Com a chegada da INTERNET,
......O mundo agora encurtou.
......É que um país bem distante,
......Da gente se aproximou.
......Para provar sua douçura,
......É pra lá mesmo que eu vou.
......Deixei todos meus pertences,
......Para poder lá entrar.
......Troquei minhas vestimentas
......Por um horroroso “abadá”.
......Puseram então no meu rosto,
......Uma máscara de tafetá.
......É um país desmiolado,
......Que todo dia tem festa.
......Para assistir aos seus shows
......Se leva um sinal na testa,
......Com os dizeres escritos:
......Aqui “Deus” se manifesta.
......Uma barulheira infernal
......Me deixou atordoado.
......De frevo, axé e samba,
......Eu já estava enjoado.
......O brado que mais se ouvia
......Era: “está tudo amarrado”.
......No meio da Gospelândia,
......Um grande palco existia,
......Onde os fariseus de Deus,
......Seu “espírito” recebia.
......Eu achei muito esquisito,
......Pois macumba parecia.
......Senti falta da Palavra,
......E ao pregador perguntei:
......Onde aqui se lê a Bíblia?
......Respondeu-me: eu nada sei,
......E ainda disse por cima:
......Dela eu nunca precisei.
......Você não estuda a Bíblia?
......Perguntei interessado.
......Ele respondeu na bucha:
......Ela me deixa estressado,
......É melhor viver aqui,
......Onde o mal tá dominado.
......Disse ainda para mim:
......Aqui eu tenho sossego,
......Não preciso de Jesus,
......Para viver o meu chamego.
......E pra tirar todo aperreio
......Tem sessão de descarrego.
......Eu fiquei estarrecido
......Quando sério me falou:
......Tenho tudo e nada falta,
......Temos coisa de valor,
......Abriu então uma caixa,
......De amuletos. Que horror!
......No país da Gospelândia
......Pobreza é maldição,
......As doenças são demônios,
......Pecado é ter aflição.
......Prosperidade é dinheiro,
......O estudo abominação.
......Um profeta gospel falou:
......Se vivemos em realeza,
......Com ouro, prata e saúde,
......Tendo tudo com moleza,
......Burrice é pregar o céu, ......
......Sendo dono de riquezas.
......Retirei a minha máscara,
......Despi-me da fantasia,
......Voltei para minha terra,
......Do mal de todos os dias.
......Desisti da Gospelândia,
......Pra ter Cristo como guia.
......Prosa em versos por Levi B. Santos
fonte:http://levibronze.blogspot.com/
quarta-feira, 27 de maio de 2009
A Gospelândia em Cordel
sábado, 23 de maio de 2009
O Papel da Mulher na Família da Aliança

O movimento feminista, até certo ponto, trouxe às mulheres o espaço que merecem dentro da sociedade. No entanto o movimento extrapolou os limites. Colocou a mulher acima de seu papel e isso tem trago drásticas conseqüências à família.
Assim como o homem, a mulher tem um papel muito importante no Reino de Deus. Ao contrário do que pensam as feministas, e até mesmo os machistas, a mulher não está abaixo do homem como pessoa, mas em função e essa função não rebaixa a mulher, ao contrário a valoriza e muito. Vamos ver algumas verdades que as Escrituras nos revelam e esclarecem a esse respeito. Vejamos Gn 2. 18-24:
1. A mulher é uma pessoa tanto quanto o homem (v.21,22). Ela foi criada da mesma essência do homem. Ela possui em si a mesma proporção da imagem de Deus que há no homem. Ela é um ser independente e consequentemente responsável por si mesma diante de Deus.
2. A mulher recebeu a mesma responsabilidade do homem. Assim como Adão, Eva também foi incumbida do cultivo do jardim. Deus a colocou juntamente com seu marido para subgerenciar a criação. Ela recebeu o mesmo mandato cultural e social – “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1:28).
3. A mulher possui uma função peculiar dentro dessa responsabilidade maior (v.18). Ela foi criada para desempenhar seu papel como auxiliadora. Ela deve auxiliar seu marido em suas funções. Ela o completa em sua humanidade. Ela não deve gerenciá-lo nem tampouco ser sua escrava. Ela foi criada para estar ao seu lado. Ser sua companheira. Sua ajudadora assim como Deus o é de seu povo.
4. A mulher é privilegiada pelo dom da maternidade. No Slm 139.13 vemos como Deus trabalha de um modo especial no corpo da mulher de modo a trazer outro ser à vida. A maternidade é um milagre em que Deus usa suas próprias mãos. É uma obra de arte de Deus. Um artesanato de suas mãos no ventre da mulher. Que coisa maravilhosa!
5. A mulher depende de seu esposo (v.24). Somente seu marido pode dar-lhe a oportunidade de desfrutar deste maravilhoso dom de Deus – a gestação. Sem “seu homem” a mulher jamais pode trazer ao colo uma criança.
O maior problema para as feministas está no termo “submissão”. Ao dizer que a mulher deve ser submissa ao seu esposo (Ef 5.22), Deus não está afirmando que ela é inferior a ele. Deus está dizendo que sua missão está debaixo da missão do homem em gênero e não em grau.
O Dr. Van Gronnigen assim resume o papel da mulher na família: “Que importante papel Deus dá à mulher! Ela se coloca ao lado do seu marido como auxiliadora assim como Deus se coloca ao lado de seu povo. Ela se torna a grande portadora do fruto e seu marido é chamado a se colocar ao seu lado, para apoiá-la e reivindicar juntamente com ela a benção de se tornarem pais”(1).
Marcelo Batista Dias
(1)G. Van Gronnigen, A família da Aliança. Cultura Cristã: São Paulo, 2002. pg 90.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O Papel do Homem na Familia da Aliança

Já vimos que a família tem um papel muito importante no plano de Deus. No entanto cada membro a família possui um papel bem definido dentro dessa estrutura criada por Deus. Deus criou homem e mulher, e segundo o texto original, Ele os criou macho e fêmea. O Rev. Manassés Villaça afirma que “o que o texto hebraico quer destacar é a singularidade bíblica da família. Não se trata simplesmente de papéis desempenhados por cada um, trata-se da essência de cada um, os papéis são decorrentes”(1).
O papel do homem na família segundo as Escrituras é exercer liderança. Esta liderança deve ser demonstrada pelo homem de forma decisiva em 4 atitudes apontadas pelo Dr. Van Groningen(2):
1.Ele deve amar: O marido “deve ser o primeiro a expressar o amor no relacionamento do namoro e casamento”; (ver Ef 5. 25-28). No entanto esse amor não é um sentimento restrito à mente e ao coração. O homem é chamado a praticar em sua família o mesmo amor de Cristo – o Amor incondicional e pleno até a morte se necessário. Amor que desce para as mãos.
2.Ele deve exercer autoridade: “Autoridade não é poder bruto, a ser sempre demonstrado pelo cônjuge mais forte no casamento”. Ao contrário, autoridade não se impõe, se conquista com amor e serviço. O que se conquista com imposição é medo e não respeito.
3.Ele deve ter capacidade de liderar: Ser líder é guiar, conduzir os que estão sob sua autoridade ao cominho correto. O homem deve ser capaz de guiar sua família ao caminho do Senhor. Liderar não é mandar é saber conduzir com sabedoria e prudência os seus familiares no caminho certo.
4.Ele deve ser provedor: “Cabe aos homens o privilégio de serem os provedores do lar”. Esta provisão porém não é só material. O homem é responsável pela provisão espiritual, moral, social e cultural. Os filhos vão absorver o caráter principalmente do pai. Filhos que crescem sem a presença paterna tendem a dar mais problemas na sociedade. O homem deve ser responsável e zelar pela estrutura moral de sua família.
O papel do homem é difícil e exige muita dedicação e sabedoria. Somente Cristo, nosso paradigma maior, pode nos ajudar nesta tarefa. A pergunta é: você tem sido homem de verdade em sua casa?
Deus nos ajude e abençoe.
Marcelo Batista Dias
(1) Coordenador do Curso de Teologia do Seminário Presbiteriano RDNE/BH. Comentário ao artigo anterior.
(2) G. Van Groningen, A Família da Aliança. Cultura Cristã: São Paulo, 2007. pg 75-79
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O que é família mesmo?

Vivemos num tempo em que esta pergunta não pode ser respondida pela maioria de nossa sociedade. Nos meios de comunicação, em especial as novelas globais, a família é tratada como um objeto de zombaria. Filhos desequilibrados, casais adúlteros, relacionamentos homossexuais, e o pior – o casamento sendo tratado como algo antiquado, ultrapassado e sem valor real.
Diante deste triste quadro uma necessidade se faz urgente: resgatar o verdadeiro significado da família. A família não é uma coisa do acaso. Ela não pode ser tratada como algo secundário. Por isso vamos começar nossos estudos do mês da família entendendo o que é a família.
Podemos definir família como: A parte mais importante da criação de Deus, criada com uma função específica para alcançar um objetivo determinado por Ele. Cada parte desta definição tem o seguinte significado.
