suas filhas se corromperam e se tornaram incestuosas.
E sua família? Sua filha, seu filho, em que irão se transformar? O que você pode fazer? VAMOS PARAR DE ASSITIR O BBB.10. E MOSTRAR QUE A COMUNIDADE EVANGÉLICA NÃO E OMISSA, NEM ESTÁ DOMINADA PELO ESPIRITO DE SODOMA E GOMORRA.
Envie esse e-mail para todo crente verdadeiro, que você conhecer e vamos mostrar que não concordamos com essa imoralidade e afronta ao Deus dos cristãos. Se você quer ver o Brasil abençoado, diga não à GLOBO e a essa imoralidade
Depois eu respondi assim...
Bom Pessoal é o seguinte...

Sempre me perguntei o porquê do sucesso de um livro para falar de uma ‘Igreja com propósito’. Lendo Francis Shaeffer[1] eu descobri. A Igreja de hoje precisa disso porque está vivendo um misto de niilismo e existencialismo cristão.
Tudo na igreja evangélica contemporânea se resume em como você pode satisfazer-se ou expressar sua vontade. Como alcançar sua prosperidade financeira. Como viver sem problemas. Como fazer um louvor ‘a-bem-suado’. Como se sentir bem em um ‘culto’.
Vivemos como se estivéssemos numa “Infinita (gospel) Highway[2]” . “Nós não precisamos saber aonde vamos, nós só precisamos ir (...) sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e é só”. É assim que muitos crentes estão vivendo. Não sabem a que igreja pertencem. Não sabem o que vão fazer na igreja e muitos nem sabem onde vão parar.
É simples. Pergunte aos crentes das nossas igrejas modernas: porque você vai à igreja? As respostas da maioria provavelmente serão: “Eu vou para sentir a benção de Deus, o mover do Espírito”. “Eu vou lá buscar minha benção”. “Eu vou à igreja para me preparar para a semana de trabalho, recarregar ‘minhas pilhas espirituais’”.
É uma vida sem sentido. Não há propósito nisso. É apenas o ‘eu’ e ninguém mais. Demos o ‘salto’ e tudo o que importa é a experiência interna de cada um. É o arrepio que sobe dos pés à cabeça que move os crentes. De experiência em experiência, de salto em salto. Assim os crentes de hoje vivem de momentos.
Caminhamos como Caetano, “contra o vento, sem lenço, sem documento”. E assim não fazemos diferença. A não ser aquela que causada pela oração da propina.
E é por causa disto, que estou ao ponto de parafrasear Jean Paul Sartre e dizer que nos dias de hoje: “O 'crente' é uma paixão inútil”.
Contudo, quero concluir, dizendo que tudo o que disse não passa de uma generalização. Nem todos são assim. Creio nisso principalmente pelo fato de saber que Deus não se deixa sem testemunho fiel. Não sou pessimista nem niilista como Sartre. O que disse é o que vejo na maioria das igrejas.
Mas... quem foi que disse que o povo de Deus é ou será maioria???
Que Deus tenha misericórdia de nós.
Marcelo Batista Dias

Pensando na igreja evangélica brasileira, me lembrei de uma de suas musicas – Sociedade Alternativa - em parceria com o Paulo Coelho.
“Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei”. Este é o lema que direciona boa parte do evangelicalismo brasileiro.
Não tem problema se você precisa passar por cima de alguém para ser “abençoado”. Não tem problema receber uma “propinazinha” de vez em quando. Não tem problema adulterar, roubar, mentir, perjurar, trair, enganar, sonegar... Principalmente se um “vaso” te trouxe uma “profecia”. Desde que seja com ações de graça e um louvor ‘abençoado’ tudo pode!
Criaram uma “sociedade alternativa gospel”. Essa “sociedade” tem linguajar próprio, moda própria, música própria, política própria, economia própria, vícios próprios, costumes próprios, e justificativas próprias para esconder ou “explicar” sua falta de ética.
Entendo que a Igreja de Deus não é deste mundo. Paulo e Pedro nos chamam de peregrinos. E mais, Jesus Cristo disse (Jo 17) que nós não somos deste mundo. Contudo, foi Ele mesmo que disse que o Pai não nos tirasse do mundo, mas sim que nos guardasse do mal. Assim, não somos do mundo, mas estamos no mundo. Não para criarmos essa tal “Sociedade Alternativa”, mas para na sociedade vigente, vivermos como cidadãos dos céus.
Assim que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre dessa armadilha diabólica. Dessa segregação religiosa. Desse gueto gospel. Que sejamos cristãos no mundo e para o mundo. Que vivamos a ética do Reino, e não criando uma “ética” própria para fingirmos que não somos culpados.
Que Deus tenha misericórdia de nós!
Marcelo Batista Dias
Fonte: André Fonseca
Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: ‘Para poder ensinar, antes é preciso aprender’ (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).
Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional – botar todo mundo numa sala – não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.
Aliás, pensou alto: – Jesus era peripatético…
Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.
- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo – emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento – ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
- Mas eu até vejo uma razão para isso…
- Que é isso, Sales? Que razão?
- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
- Não diga!
- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…
Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
— Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas…
Por que vocês estão me olhando desse jeito?
- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…
- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos.
Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz.
Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa?… Peripatético quer dizer ‘o que ensina caminhando’.
E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro. E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime. (negrito do blog)
(Artigo escrito por Max Gehringer publicado na Revista VOCÊ SA.)
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Comentário do Eclesia
Não pude deixar de notar a pertinencia deste texto logo quando li. Especialmente a parte em negrito.
A experiencia do Max é uma fantástica exposição do caótico quadro do evangelicalismo brasileiro. Eu sei que minha generalização dói, mas fazer o quê?
A realidade é que estamos discursando sobre o que na maioria das vezes não sabemos, ensinando coisas que na maioria das vezes não experimentamos, e criando caso por coisas que a gente na maioria das vezes não entende.
Fala que não é assim que a maioria dos crentes (especialmente os "evangélicos") brasileiros vive?
Mas quero me ater de fato na conclusão do Max.
A primeira é uma afirmação direta para aqueles que gostam de ir com a maioria. Só porque a maioria das igrejas canta, a maioria dos pastores prega, a maioria dos crentes falam não quer dizer que essas heresias propagadas como por exemplo a confissão positiva, teologia da properidade, profetas e profetadas, são verdadeiras. A mentira do diabo na boca dos mercadores do evangelho, não se torna verdade de Deus só porque é confessada pela maioria dos pastores e alguns bispos e 'apóstolos' por aí.
A segunda afirmação para mim então é fantástica! Quando estamos vivendo em ambiente academico percebemos que o academicismo produz muitas divergencias. Mas nada produz mais discórdia, confusão, marcas e dores do que a IGNORÂNCIA. Ela é realmente unânime.
Como dizia o profeta:
"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento." Oseias 4:6
Que Deus tenha misericórdia de nós!
Marcelo Batista Dias