1. A família é parte mais importante da criação de Deus – Gn 1. 27;
Deus criou o homem e criou a mulher – uma família. Diz o texto de Gênesis que Deus os criou. O mais interessante é quando Deus os criou. Deus realizou toda a obra da criação e após ter criado todos os demais componentes, criou o homem e a mulher. Eles constituem a coroa da criação de Deus. A parte mais importante de toda esta maravilhosa criação.
2. Criada com uma função específica – Gn 1.28;
O que temos neste versículo é o que os estudiosos chamam de mandato cultural, ou seja, o homem e a mulher são dotados por Deus de habilidades e funções no governo da criação. A família tem uma função específica no Reino de Deus. O Dr. Van Groningen diz que a família foi criada por Deus para ser a vice-gerente da criação (Livro: A família da Aliança, Cultura Cristã, 2ª Ed. – 2002). Cabe a eles o dever de trabalhar e cuidar da obra de Deus.
3. Para alcançar um objetivo determinado por Ele – Gn 1.26;
O objetivo determinado por Deus é glorificar o Seu nome. O texto diz que Deus fez a família conforme a Sua imagem e semelhança, ou seja, para refletir o próprio Deus em sua relação trinitária. O relacionamento trinitário de Deus é a base ou o modelo do relacionamento familiar humano. Deus criou a família para que esta pudesse ser um reflexo do próprio Deus. A família deve manifestar a glória de Deus. A família deve influenciar a sociedade e não ser influenciada por ela.
Conclusão:
A Bíblia nos ensina que a família é um organismo extremamente importante. Ela foi criada por Deus para ser a administradora de Sua aliança. Deus a estabeleceu para dirigir como subgerente, ou seja, gerenciando debaixo de Sua orientação suprema, tudo aquilo que Ele criou. A família, portanto não é uma obra do acaso. Não surgiu apenas para satisfazer a necessidade do homem que estava sozinho no Éden. Não surgiu como parte da evolução social do homem. Ela tem um objetivo certo e uma meta a ser alcançada – manifestar a glória do Deus vivo, como subgerente de Sua criação.
Sua família tem feito isso? Que Deus nos abençoe!
Marcelo Batista Dias
Baseado no livro: A familia da Aliança - G. Van Groningen
(mensagem publicada no boletim da Cong. Nova Baden/Betim em 03/05)
E agora quem poderá nos defender? Parte II
Disse no artigo anterior que, neste mundo, nenhum homem pode socorrer aquela mulher e atendê-la em suas expectativas. Mas isso não muda o fato de que muitas pessoas continuarão a esperar nos homens. Mas por quê? Por que sempre se espera que homens como Fernando Lugo sejam a resposta aos anseios da humanidade.
Aquela mulher e praticamente todos os cidadãos paraguaios (e porque não a maioria dos cidadãos desta grande “aldeia global”), confiam cegamente em seus líderes religiosos. O que acontece é que a maioria acaba por “engolir sem mastigar”.
Vivemos numa geração que não pensa mais. O povo simplesmente “engole” os discursos mais escabrosos sem sequer procurar analisar a veracidade dos fatos expostos. O cantor João Alexandre expressou essa verdade de uma maneira esplêndida em sua música “É proibido pensar” (Álbum: É proibido pensar – 2007). Creio que o povo “engole” tudo (e se decepciona tanto com seus líderes) por dois motivos.
Primeiro por que não procura conhecer a verdadeira pessoa por trás do discurso. Líderes, principalmente religiosos, são vistos como referenciais de conduta. Até aí tudo bem. O problema é que as pessoas julgam que alguém que recebe uma incumbência tão especial é uma pessoa “santa” (no sentido de serem infalíveis). Essa visão errônea é maior no catolicismo romano, mas nós os evangélicos também não escapamos. Basta alguém se auto denominar apóstolo que ganha um status de semi-deus.
É preciso entender que pastores (ou líderes de qualquer espécie) são homens também e, portanto não são medida de referência padrão. O paradigma perfeito é Jesus Cristo. Paulo só nos chama a sermos seus imitadores por que ele o era de Cristo (I Co 11.1). Paulo não se coloca como O padrão. Ele era apenas um homem que se moldava ao padrão supremo – Cristo. É como se ele dissesse: “Eu sou imitador de Cristo, unam-se a mim”. O povo precisa ver seus líderes como pessoas comuns. Homens de carne e osso, passíveis de erros. Isso não faz deles pessoas menos confiáveis. Pelo contrário, assim eles se tornam mais acessíveis e compreensíveis. Saber que seu pastor também peca como você deve te levar a compreendê-lo mais e a orar mais por ele.
Segundo a negação da existência de uma verdade absoluta pela qual todo discurso deve ser abalizado. Não vou nem falar a respeito dos não cristãos. Estes sequer acreditam que a Bíblia seja verdadeira quanto mais verdade absoluta. Volto os meus olhos principalmente para os cristãos. É incrível o modo como os cristãos (principalmente “evangélicos”) abandonaram as Escrituras. Nem sei se podemos ser chamados assim tendo em vista que o evangelho está cada dia menos presente em nosso meio.
É incrível ver como muitos tem trocado a “ponte metálica” das Escrituras pelas “tábuas e cordas podres” dos profetas contemporâneos. No meio pentecostal as ações proféticas têm tomado lugar do estudo sistemático das Escrituras. Nós os reformados confessamos as Escrituras como nossa única regra de fé e prática, no entanto costumeiramente ela fica relegada apenas à primeira parte da sentença. O resultado disso é um povo que não pensa, que está perdido como “ovelhas sem pastor” ou então sendo pastoreado por mercenários mercadores do evangelho.
Desse jeito não tem como não se decepcionar. Homens são homens. Não perfeitos. Não são confiáveis e nem são padrão de referência total. Cristo é o referencial supremo. Enquanto os homens e, especialmente a comunidade cristã, entenderem que seus líderes são “infalíveis”, continuarão se decepcionando cada vez mais.
Marcelo Batista Dias
quarta-feira, 29 de abril de 2009
E agora quem poderá nos defender? Parte I
Não, este grito de socorro não veio do México. Ele veio do Paraguai. Um telejornal mostrou neste ultimo domingo (26/04) a desilusão de um povo com seu líder. Uma mulher declarou a respeito do ex-bispo Fernando Lugo, presidente eleito do Paraguai: “Nós votamos em um padre porque achamos que ele poderia nos ajudar, mas o que ele fez nos deixou confusos. Se não podemos confiar em um padre, em quem podemos confiar agora?” . O desabafo desta mulher nos chama a atenção a uma realidade em que vale a pena refletir.
Foi Protágoras (aprox. 492 – 422aC) quem disse que “o homem é a medida de todas as coisas” indicando que todo tipo de estudo epistemológico tem seu ponto de partida e referência no próprio homem. Isso inclui também suas ações. Foi partindo desta visão que surgiu a filosofia humanista do séc. XIX tendo como alguns de seus expoentes Nietzsche (1844 – 1900) e Hegel (1770 – 1831). Acreditou-se por muito tempo que esta era a verdade ultima de todas as coisas. O homem bastava ao homem (entendendo o termo “homem” como sendo a humanidade em geral).
Não demorou muito para que essa “verdade” entrasse em colapso. O pós-modernismo do séc. XX derrubou todo o tipo de absolutismo. Não há verdade absoluta e sim verdades individuais. A partir daí o homem começou a desapontar-se com seu principal referencial – ele mesmo. Isso porque ninguém ainda encontrou no homem uma verdade que pudesse mudar sua situação pessoal e muito menos coletiva. Refiro-me ao fato de que as concepções pessoais que ainda se baseiam no referencial humano se volatilizam à medida que o tempo passa.
A humanidade está, como nunca, mais decepcionada consigo mesma. Falta esperança. Os homens já não bastam aos homens. A verdade é que nunca se bastaram, nunca foram suficientes. O homem não é medida de todas as coisas. O homem não é o ponto de partida para a solução de seus próprios dilemas. O homem não é confiável. E isso porque o homem não tem controle sobre as circunstâncias. Dificilmente tem controle de si mesmo!
O clamor desconsolado dos paraguaios é o clamor do mundo todo. É o clamor por um Salvador. Mas não um homem qualquer. Somente o Filho do Homem pode salvar o homem de si mesmo. Somente o Deus Soberano pode dar ao homem a esperança que ele jamais vai encontrar em si mesmo.
A crença na soberania de Deus, ao contrário do que pensam os humanistas, nos fornece uma base sólida e segura em todas as situações. A convicção do controle providente e soberano de Deus sobre o curso da história nos leva a compreender que não estamos à deriva. Deus conduz com sabedoria e mão forte o leme de nossas vidas. Por isso este é o momento mais propício à pregação da Palavra. Nela temos a revelação deste Deus Todo-Poderoso que tem domínio sobre os mínimos detalhes da historia.
É preciso avisar àquela senhora que neste mundo, entre os homens ela não vai encontrar ninguém perfeitamente confiável. É preciso avisar a ela e ao mundo todo que somente o Deus-Homem, Soberano e Único Senhor pode trazer alento e esperança ao “cansados e sobrecarregados” deste mundo.
Marcelo Batista Dias
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ele vive! E agora?
“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:18-19). Antes de ser assunto aos céus o Senhor Jesus transmitiu uma ordem a seus discípulos. Ordem essa que só poderia ser cumprida mediante a atuação poderosa do Espírito Santo em suas vidas. Contudo o Espírito Santo só poderia ser dado após sua partida, e sua partida para os braços do Pai só aconteceu por causa de sua ressurreição. Com isso chegamos a conclusão de que a Grande Comissão dada por Jesus tem sua origem em sua ressurreição.
A ressurreição de Jesus não nos garantiu apenas consolo, conforto e esperança eternos, mas também nos garantiu trabalho. E muito trabalho, diga-se de passagem. Com Jesus agora ressurreto, cabe a seus discípulos, a maravilhosa e ao mesmo tempo árdua, tarefa de fazer mais discípulos. Maravilhosa por que somos “embaixadores de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (I Co 5.20). Árdua por que fazer discípulos é muito difícil.
Conseguir adeptos talvez seja mais fácil, mas fazer discípulos é bem mais trabalhoso. Demanda tempo, dedicação e principalmente muito amor a Deus e ao próximo. É preciso acompanhar de perto o novo convertido. É preciso dar apoio em meio a suas dificuldades, orientá-lo, exortá-lo, enfim caminhar com ele. O outro lado da moeda é que o adepto não tem consistência nem compromisso. Qualquer dificuldade e logo ele abandona o barco nos deixando sozinhos. O discípulo não. Ele aprende conosco que a vida cristã não é fácil. Ele se dispõe a caminhar ao nosso lado. Ele se mantém fiel a Deus e sempre se coloca a disposição para trabalhar na obra do Reino.
O que queremos enfatizar é que Jesus ressuscitou, foi assunto ao céu, mas não nos deixou órfãos nem à toa. Temos muito trabalho a fazer. Temos trabalho como embaixadores, semeadores, orientadores, pregadores, consoladores, enfim, serviço do Reino. O que mais nos conforta é saber que temos o Espírito Santo para nos auxiliar nessa obra. Entretanto é preciso lembrar que temos que dar duro, trabalhar bastante para que o nome de Deus seja glorificado.
Jesus Cristo vive e agora o que nos cabe é trabalhar. Nós somos instrumentos de Deus, auxiliados pelo Espírito Santo para proclamar a obra de Cristo.
Que Deus nos ajude a trabalhar com bastante vigor em Sua obra.
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da Congregação de Nova Baden, Betim em 19/04/09.
A ressurreição de Jesus não nos garantiu apenas consolo, conforto e esperança eternos, mas também nos garantiu trabalho. E muito trabalho, diga-se de passagem. Com Jesus agora ressurreto, cabe a seus discípulos, a maravilhosa e ao mesmo tempo árdua, tarefa de fazer mais discípulos. Maravilhosa por que somos “embaixadores de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio” (I Co 5.20). Árdua por que fazer discípulos é muito difícil.
Conseguir adeptos talvez seja mais fácil, mas fazer discípulos é bem mais trabalhoso. Demanda tempo, dedicação e principalmente muito amor a Deus e ao próximo. É preciso acompanhar de perto o novo convertido. É preciso dar apoio em meio a suas dificuldades, orientá-lo, exortá-lo, enfim caminhar com ele. O outro lado da moeda é que o adepto não tem consistência nem compromisso. Qualquer dificuldade e logo ele abandona o barco nos deixando sozinhos. O discípulo não. Ele aprende conosco que a vida cristã não é fácil. Ele se dispõe a caminhar ao nosso lado. Ele se mantém fiel a Deus e sempre se coloca a disposição para trabalhar na obra do Reino.
O que queremos enfatizar é que Jesus ressuscitou, foi assunto ao céu, mas não nos deixou órfãos nem à toa. Temos muito trabalho a fazer. Temos trabalho como embaixadores, semeadores, orientadores, pregadores, consoladores, enfim, serviço do Reino. O que mais nos conforta é saber que temos o Espírito Santo para nos auxiliar nessa obra. Entretanto é preciso lembrar que temos que dar duro, trabalhar bastante para que o nome de Deus seja glorificado.
Jesus Cristo vive e agora o que nos cabe é trabalhar. Nós somos instrumentos de Deus, auxiliados pelo Espírito Santo para proclamar a obra de Cristo.
Que Deus nos ajude a trabalhar com bastante vigor em Sua obra.
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da Congregação de Nova Baden, Betim em 19/04/09.
A igreja, o Calvinismo e a Sociedade
O artigo da revista americana TIME(1) que destaca o chamado neo-calvinismo como uma das “10 idéias que estão mudando o mundo”, tem tido uma excelente repercussão no meio reformado. A despeito do tom irônico do autor em alguns momentos, a reportagem é muito boa.
Ficamos felizes ao ver que muitos tem se interessado pelo calvinismo em nossos dias. Há uma migração, ainda que tímida, de algumas pessoas do meio pentecostal para a teologia reformada (calvinista). Isso é muito bom, mas creio que ainda vai levar um tempo para que esta migração surta algum efeito de maior proporção. Isso principalmente porque as igrejas que mantém sua confissão reformada desde o princípio, se perderam na vivência de sua confissão de fé e por isso os que estão chegando agora, não tem nelas um “paradigma perfeito” para a prática do calvinismo.
Estou me referindo ao fato de que nosso calvinismo pouco tem influenciado nossa sociedade. O Rev. Hermisten Costa diz que o calvinista entende que “ser reformado não é apenas um status nominal vazio de sentido, mas reflete a nossa fé em atos de formação e transformação”(2). Ele cita também Kuyper interpretando o pensamento reformado:
“Calvino abomina a religião limitada ao gabinete, à cela ou a igreja. Com o salmista, ele invoca o céu e a terra, invoca todas as pessoas e nações a dar glória a Deus. Deus está presente em toda vida com a influência de seu poder onipresente e Todo-Poderoso e nenhuma esfera da vida humana é concebida na qual a religião não sustente suas exigências para que Deus seja louvado, para que as ordenanças de Deus sejam observadas, e que todo labora seja impregnado com sua ora em fervente e contínua oração”(3).
O problema é que este pensamento tão ardentemente defendido, está sendo relegado apenas ao discurso e muito pouco o vemos na práxis reformada de nossos dias. Quantas de nossas igrejas têm influenciado o sistema de educação de sua região? Quantos reformados nós temos na política de nosso país? Quantas escolas, acessíveis à população de baixa renda, temos sob nossa direção? Quantos de nossos pastores ensinam suas ovelhas a serem crentes sinceros e dedicados não apenas na igreja, mas serem honestos também em seu trabalho diário?
O que percebemos é uma distância entre a igreja, o calvinismo e a sociedade. Uma distância que na realidade jamais deveria existir. Não estou dizendo que não existem reformados práticos em nosso meio. O que estou apenas observando, é que a maioria de nós, é reformado apenas nos limites teóricos.
Das duas uma: ou os benefícios do processo de migração aparecerão lentamente como dissemos, ou nós, os calvinistas mais “antigos”, teremos que nos “reformar” outra vez. O que eu espero sinceramente, é que a começar neste que vos fala, estes imigrantes refugiados do pentecostalismo possam encontrar abrigo e exemplo prático do que é ser verdadeiramente calvinista.
Marcelo B. Dias
(1) Artigo Original: http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1884779_1884782_1884760,00.html
Tradução em http://blog.editorafiel.com.br/2009/03/17/o-novo-calvinismo
(2)Hermisten Costa, Calvino de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2006. pg. 48.
(3)Ibid, pg 49.
Ficamos felizes ao ver que muitos tem se interessado pelo calvinismo em nossos dias. Há uma migração, ainda que tímida, de algumas pessoas do meio pentecostal para a teologia reformada (calvinista). Isso é muito bom, mas creio que ainda vai levar um tempo para que esta migração surta algum efeito de maior proporção. Isso principalmente porque as igrejas que mantém sua confissão reformada desde o princípio, se perderam na vivência de sua confissão de fé e por isso os que estão chegando agora, não tem nelas um “paradigma perfeito” para a prática do calvinismo.
Estou me referindo ao fato de que nosso calvinismo pouco tem influenciado nossa sociedade. O Rev. Hermisten Costa diz que o calvinista entende que “ser reformado não é apenas um status nominal vazio de sentido, mas reflete a nossa fé em atos de formação e transformação”(2). Ele cita também Kuyper interpretando o pensamento reformado:
“Calvino abomina a religião limitada ao gabinete, à cela ou a igreja. Com o salmista, ele invoca o céu e a terra, invoca todas as pessoas e nações a dar glória a Deus. Deus está presente em toda vida com a influência de seu poder onipresente e Todo-Poderoso e nenhuma esfera da vida humana é concebida na qual a religião não sustente suas exigências para que Deus seja louvado, para que as ordenanças de Deus sejam observadas, e que todo labora seja impregnado com sua ora em fervente e contínua oração”(3).
O problema é que este pensamento tão ardentemente defendido, está sendo relegado apenas ao discurso e muito pouco o vemos na práxis reformada de nossos dias. Quantas de nossas igrejas têm influenciado o sistema de educação de sua região? Quantos reformados nós temos na política de nosso país? Quantas escolas, acessíveis à população de baixa renda, temos sob nossa direção? Quantos de nossos pastores ensinam suas ovelhas a serem crentes sinceros e dedicados não apenas na igreja, mas serem honestos também em seu trabalho diário?
O que percebemos é uma distância entre a igreja, o calvinismo e a sociedade. Uma distância que na realidade jamais deveria existir. Não estou dizendo que não existem reformados práticos em nosso meio. O que estou apenas observando, é que a maioria de nós, é reformado apenas nos limites teóricos.
Das duas uma: ou os benefícios do processo de migração aparecerão lentamente como dissemos, ou nós, os calvinistas mais “antigos”, teremos que nos “reformar” outra vez. O que eu espero sinceramente, é que a começar neste que vos fala, estes imigrantes refugiados do pentecostalismo possam encontrar abrigo e exemplo prático do que é ser verdadeiramente calvinista.
Marcelo B. Dias
(1) Artigo Original: http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1884779_1884782_1884760,00.html
Tradução em http://blog.editorafiel.com.br/2009/03/17/o-novo-calvinismo
(2)Hermisten Costa, Calvino de A a Z. São Paulo: Editora Vida, 2006. pg. 48.
(3)Ibid, pg 49.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Está vazio! Aleluia!
Lucas registra no capítulo 24.12, que Pedro ficou maravilhado ao ver que realmente Jesus havia ressuscitado. Acho que Pedro deve ter exclamado: “Está vazio! Aleluia!”.
O túmulo vazio é nossa esperança. Em nenhuma outra religião pode existir esta esperança. Buda, Maomé, A virgem Maria e todos os outros deuses dos povos, morreram e jamais se levantaram. Jesus Cristo não. Ele ressuscitou. E essa verdade é a nossa maior esperança.
Paulo chega a dizer no capítulo 15 de I Coríntios, que a ressurreição de Cristo é a razão da nossa fé. Ele diz que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.
Não podemos conceber um Cristo morto. Um Cristo ainda crucificado. Ele ressurgiu e está vivo à destra de Deus Pai, “de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos” como diz o credo apostólico.
A ressurreição de Cristo é a nossa garantia de vida eterna. Ele é a “primícia dos que dormem” (I Co 15.20). Ele é o primeiro de uma geração redimida. Ele é a cabeça do corpo da igreja. O Cristo vivo e vitorioso. O alfa e ômega. O principio e o fim. “Aquele que esteve morto, mas reviveu”.
Aleluia! Podemos nos juntar ao apóstolo Paulo e cantar com a maior de todas as alegrias o belo refrão:
“Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão?”. (I Co 15. 54b, 55).
Celebre a Cristo! Celebre sua vida! Celebre a Salvação dada por Deus a nós pelo sangue da cruz e celebre intensamente a vida eterna garantida a nós na ressurreição.
O túmulo está vazio! Aleluia!!!!
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 12/04/09
O túmulo vazio é nossa esperança. Em nenhuma outra religião pode existir esta esperança. Buda, Maomé, A virgem Maria e todos os outros deuses dos povos, morreram e jamais se levantaram. Jesus Cristo não. Ele ressuscitou. E essa verdade é a nossa maior esperança.
Paulo chega a dizer no capítulo 15 de I Coríntios, que a ressurreição de Cristo é a razão da nossa fé. Ele diz que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.
Não podemos conceber um Cristo morto. Um Cristo ainda crucificado. Ele ressurgiu e está vivo à destra de Deus Pai, “de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos” como diz o credo apostólico.
A ressurreição de Cristo é a nossa garantia de vida eterna. Ele é a “primícia dos que dormem” (I Co 15.20). Ele é o primeiro de uma geração redimida. Ele é a cabeça do corpo da igreja. O Cristo vivo e vitorioso. O alfa e ômega. O principio e o fim. “Aquele que esteve morto, mas reviveu”.
Aleluia! Podemos nos juntar ao apóstolo Paulo e cantar com a maior de todas as alegrias o belo refrão:
“Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão?”. (I Co 15. 54b, 55).
Celebre a Cristo! Celebre sua vida! Celebre a Salvação dada por Deus a nós pelo sangue da cruz e celebre intensamente a vida eterna garantida a nós na ressurreição.
O túmulo está vazio! Aleluia!!!!
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 12/04/09
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Porque Senhor?

O problema do sofrimento na vida do crente é verdadeiramente uma interrogação. Quando vemos alguém que tem agido de modo ruim em sua vida e sofre por isso, até entendemos. O problema é quando vemos alguém, ou nós mesmos somos esse alguém, que tem vivido um relacionamento pessoal com Deus sofrendo terrivelmente.
Li essa semana um pequeno texto de John Stott que me deu uma nova perspectiva em relação ao sofrimento do crente. Principalmente quando este sofrimento nos leva a questionar se Deus realmente tem bons propósitos para nossa vida. Neste texto, Stott diz que a Escritura no assegura que não sofremos sozinhos. Ele diz que o nosso “Deus, é um Deus sofredor”.
Jesus, o nosso Deus, chorou de dor por causa de Lázaro, a quem muito amava (João 11). Chorou também por causa de Jerusalém e sua ignorância espiritual (Lc 19.40-42). Mas nenhum sofrimento foi maior do que aquele proporcionado pela cruz. Lucas registra o tamanho da angústia e dor que Cristo sofreu antes mesmo da cruz. Segundo Lucas, o “seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22.44).
Por isso diante do nosso quadro de dor, não nos resta outra coisa senão concordar com Stott e nos voltar para “aquela figura solitária, retorcida e torturada na cruz, os cravos atravessando as mãos e os pés, as costas laceradas, os membros deslocados, a fronte sangrando por causa dos espinhos, a boca intoleravelmente sedenta, lançada nas trevas do abandono de Deus”.*
Esse é o nosso Deus! “Ele deixou de lado a sua imunidade à dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós. Nossos sofrimentos tornam-se mais manejáveis à luz dos seus. Ainda há um ponto de interrogação contra o sofrimento humano, mas em cima dele podemos estampar outra marca, a cruz, que simboliza o sofrimento divino”.*
Quando o sofrimento invadir sua vida, conforte-se na cruz. Nela o nosso Deus sofreu. E eu garanto que o sofrimento dele, supera em quantidade inumerável, o nosso sofrimento. Nada pode medir o tamanho da dor de Cristo no Calvário. Lembre-se do cântico: “Não saberei quanto custou, ver meus pecados pagos na cruz”, e console o seu coração.
Sei que responder a pergunta do título não é fácil, mas sei que o meu Senhor sabe mais do que eu o que é sofrer.
Que Deus nos abençoe e nos console sempre na cruz de Cristo.
Marcelo B. Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 05/04/09
* Texto extraído do livro: A cruz de Cristo; de John Stott; Editora Vida, São Paulo. Pág. 151.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Rumo à Cruz
“Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Esta passagem está registrada em Mateus 16:15-16. Aqui neste momento temos o divisor de águas do ministério de Cristo. Antes deste momento Jesus era conhecido de muitas maneiras: profeta, João Batista, Jeremias... Mas agora Jesus é reconhecido por Pedro e seus demais discípulos como o “Cristo”. A partir daquele momento Jesus passou então a anunciar a seus discípulos, aquilo que deveria acontecer com ele, o Cristo. Ele deveria morrer! Daquele momento em diante Jesus começou sua jornada em direção ao cumprimento final de sua missão: a Cruz.
Estamos nos aproximando da Páscoa e não podemos nos esquecer do motivo pelo qual Jesus Cristo veio ao mundo: A CRUZ! Sua morte não foi um acidente. Ele estava tão consciente do que faria que não se rendeu diante das propostas de desviá-lo da cruz. A cruz é a razão da nossa existência. Não podemos esquecer dela. Jesus precisava da cruz. Sem ela, ele não cumpriria a vontade do Pai. Sem ela nós não podemos chegar ao Pai.
Infelizmente a realidade cruz incomoda muita gente. Muitos de nós não gostamos da ouvir falar de cruz. A cruz significa autonegação. Significa morrer para nossos desejos mais profundos. Significa o fim do eu. Por isso muitos não suportam a idéia de ter que carregar uma cruz. Na verdade a maioria das pessoas que hoje procuram uma igreja, querem Deus, mas não querem a cruz.
O problema é que sem cruz não se tem acesso a Deus. Sem cruz não existe vida. Sem cruz não existe paz. Sem cruz não existe salvação. Sem a cruz de Cristo o homem está definitivamente perdido.
Eu quero te perguntar: Você tem uma cruz sobre suas costas? Não estou falando de um problema, ou de uma dificuldade qualquer que você acha que é sua cruz. Estou falando da Cruz de Cristo. Você já a tomou pra si? Já abriu mão de si mesmo? Já morreu para o mundo?
Mais uma pergunta: Você sente paz em seu coração? Se sua resposta for não, então você precisa urgentemente de uma cruz. Sem ela você jamais vai chegar bem ao final da sua jornada.
Que Deus nos abençoe e te dê o privilégio da Cruz.
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 29/03/09
Estamos nos aproximando da Páscoa e não podemos nos esquecer do motivo pelo qual Jesus Cristo veio ao mundo: A CRUZ! Sua morte não foi um acidente. Ele estava tão consciente do que faria que não se rendeu diante das propostas de desviá-lo da cruz. A cruz é a razão da nossa existência. Não podemos esquecer dela. Jesus precisava da cruz. Sem ela, ele não cumpriria a vontade do Pai. Sem ela nós não podemos chegar ao Pai.
Infelizmente a realidade cruz incomoda muita gente. Muitos de nós não gostamos da ouvir falar de cruz. A cruz significa autonegação. Significa morrer para nossos desejos mais profundos. Significa o fim do eu. Por isso muitos não suportam a idéia de ter que carregar uma cruz. Na verdade a maioria das pessoas que hoje procuram uma igreja, querem Deus, mas não querem a cruz.
O problema é que sem cruz não se tem acesso a Deus. Sem cruz não existe vida. Sem cruz não existe paz. Sem cruz não existe salvação. Sem a cruz de Cristo o homem está definitivamente perdido.
Eu quero te perguntar: Você tem uma cruz sobre suas costas? Não estou falando de um problema, ou de uma dificuldade qualquer que você acha que é sua cruz. Estou falando da Cruz de Cristo. Você já a tomou pra si? Já abriu mão de si mesmo? Já morreu para o mundo?
Mais uma pergunta: Você sente paz em seu coração? Se sua resposta for não, então você precisa urgentemente de uma cruz. Sem ela você jamais vai chegar bem ao final da sua jornada.
Que Deus nos abençoe e te dê o privilégio da Cruz.
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 29/03/09
quinta-feira, 26 de março de 2009
Quem é Jesus pra você?
Para Adão ele seria seu redentor (Gn 3.15). Para Abraão ele era seu melhor amigo (2Cr 20.7). Para Jacó, aquele que estava o tempo todo junto dele (Gn 28.16). Para Moisés, o libertador (Ex 15.1). Para Davi, o Senhor de sua vontade (At 13.22). Para Daniel, aquele que fechou a boca dos Leões (Dn 6.22). Para Sadraque, Mesaque, e Abede-Nego, o melhor companheiro em meio ao fogo das provações (Dn 3. 23,24). Para João Batista, o “cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1.29). Para Pedro, o “Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16.16). Para Paulo, a razão de sua existência (Fp 1.21). Para o apóstolo João, “o Alfa e o Omega... Aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1.8).
Certamente nos faltaria espaço e tempo para relacionar aqui tudo o que é dito a respeito de Cristo nas Escrituras. Mas o que me interessa mesmo e levar você a pensar sobre quem é Jesus pra você. Esses grandes homens de Deus expressaram em suas palavras e em suas vidas o que Jesus representava para eles. Resumindo, podemos dizer que Jesus era o mais importante de suas vidas. Por Jesus estes homens deram suas vidas. Por Jesus eles aceitaram a dor, o sofrimento, a prisão, o descaso, a rejeição, a humilhação, e por fim a morte. Os que viveram no passado do Antigo Testamento, o fizeram apenas por fé e esperança, os do Novo Testamento o fizeram por que conviveram com ele.
Pense na pessoa mais importante de sua vida. Seu pai, sua mãe, seus filhos, netos. Se alguma coisa acontecesse a qualquer uma dessas pessoas e por ventura você os perdesse para sempre, certamente sentiria uma dor profunda, quase insuportável. Mas e se você perdesse Jesus? Se depois de uma vida inteira de prática religiosa, freqüentando uma igreja e sendo um bom cristão, você chegasse diante dele e o ouvisse lhe dizer: “Nunca te conheci, apartai-vos de mim (Mt 7.23)”? O que você faria? O que você sentiria? Já parou pra pensar nisso?
Jesus nos disse que aquele que sentisse vergonha dele diante do mundo, seria envergonhado diante do Pai. Portanto se Jesus não é pessoa mais importante de sua vida, se você tem vergonha de dizer por aí que ele é seu Senhor, é bom se preparar pra passar a eternidade inteira longe dele. Será terrível para aqueles que assim o fizerem.
Jesus precisa ser o centro de sua vida. Jesus é a melhor companhia que alguém pode ter. A presença de Jesus é suave. É doce. Jesus nos conforta, nos motiva. Não corra o risco de perder Jesus para sempre. Não brinque de ser crente. Seja fiel ao Senhor Jesus. Ame-o profundamente. Conheça-o mais e mais através de Sua Palavra. Deixe-o tomar conta de toda sua vontade e você vai como é viver de verdade.
Deus nos abençoe a todos.
Marcelo Batista Dias.
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 22/03/09
Certamente nos faltaria espaço e tempo para relacionar aqui tudo o que é dito a respeito de Cristo nas Escrituras. Mas o que me interessa mesmo e levar você a pensar sobre quem é Jesus pra você. Esses grandes homens de Deus expressaram em suas palavras e em suas vidas o que Jesus representava para eles. Resumindo, podemos dizer que Jesus era o mais importante de suas vidas. Por Jesus estes homens deram suas vidas. Por Jesus eles aceitaram a dor, o sofrimento, a prisão, o descaso, a rejeição, a humilhação, e por fim a morte. Os que viveram no passado do Antigo Testamento, o fizeram apenas por fé e esperança, os do Novo Testamento o fizeram por que conviveram com ele.
Pense na pessoa mais importante de sua vida. Seu pai, sua mãe, seus filhos, netos. Se alguma coisa acontecesse a qualquer uma dessas pessoas e por ventura você os perdesse para sempre, certamente sentiria uma dor profunda, quase insuportável. Mas e se você perdesse Jesus? Se depois de uma vida inteira de prática religiosa, freqüentando uma igreja e sendo um bom cristão, você chegasse diante dele e o ouvisse lhe dizer: “Nunca te conheci, apartai-vos de mim (Mt 7.23)”? O que você faria? O que você sentiria? Já parou pra pensar nisso?
Jesus nos disse que aquele que sentisse vergonha dele diante do mundo, seria envergonhado diante do Pai. Portanto se Jesus não é pessoa mais importante de sua vida, se você tem vergonha de dizer por aí que ele é seu Senhor, é bom se preparar pra passar a eternidade inteira longe dele. Será terrível para aqueles que assim o fizerem.
Jesus precisa ser o centro de sua vida. Jesus é a melhor companhia que alguém pode ter. A presença de Jesus é suave. É doce. Jesus nos conforta, nos motiva. Não corra o risco de perder Jesus para sempre. Não brinque de ser crente. Seja fiel ao Senhor Jesus. Ame-o profundamente. Conheça-o mais e mais através de Sua Palavra. Deixe-o tomar conta de toda sua vontade e você vai como é viver de verdade.
Deus nos abençoe a todos.
Marcelo Batista Dias.
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 22/03/09
segunda-feira, 16 de março de 2009
Posso ou não posso?

Em I Co 10.23, o apóstolo Paulo faz a seguinte afirmação: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam”. Ele diz lá que todas as coisas nos são permitidas, ou seja, para o crente nada é proibido. Contudo ele fala também que nem todas são convenientes, ou seja, nem todas são apropriadas para nós.
Mas como saber o eu devo ou não devo fazer? Como posso saber o que é apropriado ou não para mim que sou crente? Paulo responde essas perguntas com o verso 31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. Essa frase de Paulo é uma conclusão ao que ele começa falando no versículo 23. A única maneira de saber se uma coisa pode ou não ser feita por nós, é perguntando primeiro: o que eu estou fazendo glorifica a Deus? Segundo Paulo, nosso objetivo central de vida é glorificar a Deus. Paulo vai mais fundo ainda. Ele diz que tudo na nossa vida deve ser feito para glorificar a Deus.
João Calvino diz que “Paulo nos ensina que não há parte alguma de nossa vida ou conduta, por mais insignificante que seja, que não esteja relacionado com a glória de Deus”. É por isso que devemos nos esforçar ao máximo para promovê-la. Seja o que for que você faça, até mesmo sua forma de comer ou beber, deve mostrar para as pessoas ao seu redor que você serve a um Deus glorioso.
Sinceramente eu espero que todos nós entendamos que o nosso objetivo principal de vida aqui neste mundo é glorificar a Deus. É mostrar para as pessoas ao nosso redor que servimos a um Deus vivo e verdadeiro. Que nosso Deus não é apenas um Deus que serve para dar boa vida para as pessoas. Que nossos vizinhos e amigos possam ter desejo de conhecer a Deus através de nossas vidas. Que eles possam nos olhar e ver em nós um povo que ama a Deus acima de tudo. Um povo que serve a Deus com alegria. Um povo cristão de verdade, como a Bíblia diz que deve ser.
As perguntas que eu quero deixar são: Será que Deus tem sido glorificado nas pequenas coisas do nosso dia-a-dia? Na escola, no trabalho, na família ou em qualquer lugar, Deus tem sido glorificado através de mim? As pessoas sabem que sou crente de verdade ou me acham apenas mais um “evangélico”? Glorifique a Deus em tudo!
Deus abençoe e tenha misericórdia de todos nós.
Marcelo Batista Dias
Artigo publicado no boletim da congregação de Nova Baden, Betim em 15/03/09
quinta-feira, 12 de março de 2009
Se Jesus votasse assim...
Meus amados,
Gostaria de comunicar-lhes com muita alegria que voltarei neste próximo sábado às 16hs para buscá-los, a fim de passarem a eternidade conosco nos céus. Conto com a presença de todos vcs.
Abraços,
Jesus Cristo.
Aconteceria + ou – assim...
“Senhor, sinto lhe informar que neste sábado tenho um treinamento muito importante na empresa e não poderei comparecer. Espero que seja um retorno abençoado para Senhor e para todos que lá estiverem.”
“Ae ñ vou poder aparecer vlw ... depois a gente v qualé... Paz...”
“Senhor, neste sábado tem programação dos jovens. Preciso confirmar o horário com a diretoria pra não dar choque de programação. Abraços.”
“Fala sério 16 hs é hora da pelada... dá pra ser no domingo de tarde não?... v aí e me fala depois. Té mais.”
“Seria ótimo poder estar com o Senhor, mas estarei de viagem com minha família. Os meninos estão ansiosos para ir pra praia (o Senhor conhece as crianças...) Na próxima pode contar comigo.”
Meses depois...
“Senhor me desculpe por não ter respondido a msg, mas to naquela correria de sempre (o senhor sabe como é né...) não tive tempo de abrir meu e-mail. Se ainda der tempo tô nessa aí. Abrçs.”
Se Jesus voltasse assim, das duas uma: ou voltaria pra trás sozinho, ou teria que formar uma comissão e estudar uma maneira de voltar e levar todo mundo aos poucos...
Ainda bem que: “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”(Mt. 24.36).
Ainda bem?...
Gostaria de comunicar-lhes com muita alegria que voltarei neste próximo sábado às 16hs para buscá-los, a fim de passarem a eternidade conosco nos céus. Conto com a presença de todos vcs.
Abraços,
Jesus Cristo.
Aconteceria + ou – assim...
“Senhor, sinto lhe informar que neste sábado tenho um treinamento muito importante na empresa e não poderei comparecer. Espero que seja um retorno abençoado para Senhor e para todos que lá estiverem.”
“Ae ñ vou poder aparecer vlw ... depois a gente v qualé... Paz...”
“Senhor, neste sábado tem programação dos jovens. Preciso confirmar o horário com a diretoria pra não dar choque de programação. Abraços.”
“Fala sério 16 hs é hora da pelada... dá pra ser no domingo de tarde não?... v aí e me fala depois. Té mais.”
“Seria ótimo poder estar com o Senhor, mas estarei de viagem com minha família. Os meninos estão ansiosos para ir pra praia (o Senhor conhece as crianças...) Na próxima pode contar comigo.”
Meses depois...
“Senhor me desculpe por não ter respondido a msg, mas to naquela correria de sempre (o senhor sabe como é né...) não tive tempo de abrir meu e-mail. Se ainda der tempo tô nessa aí. Abrçs.”
Se Jesus voltasse assim, das duas uma: ou voltaria pra trás sozinho, ou teria que formar uma comissão e estudar uma maneira de voltar e levar todo mundo aos poucos...
Ainda bem que: “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai”(Mt. 24.36).
Ainda bem?...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Pensadores e Pensamentos
Apologética:
“Diante de velhos inimigos, precisamos redescobrir as antigas armas que o venceram: As verdades eternas da Palavra de Deus.” Gladson Cunha: Seitas e Heresias; Revista Nossa Fé; São Paulo; 2008: Cultura Cristã; p. 52.
Ecologia:
“O valor das coisas não está nelas próprias autonomamente, mas reside no fato de que Deus as fez e, portanto, são dignas de ser tratadas com todo o respeito.” Francis Shaeffer – Poluição e Morte do Homem: Um perspectiva cristã da Ecologia; Juerp 1986, p. 27.
Dinheiro:
“O homem mais pobre que conheço é aquele que não tem nada mais do que dinheiro.”
John D. Rockefeller – Extraído de www.monergismo.com
Vida Cristã:
“Nada é mais perigoso do nos juntarmos aos ímpios”. João Calvino (Fonte: monergismo.com).
Missões:
“A causa de Deus nunca corre perigo; o que ele começou na alma ou no mundo, levará até o fim.” B. B. Warfield (Fonte: monergismo.com)
Pecado:
“Muitíssimas pessoas estão prontas para culpar o diabo por seus pecados, quando a verdade é que eles não precisam de nenhuma ajuda para cometer tais pecados, apenas uma desculpa”. R J Rushdoony (Fonte: monergismo.com)
Pensar:
“Deus promete guiar-nos, mas não para livrar-nos da responsabilidade de pensar.” John Stott (Fonte: monergismo.com)
“Diante de velhos inimigos, precisamos redescobrir as antigas armas que o venceram: As verdades eternas da Palavra de Deus.” Gladson Cunha: Seitas e Heresias; Revista Nossa Fé; São Paulo; 2008: Cultura Cristã; p. 52.
Ecologia:
“O valor das coisas não está nelas próprias autonomamente, mas reside no fato de que Deus as fez e, portanto, são dignas de ser tratadas com todo o respeito.” Francis Shaeffer – Poluição e Morte do Homem: Um perspectiva cristã da Ecologia; Juerp 1986, p. 27.
Dinheiro:
“O homem mais pobre que conheço é aquele que não tem nada mais do que dinheiro.”
John D. Rockefeller – Extraído de www.monergismo.com
Vida Cristã:
“Nada é mais perigoso do nos juntarmos aos ímpios”. João Calvino (Fonte: monergismo.com).
Missões:
“A causa de Deus nunca corre perigo; o que ele começou na alma ou no mundo, levará até o fim.” B. B. Warfield (Fonte: monergismo.com)
Pecado:
“Muitíssimas pessoas estão prontas para culpar o diabo por seus pecados, quando a verdade é que eles não precisam de nenhuma ajuda para cometer tais pecados, apenas uma desculpa”. R J Rushdoony (Fonte: monergismo.com)
Pensar:
“Deus promete guiar-nos, mas não para livrar-nos da responsabilidade de pensar.” John Stott (Fonte: monergismo.com)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Fracasso do Sucesso
O pastor Caio Fábio escreveu há vários anos atrás um livro chamado "Jonas, o sucesso do fracasso". Nele Caio mostra como Jonas, um pastor terrívelmente frustrado com seu chamado ministerial de pregar em Nínive se tornou um pregador imbatível levando mais de 120 mil pessoas à conversão em um dia de pregação. O sucesso ministerial de Jonas no entanto foi seu fracasso pessoal. Ele viu seus inimigos serem salvos e isso lhe doeu muito. Para si mesmo ele havia fracassado.
Em nossos dias vemos algo contrário acontecer. O sucesso pessoal de alguns pastores tem sido um dos motivos do "fracasso" da igreja.
A igreja tem fracassado centralizando seus pastores e tornando-os homens infalíveis. Isso mesmo, é culpa da igreja. Ao aceitar os chamados "ungidões" a igreja substitui a Palavra de Deus pelo palavrório falso de lobos em pele de cordeiro. Não ha exame da Palavra. Nem de longe nos parecemos com os bereianos e olha que eles estavam ouvindo ninguém menos que o apóstolo Paulo.
Por falar em Paulo, é bom lembrarmos que sua "fama" só apareceu após sua morte. Paulo não arrastava multidões para os estádios. Ele não fazia merchandising de imobiliárias em seus sermões. Ele também não andava em bigas de luxo para se transportar de uma cidade a outra. O contrário dos “apóstolos” de nossos dias que possuem haras, mansões de alto luxo, empresas e mais empresas, sem falar nos carrões importados e casas no exterior.
Pelo visto pobrezinho mesmo é só Jesus que nasceu em Belém, porque seus “apóstolos”, ou clérigos evangélicos, como queiram, são muito abastados...
Que Sucesso!!!!!
Que fracasso......
Marcelo Batista Dias
Em nossos dias vemos algo contrário acontecer. O sucesso pessoal de alguns pastores tem sido um dos motivos do "fracasso" da igreja.
A igreja tem fracassado centralizando seus pastores e tornando-os homens infalíveis. Isso mesmo, é culpa da igreja. Ao aceitar os chamados "ungidões" a igreja substitui a Palavra de Deus pelo palavrório falso de lobos em pele de cordeiro. Não ha exame da Palavra. Nem de longe nos parecemos com os bereianos e olha que eles estavam ouvindo ninguém menos que o apóstolo Paulo.
Por falar em Paulo, é bom lembrarmos que sua "fama" só apareceu após sua morte. Paulo não arrastava multidões para os estádios. Ele não fazia merchandising de imobiliárias em seus sermões. Ele também não andava em bigas de luxo para se transportar de uma cidade a outra. O contrário dos “apóstolos” de nossos dias que possuem haras, mansões de alto luxo, empresas e mais empresas, sem falar nos carrões importados e casas no exterior.
Pelo visto pobrezinho mesmo é só Jesus que nasceu em Belém, porque seus “apóstolos”, ou clérigos evangélicos, como queiram, são muito abastados...
Que Sucesso!!!!!
Que fracasso......
Marcelo Batista Dias
sábado, 24 de janeiro de 2009
Igrejeiros e os "Quintos"
Muitos tem deixado esse mundo sem a menor convicção do que esperam por eles do outro lado da existência. Alguns iludidos acham que vão entrar no gozo do Senhor. O mesmo Senhor que por eles tem sido relegado a planos secundários. O fato concreto e frio é que Deus não faz parte das cogitações cotidianas de muitos “igrejeiros”. E fico pasmado com a falsa esperança que agasalham em seus corações e mentes. Acham mesmo que no final tudo terminará bem. A impressão é que basta apenas ser “religioso”. Não há o menor interesse num envolvimento mais profundo com as questões da fé. Submeter suas vidas ao domínio de Deus é tudo que não cogitam em seus corações. Só um envolvimento superficial é suficiente. Essa postura gera um cristianismo falso e hipócrita. E hipocrisia foi condenada e combatida com veemência pelo Senhor Jesus Cristo.
Nesse contexto é pertinente reaquecer a memória com uma realidade dura e quase sempre tratada com desprezo pela maioria dos humanos. Um fato tão terrível que dado a sua gravidade, Jesus gastou parte considerável de seu tempo falando e advertindo sobre ele. Muitos o evitam e não gostam nem de ouvir o seu nome. Estou falando do destino final dos impenitentes. Sim, quero lembrar-lhes do inferno. Esse lugar de tormento que será a casa definitiva de multidões. E dentre essa multidão, muitos “igrejeiros”. Gente que prefere brincar com coisa séria. Infelizmente muitos “igrejeiros” serão lançados nos “quintos do inferno”.
O inferno não é uma ficção científica. Não é invenção de velhas caducas. Ele existe. E nele não há nenhuma percepção da presença e da bênção de Deus. Muitos chegam a dizer que o “inferno” é aqui mesmo. Grande ilusão. Esse mundo com todas suas peculiaridades e maldade dos homens não se compara ao inferno. Nem de longe toca essa realidade dura que só de pensar já produz grande sofrimento. E o pior, é um lugar sem promoção ou escape. Entrou lá, acabou. Jamais sairá de lá. É só sofrimento e angústia por toda a eternidade.
A única possibilidade de escape é do “lado de cá” dessa vida. Somente os que se curvarem, arrependidos de seus pecados e renderem-se completamente ao Senhor Jesus. Não há salvação fora do sacrifício de Jesus. Sim, Jesus é o único caminho que nos conduz ao céu e a verdadeira felicidade. Somente os convertidos a Cristo, os que nasceram de novo, escaparão do justo juízo de Deus. Os que tem apenas o rótulo de cristãos não escaparão. Serão condenados inapelavelmente.
Qual é o seu caso? Já possui vida em si mesmo? A vida eterna que só possui os verdadeiros crentes em Jesus? Pense, pense no inferno e fuja dele. Viva como alguém que escapou da maior de todas as tragédias. Isso implica numa vida que evidencia prazer em servir ao Deus vivo e verdadeiro. Uma vida que glorifica a Deus por todos os meios e modos. É essa a verdadeira expressão da felicidade: glorificar a Deus e desfrutar da alegria nEle, por Ele e para Ele.
Vamos viver assim, seguros e confiantes na Graça excelsa de Nosso Senhor Jesus Cristo e jamais sofreremos da desilusão eterna. Pare e medite seriamente nesta questão. Não dê descanso a sua alma enquanto não chegar a plena certeza de que jamais conhecerá o inferno. Procure em sua vida as evidências da nova vida em Cristo e assim viverá plenamente seguro do que o Espera do “lado de lá da vida”. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre dos “quintos”. Amém!
Rev. Domingos da Silva Dias
Pastor da 5ª IPBH.
(Texto publicado no boletim da igreja em 25/01/09)
Nesse contexto é pertinente reaquecer a memória com uma realidade dura e quase sempre tratada com desprezo pela maioria dos humanos. Um fato tão terrível que dado a sua gravidade, Jesus gastou parte considerável de seu tempo falando e advertindo sobre ele. Muitos o evitam e não gostam nem de ouvir o seu nome. Estou falando do destino final dos impenitentes. Sim, quero lembrar-lhes do inferno. Esse lugar de tormento que será a casa definitiva de multidões. E dentre essa multidão, muitos “igrejeiros”. Gente que prefere brincar com coisa séria. Infelizmente muitos “igrejeiros” serão lançados nos “quintos do inferno”.
O inferno não é uma ficção científica. Não é invenção de velhas caducas. Ele existe. E nele não há nenhuma percepção da presença e da bênção de Deus. Muitos chegam a dizer que o “inferno” é aqui mesmo. Grande ilusão. Esse mundo com todas suas peculiaridades e maldade dos homens não se compara ao inferno. Nem de longe toca essa realidade dura que só de pensar já produz grande sofrimento. E o pior, é um lugar sem promoção ou escape. Entrou lá, acabou. Jamais sairá de lá. É só sofrimento e angústia por toda a eternidade.
A única possibilidade de escape é do “lado de cá” dessa vida. Somente os que se curvarem, arrependidos de seus pecados e renderem-se completamente ao Senhor Jesus. Não há salvação fora do sacrifício de Jesus. Sim, Jesus é o único caminho que nos conduz ao céu e a verdadeira felicidade. Somente os convertidos a Cristo, os que nasceram de novo, escaparão do justo juízo de Deus. Os que tem apenas o rótulo de cristãos não escaparão. Serão condenados inapelavelmente.
Qual é o seu caso? Já possui vida em si mesmo? A vida eterna que só possui os verdadeiros crentes em Jesus? Pense, pense no inferno e fuja dele. Viva como alguém que escapou da maior de todas as tragédias. Isso implica numa vida que evidencia prazer em servir ao Deus vivo e verdadeiro. Uma vida que glorifica a Deus por todos os meios e modos. É essa a verdadeira expressão da felicidade: glorificar a Deus e desfrutar da alegria nEle, por Ele e para Ele.
Vamos viver assim, seguros e confiantes na Graça excelsa de Nosso Senhor Jesus Cristo e jamais sofreremos da desilusão eterna. Pare e medite seriamente nesta questão. Não dê descanso a sua alma enquanto não chegar a plena certeza de que jamais conhecerá o inferno. Procure em sua vida as evidências da nova vida em Cristo e assim viverá plenamente seguro do que o Espera do “lado de lá da vida”. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre dos “quintos”. Amém!
Rev. Domingos da Silva Dias
Pastor da 5ª IPBH.
(Texto publicado no boletim da igreja em 25/01/09)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Retrospectiva 2008 - Vc tem dúvidas?
Hoje eu estava dando uma olhada em meus arquivos e encontrei algumas meditações em Mateus que estava postando regularmente para a Mocidade da 5a IPBH. Entre elas encontrei uma que falou muito ao meu coração e continua falando ainda hoje. Espero do fundo do meu coração que ela fale também ao seu. Deus Abençõe.
Mateus cap. 11
Quem nunca teve duvidas? Alguém disse certa vez q o principio da fé é a duvida. Para crer definitivamente em algo, é necessario primeiro q tenha havido duvida.
João Batista teve duvidas. Depois de ter batizado Jesus; ver o Espirito Santo descer sobre Ele; ouvir a voz de Deus dizer:"Este é meu filho amado";depois de ele mesmo dizer varias vezes:"Eis o cordeiro de Deus!"; João Batista teve duvidas a respeito de Cristo.
João Batista estava preso. Em meio às tribulações, é muito facil ter duvidas, ainda que voce seja um heroi da fé. É por isso que é importante o que Jesus ensina neste capítulo:
1º)A fé não se baseia em sentimentos, mas em fatos. Qndo os discipulos de João, vem trazer a duvida deste ao mestre, o que Jesus faz? Ele faz milagres em grande numero e prega o evangelho. Depois Ele diz:"Vão lá falar pra João o q vcs viram!" Jesus mostra o seu poder, e faz aquilo p/ o qual Ele veio ao mundo, p/ mostrar p/ João que ele devia ficar descansado, pois quem estava no controle era o Filho de Deus mesmo, em pessoa. Aquilo era um fato q ñ podia ser negado.
2º)Duvidar não leva ninguem a perder a salvação. João Batista duvidou feio, mas nem por isso deixou de ser o grande homem que foi. Suas duvidas, não o desabilitaram a ser um profeta de Deus. Pelo contrario, Jesus diz q João era o maior de todos os homens na terra. O que leva a destruição e ruina completa, não é a duvida, é a incredulidade, como aconteceu com as cidades as quais Jesus se refere do vers.20-24. Esta sim derruba qualquer um.
3º)As grandes coisas de Deus, estão reservadas p/ os pequenos e falhos homens. Deus odeia a soberba e os soberbos. Deus ñ chamou muitos sabios segundo a carne, pelo contrario, Ele escolheu as coisas fracas p/ envergonhar as fortes (I Co 2.26-29). Se é assim, não é de admirar que tenhamos duvidas. Somos fracos e incapazes de crer por nós mesmos. Isto nos leva a depender mais do Senhor, o que é muito positivo.
Jesus termina seu discurso com o famoso "vinde a mim". Ele mostra que se nós estamos em duvida ou fracos por causa das lutas e tribulações devemos ir até Ele. Não importa qual seja nossa situação.
Tem duvidas? Vem p/ Jesus. Tá cansado e sobrecarregado? Vem pra Jesus. Tá se sentindo fraco? Vem pra Jesus. Ele é o verdadeiro Deus. Disto ñ há duvidas. É fato. Só Ele pode nos consolar e salvar.
Marcelo Batista Dias
Mateus cap. 11
Quem nunca teve duvidas? Alguém disse certa vez q o principio da fé é a duvida. Para crer definitivamente em algo, é necessario primeiro q tenha havido duvida.
João Batista teve duvidas. Depois de ter batizado Jesus; ver o Espirito Santo descer sobre Ele; ouvir a voz de Deus dizer:"Este é meu filho amado";depois de ele mesmo dizer varias vezes:"Eis o cordeiro de Deus!"; João Batista teve duvidas a respeito de Cristo.
João Batista estava preso. Em meio às tribulações, é muito facil ter duvidas, ainda que voce seja um heroi da fé. É por isso que é importante o que Jesus ensina neste capítulo:
1º)A fé não se baseia em sentimentos, mas em fatos. Qndo os discipulos de João, vem trazer a duvida deste ao mestre, o que Jesus faz? Ele faz milagres em grande numero e prega o evangelho. Depois Ele diz:"Vão lá falar pra João o q vcs viram!" Jesus mostra o seu poder, e faz aquilo p/ o qual Ele veio ao mundo, p/ mostrar p/ João que ele devia ficar descansado, pois quem estava no controle era o Filho de Deus mesmo, em pessoa. Aquilo era um fato q ñ podia ser negado.
2º)Duvidar não leva ninguem a perder a salvação. João Batista duvidou feio, mas nem por isso deixou de ser o grande homem que foi. Suas duvidas, não o desabilitaram a ser um profeta de Deus. Pelo contrario, Jesus diz q João era o maior de todos os homens na terra. O que leva a destruição e ruina completa, não é a duvida, é a incredulidade, como aconteceu com as cidades as quais Jesus se refere do vers.20-24. Esta sim derruba qualquer um.
3º)As grandes coisas de Deus, estão reservadas p/ os pequenos e falhos homens. Deus odeia a soberba e os soberbos. Deus ñ chamou muitos sabios segundo a carne, pelo contrario, Ele escolheu as coisas fracas p/ envergonhar as fortes (I Co 2.26-29). Se é assim, não é de admirar que tenhamos duvidas. Somos fracos e incapazes de crer por nós mesmos. Isto nos leva a depender mais do Senhor, o que é muito positivo.
Jesus termina seu discurso com o famoso "vinde a mim". Ele mostra que se nós estamos em duvida ou fracos por causa das lutas e tribulações devemos ir até Ele. Não importa qual seja nossa situação.
Tem duvidas? Vem p/ Jesus. Tá cansado e sobrecarregado? Vem pra Jesus. Tá se sentindo fraco? Vem pra Jesus. Ele é o verdadeiro Deus. Disto ñ há duvidas. É fato. Só Ele pode nos consolar e salvar.
Marcelo Batista Dias
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Vejo o Tempo

Vejo o tempo se fechar, se aproximar a escuridão
Resultado senão de mim, Solidão.
É quase um parto, uma dor sem explicação.
Viver assim, é andar sem direção.
Vejo o tempo correr, passar sem hesitar;
Já não há palavras, não há como evitar.
Um sentir sem se tocar, um ver sem enxergar;
Um comer sem fartar, um viver sem respirar.
Vejo o tempo parar, parar quase sem tempo;
De mim foi-se o contentamento;
Na alma o esfriamento,
Do coração derretimento.
Vejo o tempo do tempo se acabar.
Já não posso, e nem consigo mais esperar,
Que este tempo do tempo que se finda,
Traga de volta a Luz que brilhava em meu olhar.
Vejo o tempo, dessa vez com muito tempo.
Olho, e olho sem parar,
Para o tempo, que em tempo,
De fechado começa a melhorar.
Vejo o tempo pelo vento se abrir,
E ainda que outrora não pudesse ver,
O que se mostra neste tempo,
É o Tempo que nunca deixou de existir.
Marcelo Batista Dias
Marcadores:
Cronicas e Poesias,
experiencias
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
O Natal de Miquéias
"Ai de mim! porque estou feito como as colheitas de frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer, nem figos temporãos que a minha alma deseja,
Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede.
As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
Eu, porém, olharei para o SENHOR; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá."
Não, isso não foi escrito em nossos dias. Foi escrito ha mais de 2500 anos. Quando o profeta Miquéias escreveu isso (Mq 7.1-7), sua sociedade estava profundamente corrompida. Não havia como encontrar esperança em seu mundo. No entanto, ao invés de olhar para as circunstancias tão desesperadoras ele coloca suas esperanças, seus anseios e toda sua expectativa, no Deus supremo que não pode mentir nem mudar, o YAWEH, o Deus verdadeiro que iria providenciar a salvação para seu povo.
Mais de 500 anos mais tarde, sua esperança se cumpriu:"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade"(Mq 5.2). Este é Jesus, nosso Senhor e Salvador.
O mais interessante disso tudo é que a sociedade de nossos dias continua a mesma de Miquéias. Isso porque, para a grande maioria da humanidade, Jesus é apenas o pobrezinho de Belém, o homem de Nazaré, o cara-la-de-cima, o guru, o sábio, o racional superior... e por aí vai.
Mas para Miquéias e para aqueles "que o receberam" porém, Ele é aquele "que era, que é e que há de ser", o "alfa e ômega", o "Principe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Pai da Eternidade, Deus Forte", o "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo", o "Filho do Homem", o "Salvador", o "Senhor", A "Palavra", o "Caminho a Verdade e a Vida", o YAWEH.
Natal é a lembrança do nascimento da nossa Esperança. Natal é a convicção de que não obstante este mundo tão perdido em que vivemos, somos herdeiros da promessa e somos "feitos filhos de Deus" em Cristo Jesus.
O Natal de Miquéias aconteceu apenas em seu coração. Miquéias tinha seus olhos firmados no futuro, nós devemos voltar nossos olhos para o passado. Miquéias morreu sem ver sua Esperança, nós nascemos em meio a Sua vinda. Nossa Esperança está cumprida, o que nos resta é só aguardar o dia em que veremos "face a face e então conhecerei como também sou conhecido".
Celebre intensamente esta data. O nosso Salvador veio ao mundo e pagou nossa dívida. Cristo Jesus, Rei dos Reis, se fez homem para que a nós homens (e mulheres), fosse dado viver eternamente.
Feliz Natal a Todos!!!!
Marcelo Batista Dias.
Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede.
As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal.
O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão.
Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.
Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.
Eu, porém, olharei para o SENHOR; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá."
Não, isso não foi escrito em nossos dias. Foi escrito ha mais de 2500 anos. Quando o profeta Miquéias escreveu isso (Mq 7.1-7), sua sociedade estava profundamente corrompida. Não havia como encontrar esperança em seu mundo. No entanto, ao invés de olhar para as circunstancias tão desesperadoras ele coloca suas esperanças, seus anseios e toda sua expectativa, no Deus supremo que não pode mentir nem mudar, o YAWEH, o Deus verdadeiro que iria providenciar a salvação para seu povo.
Mais de 500 anos mais tarde, sua esperança se cumpriu:"E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade"(Mq 5.2). Este é Jesus, nosso Senhor e Salvador.
O mais interessante disso tudo é que a sociedade de nossos dias continua a mesma de Miquéias. Isso porque, para a grande maioria da humanidade, Jesus é apenas o pobrezinho de Belém, o homem de Nazaré, o cara-la-de-cima, o guru, o sábio, o racional superior... e por aí vai.
Mas para Miquéias e para aqueles "que o receberam" porém, Ele é aquele "que era, que é e que há de ser", o "alfa e ômega", o "Principe da Paz, Maravilhoso Conselheiro, Pai da Eternidade, Deus Forte", o "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo", o "Filho do Homem", o "Salvador", o "Senhor", A "Palavra", o "Caminho a Verdade e a Vida", o YAWEH.
Natal é a lembrança do nascimento da nossa Esperança. Natal é a convicção de que não obstante este mundo tão perdido em que vivemos, somos herdeiros da promessa e somos "feitos filhos de Deus" em Cristo Jesus.
O Natal de Miquéias aconteceu apenas em seu coração. Miquéias tinha seus olhos firmados no futuro, nós devemos voltar nossos olhos para o passado. Miquéias morreu sem ver sua Esperança, nós nascemos em meio a Sua vinda. Nossa Esperança está cumprida, o que nos resta é só aguardar o dia em que veremos "face a face e então conhecerei como também sou conhecido".
Celebre intensamente esta data. O nosso Salvador veio ao mundo e pagou nossa dívida. Cristo Jesus, Rei dos Reis, se fez homem para que a nós homens (e mulheres), fosse dado viver eternamente.
Feliz Natal a Todos!!!!
Marcelo Batista Dias.
Assinar:
Postagens (Atom)